'O imbecil coletivo' encerra a trilogia iniciada com 'A nova era e a revolução cultural' (1994) e prosseguida com 'O jardim das aflições' (1995). Cada um dos três livros pode ser compreendido sem os outros dois. Mais difícil é, por um só deles, captar o fundo do pensamento que orienta a trilogia inteira. A função de 'O imbecil coletivo' na coleção é bastante explícita e foi declarada no prefácio - descrever, mediante exemplos, a extensão e a gravidade de um estado de coisas - atual e brasileiro - do qual a nova era dera o alarme e cuja precisa localização no conjunto da evolução das idéias no mundo fora diagnosticada em 'O jardim das aflições'.
Olavo de Carvalho, nascido em Campinas, Estado de São Paulo, em 29 de abril de 1947, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros. Homens de orientações intelectuais tão diferentes quanto Jorge Amado, Arnaldo Jabor, Ciro Gomes, Roberto Campos, J. O. de Meira Penna, Bruno Tolentino, Herberto Sales, Josué Montello e o ex-presidente da República José Sarney já expressaram sua admiração pela sua pessoa e pelo seu trabalho.
A tônica de sua obra é a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia "científica". Para Olavo de Carvalho, existe um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual, vínculo este que se perde de vista quando o critério de validade do saber é reduzido a um formulário impessoal e uniforme para uso da classe acadêmica. Acreditando que o mais sólido abrigo da consciência individual contra a alienação e a coisificação se encontra nas antigas tradições espirituais — taoísmo, judaísmo, cristianismo, islamismo —, Olavo de Carvalho procura dar uma nova interpretação aos símbolos e ritos dessas tradições, fazendo deles as matrizes de uma estratégia filosófica e científica para a resolução de problemas da cultura atual. Um exemplo dessa estratégia é seu breve ensaio Os Gêneros Literários: Seus Fundamentos Metafísicos, onde se utiliza do simbolismo dos tempos verbais nas línguas sacras (árabe, hebraico, sânscrito e grego) para refundamentar as distinções entre os gêneros literários. Outro exemplo é sua reinterpretação dos escritos lógicos de Aristóteles, onde descobre, entre a Poética, a Retórica, a Dialética e a Lógica, princípios comuns que subentendem uma ciência unificada do discurso na qual se encontram respostas a muitas questões atualíssimas de interdisciplinariedade (Uma Filosofia Aristotélica da Cultura — Introdução à Teoria dos Quatro Discursos). Na mesma linha está o ensaio Símbolos e Mitos no Filme "O Silêncio dos Inocentes" ("análise fascinante e — ouso dizer — definitiva", segundo afirma no prefácio o prof. José Carlos Monteiro, da Escola de Cinema da Universidade Federal do Rio de Janeiro) que aplica a uma disciplina tão moderna como a crítica de cinema os critérios da antiga hermenêutica simbólica. Sua obra publicada até o momento culmina em O Jardim das Aflições (1995), onde alguns símbolos primordiais como o Leviatã e o Beemoth bíblicos, a cruz, o khien e o khouen da tradição chinesa, etc., servem de moldes estruturais para uma filosofia da História, que, partindo de um evento aparentemente menor e tomando-o como ocasião para mostrar os elos entre o pequeno e o grande, vai se alargando em giros concêntricos até abarcar o horizonte inteiro da cultura Ocidental. A sutileza da construção faz de O Jardim das Aflições também uma obra de arte.
É grande a dificuldade de transpor para outra língua os textos de Olavo de Carvalho, onde a profundidade dos temas, a lógica implacável das demonstrações e a amplitude das referências culturais se aliam a um estilo dos mais singulares, que introduz na ensaística erudita o uso da linguagem popular — incluindo muitos jogos de palavras do dia-a-dia brasileiro, de grande comicidade, praticamente intraduzíveis, bem como súbitas mudanças de tom onde as expressões do sermo vulgaris, entremeadas à linguagem filosófica mais técnica e rigorosa, adquirem conotações imprevistas e de uma profundidade surpreendente.
