Augusto, jovem estudante de Medicina, sempre fora fiel a um juramento de amor feito na infância. Mas um feriado em Paquetá coloca em sério risco o compromisso. Ele conhece Moreninha, irmã de seu amigo, e uma nova paixão desperta em seu peito. Considerado o primeiro romance brasileiro, A Moreninha descreve os costumes da sociedade carioca do século XIX.
Augusto um namorador incorrigível que troca de namorada como troca de roupa , é convidado por seu amigo Felipe a passar um fim de semana em uma ilha onde mora sua avó, onde será comemorado o aniversário desta. Felipe comenta então sobre suas lindas primas e sua irmã que também estariam na ilha. Augusto todo cheio de si disse que com certeza não iria se interessar por nenhuma garota da ilha. Felipe então desafia a Augusto com uma aposta; se ele se interessasse por alguma garota seria obrigado a escrever um romance contando o ocorrido. Olhando assim parece que o livro é um tanto banal, mas meus amigos , esse livro foi uma grata surpresa. O livro é muito bom!! Os personagens são ótimos , o enredo espetacular . A prosa é pura poesia . E também tem dona Carolina, esse anjo, esse diabinho, quem poderá resistir aos seus encantos? Abaixo segue um trecho :
“O amor é um menino doidinho e malcriado que. quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia. escabuja. morde, belisca, e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgote; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho. para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole. agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.”
Divertido, dinâmico e leve, A Moreninha me pareceu uma obra capacitada para entreter tanto aos apreciadores de clássicos, como os que, assim como eu, não o são. Sem dúvidas, o que mantém a qualidade do livro não é tanto a trama em si -que em alguns momentos faz-se chatinha e redundante - e sim a dupla de protagonistas, isto é, D. Carolina e Augusto. Os dois conseguem manter desperto ao leitor com suas conversas carregadas de ironia e esperteza. Na minha opinião, A Moreninha não é um dos melhores clássicos brasileiros do Romantismo, mas um dos mais importantes por inúmeras questões que não mencionarei nesta breve "review", pelo que faz-se vital, tanto para os amantes da cultura pátria como para os férreos literatos das novas gerações, dar uma atenta lida na obra mais importante de Joaquim Manuel de Macedo.
primeiro do ano! peguei ele da minha lista de leitura do goodreads (o mais antigo nela, de 2018). eu tenho quase certeza que foi a professora de português que me recomendou kkkkkkkk gostei bastante, bem divertido e atual, surpreendentemente
Claro que não é a primeira vez que leio 'A Moreninha'. Mas como eu gosto de reler livros e tinha boas lembranças deste, me lancei à tarefa. Uma parte do encanto permanece, especialmente se levarmos em conta a época em que a história foi concebida. Mas não dá pra deixar de enxergar novos aspectos à luz dos nossos dias, e nem todos são positivos. Não sou dessas que querem revisitar ou censurar obras de arte e literatura por conterem elementos que possam chocar ou sejam "condenáveis", como, por exemplo, se quis (ou se quer) fazer com Monteiro Lobato. Ler e ver coisas diferentes permitem a reflexão e dialética. Fundamentalistas preferem o caminho da intolerância e da censura. No caso desse texto, a primeira observação se refere ao fato de à época (o livro foi escrito em 1844) a escravidão ser uma realidade jurídica e social. Os encantadores personagens da história têm escravos. Outra prática (essa ainda existente e aberta) é a idade precoce de casamento para as mulheres: uma moça de 15 anos só fala em se casar, e a personagem principal tem 14 anos. Mas chocante mesmo para mim é a menção de casamento entre moças muito jovens (16 anos) e homens muito velhos (60 anos). Curioso é que um homem de 50 anos é considerado na própria história como 'ancião'. Macedo é considerado um dos fundadores do romance no Brasil e o texto tem qualidade. A despeito dos preconceitos diversos, as descrições de personagens e sociedade são ilustrativas e interessantes, e realmente nos transportam no tempo. Há um quê de nostalgia na leituras (ou releitura) de romances de época, e prazer também, porque, obviamente, em se tratando de histórias românticas (no sentido de tratarem de histórias de apaixonamento), e por mais realistas que possam ser, deixarão de lado os aspectos negativos que "arruinariam" a ilusão da história de amor perfeita. Há passagens muito engraçadas, construídas com arte, como é a análise médica forjada dos estudantes de medicina de uma personagem que tinha bebido demais. E há passagens sensuais, que me surpreenderam um pouco, como as descrições dos corpos das mulheres e até um certo fetiche por pés (contei várias passagens em que se mencionam os "pezinhos"). Adorei. Valeu a pena reler.
meu professor de literatura me convenceu a ler esse livro porque contou o plot maravilhosamente bem. gastei 17,90, numa pavorosa edição de bolso da martin claret. li com desgosto. tentei empurrar pra outra pessoa. não deu certo. vendi no sebo. é tudo muito horrível
Um "clássico" hipervalorizado da literatura romântica brasileira. Versão literária - um dos únicos recursos da época, além do teatro - das modernas novelas de tevê.