A obra de Olavo de Carvalho tem ainda uma vertente polêmica, onde, com eloqüência contundente e temível senso de humor, ele põe a nu os falsos prestígios acadêmicos e as falácias do discurso intelectual vigente. Seu livro O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras (1996) granjeou para ele bom número de desafetos nos meios letrados, mas também uma multid
Talvez eu tenha me equivocado com o tipo de livro, já que eu pensei que seria mais algo contínuo e não vários 'artigos'. Eu já não gostei muito por este motivo, mas daí a culpa é toda minha rs
Eu concordo com muitos dos pontos levantados, mas o que eu não gostei muito foi o fato do autor se julgar muito superior a todas as outras pessoa, num modo geral. Pelo menos foi isso que me pareceu. Ele mesmo crítica alguns outros autores, filósofos, jornalistas e a ideologia de esquerda de não aceitarem criticas e se julgarem superiores sem ser, porém dedica páginas e páginas da edição que eu tenho apenas para críticar quem o criticou. Ora, pessoas pensam diferente e temos que aceitar, nesse caso achei o sujo (o critico que critica quem não gosta de ser criticado) falando do mal lavado (criticando os criticos que os criticaram).
Além de tudo eu detesto pessoas que misturam línguas na escrita. Eu falo inglês fluente, moro fora do país assim como o autor e nem por isso eu fico misturando as línguas ainda mais em um livro focado no Brasil e para brasileiros. Achei extremamente desnecessário até pelo fato de serem termos que seriam facilmente traduzidos - entendo usar termos que não tem traduçao, mas 'last not the least'? 'Rebels without a cause'? Desnecessário na minha opinião e eu acho que isso é parte do espírito de vira lata que ele mesmo comenta.
Eu sei que essa resenha vai contra muitos que idolatram o Olavo de Carvalho e antes de mencionarem que eu sou de esquerda e por isso critico esses pontos, na verdade eu sou de direita também.
Uma das características marcantes do livro é o estilo enfático e provocador de Olavo de Carvalho. O autor utiliza-se de um tom sarcástico e irônico para expor suas opiniões sobre a cultura e a política brasileira, com críticas contundentes aos intelectuais e artistas de esquerda. No que diz respeito ao conteúdo, o livro abrange uma ampla gama de temas, desde a análise da cultura brasileira até discussões sobre educação, religião e filosofia. Olavo de Carvalho apresenta sua visão conservadora e crítica em relação ao pensamento dominante nas universidades e instituições culturais, argumentando que há uma hegemonia esquerdista que impede o desenvolvimento de ideias contrárias. Ele expõe sua preocupação com a influência do marxismo e do politicamente correto na sociedade brasileira. É uma obra polêmica que desperta reações diversas. Independentemente da opinião sobre Olavo de Carvalho e suas ideias, é importante reconhecer que a obra possui um papel significativo no contexto intelectual brasileiro, contribuindo para debates sobre cultura, política e educação
"Não há história muda. Por mais que a queimem, que a dilacerem, por mais que mintam, a história humana se nega a calar a boca." Eduardo Galeno
Eu acho que muita gente que critica o autor, e outros que o idolatram, nunca leram sua magnun opus. Mas quando uma pessoa afirma que a Terra é plana e alguns o consideram um gênio, é bom prestar um pouco de atenção. Dia desses, um rapaz que dizem ser famoso nas redes sociais - defendeu publicamente a legalização de um partido nazista em nosso país. É o recalcado que retorna nos braços da ignorância e do esquecimento. No final, ele alegou estar bêbado. Na verdade, você vai entender melhor sobre a fonte onde ele bebeu: O Imbecil Coletivo.