Li A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, por ser matéria de Literatura do Ensino Médio, como também para incrementar meu repertório literário brasileiro. Dentre várias edições existentes, uma recomendada pela Amazon (com a indicação “professores recomendam”) é a da DCL (Difusão Cultural do Livro). Após tê-la lido, e estando no ofício de professor de Literatura, também a recomendo. A capa não me pareceu tão atrativa, como também não é desprezível. As vantagens dessa edição são: versão digital para o Kindle; uma apresentação informando dados históricos, público leitor, publicação em folhetim, uso de metalinguagem etc; e principalmente notas tanto de expressões incomuns entre leitores menos eruditos quanto de interpretação do texto literário. Assim, a razão mais forte para a recomendação de professores deve ser o auxílio que essa edição oferece ao entrave mais comum de estudantes adolescentes ao lerem obras literárias brasileiras antigas: o vocabulário. Numa edição digital com notas, esse obstáculo é mais facilmente superado.
O conflito inicial de A Moreninha se estabelece no primeiro capítulo. Quatro amigos e estudantes de medicina (Filipe, Augusto, Fabrício, Leopoldo) se reúnem para irem à casa da avó de Filipe numa ilha para uma patuscada[1]. Felipe menciona suas primas e Augusto se afirma como volúvel, inconstante, incapaz de amar três dias um mesmo objeto. Assim Filipe e Augusto fazem uma aposta sobre o apaixonamento de Augusto: se Augusto se apaixonar por tempo maior, sua pena será escrever um romance, caso contrário, Filipe o escreverá. O acordo é assinado entre os dois acordantes, Filipe e Augusto, e duas testemunhas, Fabrício e Leopoldo. No capítulo dois, Augusto recebe uma carta de Fabrício a ele. Augusto seria ultrarromântico e Fabrício, ultraclássico. Aparece outro personagem, o crioulo Tobias (descrito de modo que esquerdopatas logo condenariam o romance), que faz o papel de ajudante para Fabrício conquistar D. Joana.
Curiosamente, não é escrito o nome da ilha onde se encontra a casa da avó. A expressão constante é “na ilha de...”. Nessa casa, D. Violante, definida como “horrivelmente horrenda”, mantém uma conversa com Augusto. Essa cena, como outras, é cômica, visto que, a contragosto de Augusto, D. Violante não o deixa escapar da conversa, pedindo-lhe (a um estudante de Medicina) uma opinião médica. Finalmente, querendo vingar-se dela, disse que tinha hemorroidas, e se livrou dela.
No capítulo sete, Augusto conta à senhora D. Ana, a avó de Filipe, sobre sua história numa bela praia do Rio de Janeiro, quando tinha trezes anos, e conheceu uma menina que ainda não tinha oito anos. Em seguida vão a uma choupana onde cada um recebe um objeto do pai da família que estava doente. Augusto conta os motivos (cômicos) por que não namorou outras meninas. D. Ana, no capítulo nove, conta a Augusto uma história das lágrimas de amor, antes da descoberta da Terra de Santa Cruz pelos portugueses: o casal indígena Ahy e Aoitin. Aoitin era um índio guerreiro, descansava na gruta. Ahy o admirava, mas ele não a reconhecia. Ela chora e canta uma balada. Suas lágrimas caem sobre Aotin, que se apaixona por ela. Ainda que os personagens indígenas não sejam os protagonistas da narrativa-moldura, mas sim de uma narrativa interna, observa-se o tratamento embelezador da relação entre os dois personagens indígenas.
Outra cena cômica é quando Augusto precisa se esconder embaixo da cama para que as meninas não o percebam. Além de escutar suas confidências, Augusto vê a perna de D. Clementina mostrando-se até o joelho. Levando em conta a diferença de vestimentas entre o século 19 e o 21, estima-se que sua sensibilidade à visão das pernas de D. Clementina seja maior que a de um adolescente hoje. Augusto gradativamente se sente encantado por Carolina. Declara-se para meninas – os nomes Quinquina e Clementina soam engraçados – que se vingam contra Augusto através de um bilhete anônimo.