A obra
Para muitos, Olavo não era polêmico. Era um picareta. O Imbecil Coletivo seria um plágio do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, do jornalista Carlos Alberto Montaner, conspirador exilado na Espanha que por algum tempo teve livre trânsito na imprensa daqui. A se analisar. O fato é que a obra acabou tecendo um fio de amarração ideológica que se estende do submundo da ditadura militar (especialmente da banda mais radical do regime, aquela que se opôs agressivamente contra a abertura política liderada por Ernesto Geisel) até as entranhas do credo bolsonarista atual. O texto, bem como sua intensa atuação na internet, contribuíram para sintetizar o que poderíamos chamar de um protoconceito para ódio das milicias digitais. Em outras palavras, Olavo tinha a gasolina. Bolsonaro só riscou o fósforo.
A morte
A morte do escritor exibiu nas redes sociais a face brutal da polarização estimulada pela obra de Olavo. Se a morte de alguém, seja esse alguém quem for, é motivo para nossa felicidade, a que teremos nos reduzido? Quando eu falo em redes sociais , estou me referindo apenas ao que delas posso ver ou saber, ou seja, falo de alguns recortes pequenos de uma indústria poderosa. Eu olho as redes sociais mais ou menos como os mendigos que assistem televisão em frente ao Magazine Luiza. Eu as observo pelo lado de fora. A bolha em que orbito, com a qual me identifico pouco, detonou o morto com anedotas, piadas e afins. A outra bolha, com a qual me identifico menos ainda, agora o cultuam como um totem oco. Dá para entender melhor essa profusão de reações? Claro que sim!
O marketing
Sempre fez parte da política e do marketing político se apropriarem de simplificações para gerar simpatia, antipatia, atrair ou causar repulsa. O objetivo final é sempre o voto. Trabalhar o medo e a esperança em uma balança que envolve todos numa gangorra emocional. É bom lembrar que, no final, o Olavo tentou se descolar da figura do presidente a qualquer custo. Deveria saber que só o Peter Pan, lá na Terra do Nunca - é que consegue se separar da sua sombra. Quando ele corre para a direita, a sombra corre para a esquerda.
A psicanálise
O fato claro é que o autor era um recalcado. O recalcado, segundo os psicanalistas, sempre volta - e volta porque, de um jeito ou de outro, não dá sossego ao sujeito. O que se encontra recalcado sempre conspira para retornar. Só com muito trabalho, imenso trabalho, o sujeito dá conta de manter escondido o que está recalcado. Quando o cidadão se cansa, ou quando se distrai, a coisa irrompe lá do fundo do armário e vem à superfície, como lava de vulcão.
A lição
É bom que você aprenda. No vasto inferno do convívio social somos os demônios uns dos outros. Manda uma boa etiqueta que sejamos tolerantes para não aumentar o sofrimento. Hoje, o imbecil coletivo é o eleitor de Bolsonaro. Amanhã, o imbecil coletivo será o eleitor de Lula. A máxima de Satre sobre o inferno estar nos outros nunca foi tão atual...
O autor utiliza o termo "imbecil coletivo" não para se referir a soma de certo número de imbecis individuais, mas o atribui à uma coletividade de pessoas de inteligência normal ou mesmo superior que se reúnem movidas pelo desejo comum de imbecilizar-se umas às outras. Achei genial esta forma que ele usou para definir as estrelinhas do clube dos "intelectuais" midiáticos atuais. Olavo sabiamente escolhe os títulos de suas obras incluindo palavras de impacto justamente para se fazer ouvir para o público em geral, já que o clube das estrelinhas e mídia não o quer ver nem pintado de ouro. Enfim, uma obra recheada de verdades que poucas pessoas conseguem enxergar e são raros as que tem a coragem de publicá-las tão explicitamente como o fez Olavo de Carvalho.
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Ele traz tantas verdades que muita gente deve ter sentido um ‘tilt’ no cérebro ao lê-lo. (Outra coisa muito curiosa desse livro é o tilt que ele causa *em quem não o leu*, hehehe)
Quando você chega nos suplementos, que trazem as reações das pessoas ao livro quando ele foi lançado, fica impossível largar a leitura! Imperdível.
Vou perder amigos por escrever isso aqui? Provável. Mas... fazer o quê? A verdade é que o Olavo tem sacadas geniais neste livro. É material de altíssimo nível.