Na gruta, Carolina faria revelações a Augusto sobre “sua mulher” (na praia quando criança), sobre as meninas que o rejeitaram. Carolina e Augusto se tornam a “bela mestra” e o “aprendiz”. Em outra cena cômica, Carolina se sente extremamente enciumada quando vê o lenço que Augusto trouxe, mas o problema se resolveu ao esclarecer que pagou a uma idosa bordar o lenço.
Augusto declarou seu amor a Carolina. O pai de Augusto o trancou no quarto e D. Carolina padecia. No rochedo da ilha, Carolina reconheceu Augusto. O pai de Augusto e a D. Ana também estavam na ilha. Augusto quer se casar com Carolina. Pela esmeralda e camafeu que tinham, compreenderam o juramento de infância. Joaquim de Macedo utiliza o termo “breve”[2], que pode significar “escapulário”. Assim, parece mais aceitável que signifique no romance um objeto como um colar. Finalmente, o perdedor da aposta, Augusto, tem seu romance escrito, “A Moreninha”.
A Moreninha (1844) é um marco da 1ª fase do Romantismo. O foco narrativo é sobre relações interpessoais, sentimentos, em vez de realidade sociopolítica. O sentimento amor é exaltado: é força-motriz nos protagonistas, é idealizado “platonicamente”, é puro pela origem nos tempos ingênuos. A partir do reconhecimento mútuo do par, no capítulo “A Esmeralda e o Camafeu”, existe a concretização de um destino feliz do casal apesar dos obstáculos no meio-tempo. A história não contém depravações, um ponto positivo. Seria bobinha por outro lado. O humor sem dúvida eleva a qualidade do romance, tornando-o mais atrativo a um público maior que o feminino burguês de sua época. Sem dúvida, há expressões no romance que adolescentes hoje interpretariam segundo uma ótica sexualizada (ou com “mente poluída”) e humorística. À parte o tratamento sentimentalista e idealizador do narrador, a trama em si é verossímil.
Penso que haja os leitores que avaliam mal o romance pela ausência de engajamento com causas sociais, como se pode esperar num contraste entre realistas e românticos. De fato, não observamos um engajamento do autor para que o romance seja um meio de uma revolução socialista – uma expectativa comum hoje.
Historicamente, O Filho do Pescador (1843), de Teixeira e Sousa, foi publicado antes de A Moreninha (1844), porém este romance teve maior êxito, por isso é considerado o primeiro romance romântico brasileiro. De acordo com Heron de Alencar, “Sua obra [de Teixeira e Sousa] não alcançou, em nenhuma oportunidade, o mesmo nível daqueles que ao seu lado se alinham, mas tem o não pequeno mérito de ser a primeira obra de romancista no Brasil.”[3]
Citando Antônio Cândido, explica a perda de prestígio do romance macediano na crítica literária.
“o romancista fluminense pertence àquela categoria de escritor cuja obra literária se preocupa menos com a mensagem do que com a capacidade receptiva do leitor, e por isso os seus romances, satisfazendo às necessidades e ao gosto do público, não poderiam deixar de ter, como tiveram, uma rápida e extensa aceitação. Dessa consideração se deve inferir que, modificados o gosto e as necessidades da massa de leitores, o romance macediano passaria a perder prestígio, até o ponto de não ser mais aceito, precário que ele se mostra de qualidades capazes de despertar interesse permanente.
E isso foi, na realidade, o que sucedeu. Tendo alcançado rápida ascensão desde o aparecimento de A moreninha, a curva do prestígio literário de Macedo manteve-se nessa média durante muito tempo, e foi depois caindo de modo sensível e acentuado. A morte veio encontrar quase no olvido, e com certeza na indiferença do público, o homem que fora a figura central das reuniões elegantes ou literárias do seu tempo, o mais popular e festejado dos escritores de então. A crítica, mesmo antes do seu falecimento, já lhe vinha sendo menos favorável do que nos primeiros tempos.”[4]
Este excerto mostra a variação que ocorre na crítica de uma obra literária por parte do público (leitores e críticos). Em 1975-1976, a telenovela brasileira A Moreninha[5] fez sucesso. Hoje, em 2025, encontramos reviews díspares, com avaliações simultâneas de 1 a 5 estrelinhas. Isso parece indicar que no nosso século (com uma taxa de alfabetização maior que no século 19, portanto com um público leitor maior) ainda há no público leitor um segmento semelhante em gosto ao do público inicial de A Moreninha, ainda que com variedade de classes sociais, ao mesmo tempo que há os leitores que o avaliam mal à semelhança da crítica literária ao romance de Macedo conforme citado. O fenômeno interessante é que coexistem desde as opiniões negativas até as positivas.
There are lots of ridiculous things that happen in A moreninha, or The Little Dark Girl, which is considered by many to be Brazil's first major novel. Eight- and thirteen-year-old children fall into eternal love, a dying poor man makes uncanny prophesies, an Indian girl wears away a rock with her tears, and a trip to Grandma's house turns into a battle of sexes. The dark-haired heroine, Carolina, who is also Brazil, is idealized, of course, but so is the male protagonist, medical student Augusto. The book is pretty cheesy, even for a nineteenth century love farce, but it's also very likeable. Recommended -- if you can read Portuguese.
Ótimo representante do Romantismo É uma excelente leitura pra um jovem que busca entender o Romantismo, as características do movimento podem ser bem observadas ao longo da trama, que é curtíssima. Como leitura pra entretenimento, a mim não tem tanto apelo. A parte do romance começa da metade pro final do livro, até então a história narrava situações irônicas e cômicas as quais achei até bem divertidas. O mistério do passado de Augusto foi irritantemente óbvio. A parte amorosa é rápida, quase que como pra fazer jus ao imediatismo de um apaixonado. A escrita é riquíssima de referências e a leitura flui bem demais - sobretudo pra um livro escrito no século XIX.
Amostra clara do por quê de eu detestar o romantismo brasileiro. Tudo idealizado, com personagens simplório e história chata, previsível, sem sequer uma menção a caráter (além de, claro, não trair a esposinha de quando o protagonista tinha 8 anos)ou desenvolvimento dos personagens. A escrita, mesmo para a época, não foi grande coisa. falas pouco realistas e descrição de detalhes desnecessários enquanto partes irrefutavelmente importantes para a trama são esquecidos e jamais são descritos. Péssimo livro, pena que fui forçada a ler esse vômito de açúcar e palavras por uma nota.
Eu precisei colocar como "obrigação" ler literatura brasileira, percebi que não estava lendo quase nada do Brasil. Enfim, foi uma leitura divertida e leve de um modo geral, talvez maçante em alguns aspectos. Mas, de qualquer maneira, foi incrível perceber que jovens e pessoas mais velhas não estão tão diferentes se comparados há 300 anos, algumas coisas nunca mudam. Valeu muito a pena ler, indico a leitura!
" As moças têm ultimamente tomado por mote... estes três infinitivos de verbos: iscar, pescar e casar.
Para contrabalançar tão... vistosas disposições, nós, os rapazes não podíamos deixar de escrever em nossos escudos... fingir, rir e fugir."
" O amor é um anzol que, quando engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito destravado, por mais força que se faça mais o maldito rasga, esburaca e se aprofunda."
A Moreninha é o primeiro romance urbano brasileiro. Escrito em 1844, pelo recém- formado médico Joaquim Manuel de Macedo.
Com uma linguagem simples e coloquial ( para a época), estilo folhetim, o autor nos presenteia Carolina, a moreninha, uma protagonista de 14 anos travessa e espirituosa.
Como protagonista há Augusto, o estudante de medicina inconstante, volúvel e mulherengo.
Uma história deliciosa, com tom sarcástico, irreverente e pândego.
Quando alguns estudantes de medicina decidem visitar a avó de um deles em uma ilha, que provavelmente é Paquetá, encontram formosas donzelas prontas para fisgar um mancebo, menos Carolina, rebelde e dona de si.
Eu amei essa obra, escrita há tanto tempo e que ainda tem tantos fãs.
Eu sou Cecilia Lorca professora aposentada e escritora apaixonada!
Livro extremamente datado, foi muitíssimo difícil para que terminasse esse livro. O protagonista (Augusto) teria que viver mais mil amores e vidas para possuir algum carisma. Tenho consciência do contexto social e histórico do livro, mas a diferença de idade entre "A moreninha" e Augusto me incomoda profundamente!
No começo, o livro se mostra interessante, de um modo enganoso, eu diria, porém, continua do mesmo jeito que começou, e não de um jeito bom. O livro não surpreende, nem instiga (além da curiosidade familiar que ocorre quando se pega um novo título para ler), e acho que isso se deve ao fato de que a escrita do autor é simplista.