Impressionante como um livro escrito em 1996 parece tão atual! Desde daquela época, temos uma imprensa, artistas e intelctuais cooptados pelo marxismo e comunismo descarado! E sempre que são pegos em flagrante delito de imbecilidade, cometem as mesmas boçalidades de antes: atacarem o interlecutor ao invés dos argumentos. Depois desse livro, passei a admirar mais o Olavo de Carvalho.
Livro muito interessante. Melhor lido depois do Nova Era... e O Jardim... para que o contexto fique claro. Tem alguns artigos atemporais valiosíssimos, outros específicos da época descartáveis. Nestes últimos é um tanto chato (desanimador e surpreendente) ler sobre a inépcia das cátedras filosófica das universidades brasileiras.
A mensagem do filósofo aos jovens estudantes , no que diz respeito à dificuldade financeira, é simples: quanto pior ficar a sua condição econômica, mais se apeguem à sua vocação intelectual. Não cedam à pressão de um mundo que quer matar em vocês o espírito à força de atormentá-los com problemas financeiros. O mundo, no sentido bíblico do termo (isto é, a sociedade mundana), só respeita quem o despreza. Na Primeira Guerra Mundial, o físico Werner Heisenberg, então um adolescente, numa cidade reduzida à miséria pelo cerco e pelos bombardeios, se escondia no porão de uma igreja para ler Platão e discutir com seus amigos a metafísica de Malebranche. Foram os anos decisivos de sua formação: ele poderia tê-los perdido, aguardando dias melhores para estudar. Mas nada, neste mundo, pode vencer a determinação de um homem que é fiel à vocação espiritual. Não se intimidem, não desistam. Quanto mais pobres vocês ficarem, mais se dediquem aos estudos. A porcaria reinante não prevalecerá sobre a sinceridade dos seus esforços. Digo isso com a experiência de quem, ao longo de mais de duas décadas de pobreza, com mulher e filhos para sustentar, jamais deixou de estudar um único dia, aproveitando cada momento livre e abdicando de toda sorte de viagens e divertimentos. Nunca esperei que minha situação melhorasse para depois estudar, e garanto: seja teimoso, e um dia o mundo desiste de tentar dominar você pela fome.
Aos estudantes de Filosofia. Entrevista a Isaura Pessoa de Moura. Publicada em 𝘔𝘪𝘯𝘦𝘳𝘷𝘢: 𝘐𝘯𝘧𝘰𝘳𝘮𝘦 𝘐𝘯𝘧𝘰𝘳𝘮𝘦 𝘍𝘪𝘭𝘰𝘴ó𝘧𝘪𝘤𝘰. Órgão do Centro Acadêmico da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco,.5, mai.1997
“A Impostura intelectual, sombra e caricatura da atividade da inteligência, existe um pouco por toda parte. A diferença é que no Brasil a caricatura tende a usurpar o lugar do modelo, a sombra adquirindo vida própria e passando a mover o corpo que a projeta. O número de farsantes e de doutores ineptos em todos os campos da atividade cultural é anormalmente grande neste país — a ponto de constituir um traço permanente da cultura nacional, tanto quanto a corrupção na esfera política ou a impunidade na judiciária.”
Ainda estou esperando para ler alguma crítica sobre este livro que faça alusão concreta a qualquer afirmação / alusão nele contida, e não se limite a tentar desqualificar o autor. Por certo, a personagem Olavo de Carvalho dos posts curtos das redes sociais é uma autocaricatura do Olavo Carvalho da vida real, realçando suas qualidades mordazes e escrachantes.
Bastante oportuno, por parte do autor, ter posto logo no início do livro um modelo de crítica de preenchimento rápido por itens. Um toque de trágico humor que pressagia o futuro.
Almost three decades have passed and the intelectual sharpness of the Author proves to be updated. Acid perspectives on the influencie of “fake thinkers” and social scientists leads to well structured analysis over political and economic dramas of our time. It is a sensorial reading that makes you laugh sometimes for pure amusement coming from his precise observation over the establishment and its characters. An Atemporal pience of fine art.