Nem vou comentar sobre o desenvolvimento (ou a falta dele) dos personagens. Amo a literatura do meu país, sei que esse livro é importante para a história brasileira de modos indescritíveis, porém outros autores brasileiros escreveram livros magníficos (também do romantismo!) com uma maestria nas palavras que me deixavam nas nuvens. Infelizmente esse não foi um desses.
O seu Joaquim Manuel de Macedo tem a incrível habilidade de tornar toda a metalinguagem, e todo uso firulento de palavras, estéreis de qualquer significado. É um romance que a princípio engana-se ao demonstrar ter algum objetivo, mas que acaba por ser uma proposta totalmente narrativa, aonde não se acha nenhum comentário estético, social, romântico, ou qualquer outro. É um livro que se contenta com seu formalismo e seu romance água com açúcar (dos mais previsíveis possíveis), e que em alguns momentos parece querer dizer algo, mas que acaba por agonizar em morte. É de se pensar que o autor, ao ler diversos romances, e se contentando com o puro entretenimento da narrativa, sem retirar nada significativo de suas leituras, decidiu fazer o mesmo, e esse é o resultado, um livro que vive agonizando enquanto se lê e que morre quando se tiram os olhos dele. O romantismo romântico.
Simplesmente o melhor romance que já li em minha vida! Extremamente engraçado, e eu digo EXTREMAMENTE, e muito divertido! O plot é maravilhoso, super comovente e a leitura é primorosa! Um verdadeiro deleite que merece cada uma das 5 estrelas desse site!
Eu estou comprando novamente esse livro que, desgraçadamente, presenteei a um casal que se separou, mas que estavam noivos na época e tinham características semelhantes ao do livro. Eu comprei uma edição posterior que conserva o português da época, mas é muito menos gostosa a leitura, e fiz questão de comprar a exata versão (rara) que eu tinha em mãos, da "Editora Moderna", de capa roxa, que encontrei na estante virtual! Saiu bem mais caro do que quando eu a tinha comprado num sebo, mas assim como uma ótima versão de Tom Sawyer que eu tinha (também rara), eu me desfiz e precisei pagar mais para reaver. Dito isto, um romance perfeito!
Temos aqui um belo paralelo entre o amor idílico (o amor sonhado)/amor vulgar (o amor de "minuto") de "A Moreninha", e como não devemos de viver julgando em extremos as coisas que nos cerca em "A Luneta Mágica"(Lido em uma edição conjunta com as duas histórias). Além e quase mais importante é ver como o autor em suas entrelinhas (em alguns momentos quase linhas gerais) demonstra como a sociedade e em alguns pontos o governo não mudou muita coisa nesses anos todos.
Em considerável parte do livro, os costumes, modos de vida e pensamento retratados me despertaram muita angústia pelos direcionamentos racistas da alta classe brasileira do século dezenove, de tal forma que considerei muito difícil dissociar esses comportamentos racistas antiquados dos que hoje vemos no país dada a nossa péssima situação política, comprometendo a avaliação do livro como obra e instrumento de crítica.
para mim um clássico nato. amo e valorizo muito nossa literatura. Moreninha foi um dos livros que tive contato em aulas de português no ensino médio e amo de paixão. além de ser um dos clássicos que acabam caindo em vestibulares, ainda serve de alusão historica em redações para um grande vestibular como é o enem. todo contato com nossa literatura é uma dádiva. temos livros incríveis que podem continuar sendo passados de gerações para gerações.
Apesar de ter achado a trama muito interessante, o livro “enrola” muito a história. Isso é provavelmente causado pela linguagem mais formal do século 19, porém torna a leitura um pouco monótona. Representa muito bem o povo burguês Fluminense e a essência da classe social alta do Brasil pós- independência. História muito boa.
Para quem quer conhecer mais sobre o Romantismo, esse livro é um retrato perfeito. Li ele para fazer uma resenha da faculdade, mas consegui me divertir durante a leitura também. Não é um livro difícil de se ler, a história é simples e curta, e alguns momentos são tão absurdos que chegam a ser engraçados. Não é uma obra que vai mudar sua vida, mas é um bom passa tempo.
É tão ruim ler um livro decepcionante quando você estava com a expectativa alta. Eu acho que eu estava com expectativas altas pra este livro. Não gostei dos personagens, a história é bastante confusa, mas o roteiro é bom e tinha bastante potencial.
Se encaixa em todos os arquétipos do romantismo brasileiro, mas também tem elementos de farsa, comédia sexual e algo como um proto-proto-proto-pós-modernismo.
Consigo imaginar um Truffaut fazendo uma adaptação cinematográfica.