A habilidade do Professor Olavo de comunicar ideias complexas de forma acessível e sua disposição em abordar temas polêmicos são características marcantes de seu trabalho, que, embora enfrentem oposição ideológica por parte de muitas pessoas, não as permite negar sua evidente capacidade como escritor.
O autor divulgou em meados dos anos 90 que é através da manipulação da informação que ativistas e burocratas têm tomado o poder mundial, um poder que vai muito além do domínio dos meio de produção. Eu diria que o livro está mais atual que nunca (ou que agora as coisas estão mais perceptíveis).
Ótima leitura! Reune textos de meados de 90, com críticas e análises do pensamento e declarações da intelectualidade da época. Explica muito da formação do pensamento vigente hoje em nossa ‘intelligentsia’ e no meio da comunicação. E nome do livro está mais atual do que nunca!
Neste livro, o autor nos mostra como a intelectualidade brasileira vive repetindo ideias imbecis (esta é a palavra), enquanto que, devido à posição que ocupam, são aplaudidas pela classe artística e, como consequência, pelo povo, que engole essas ideias como um porco que se sacia com a lavagem. Através de exemplos distintos, de diversas áreas, Olavo de Carvalho expõe as ideias de alguns desses intelectuais e as rebate com argumentos lógicos. O livro foi escrito durante a década de 90, antes do advento das mídias sociais e dos "digital influencers", porém se encaixa perfeitamente no contexto atual, pois, hoje, mais do que nunca, a massa popular se vê influenciada por uma corja de indivíduos que em nada contribuem para os assuntos importantes da realidade.
A obra se divide em uma série de artigos e ensaios que é uma obra que provoca reflexões importantes sobre a cultura e a política brasileira. Mesmo sendo publicado pela primeira vez em 1996, continua sendo extremamente atual.
O professor Olavo critica a falta de cultura e de conhecimento nas esferas políticas e intelectuais do Brasil. E argumenta que a falta de profundidade e de rigor intelectual nessas áreas tem levado ao surgimento de um imbecil coletivo na sociedade brasileira, composto por indivíduos que se contentam com ideias rasas e superficiais.
O livro tem bom conteúdo, mas fica abaixo de "O mínimo que voce precisa saber..." do mesmo autor, especialmente pelas páginas gastas em embates que, na minha opinião, se tornam um pouco repetitivos (como as ofensas feitas à honra do autor, mencionadas múltiplas vezes quando talvez uma já fosse o suficiente). Mas ainda assim é um livro que vale a pena ser lido.
Obrigatório para qualquer brasileiro, que se diz brasileiro. Um excelente e precisamente tardio escrutínio de ocasião, escrito com maestria e ardor pelo Professor O. de C.
Diferentemente do livro anterior, este é uma coleção de artigos. Alguns artigos são bons, outros nem tanto. Não vou me dar ao trabalho de terminar, é um livro mais ou menos.
Trata-se de exemplos e situações (cômicas, trágicas e tragicômicas) do "imbecil coletivo", caso particular do "homem-massa" de Ortega y Gasset (citado por Olavo várias vezes na obra), do "homem oco" de T. S. Eliot, do "homem revoltado" do Albert Camus, do "fanático" (true believer) do Eric Hoffer e do "cretino fundamental" do Nelson Rodrigues - e até mesmo do meme atual do NPC. O que faz o "imbecil" do Olavo único é que as pessoas em análise não se contentam em dizer asneiras sobre assuntos sobre os quais desconhecem, mas até mesmo sobre assuntos os quais deveriam conhecer. Terceira parte (e a menos importante) da trilogia que começou com "A Nova Era e a Revolução Cultural" e culminou - aí sim - em "Jardim das Aflições". Uma pena que os imbecis encham até hoje tanto o saco de adamantium do Olavo que ele não tenha podido concluir todos os livros "em elaboração" que poderiam ter sido e não o foram.