Os versos decassílabos e alexandrinos perpassam todo o livro do poeta Érico Nogueira, que se inspira e aprende com as Elegias Romanas, de Goethe, e o Pão e Vinho, de Hoelderlin. Versos ágeis que nos trazem o prazer da língua, com sua vontade de cantar e gritar, que se embriaga com as palavras e a vida “que não cabem na boca”.
Nasceu em Bragança Paulista em 1979. Poeta e estudioso da Antigüidade greco-latina, ganhou o “Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura” de 2008 com O Livro de Scardanelli, sua primeira coletânea de poemas. Atualmente vive em São Paulo, onde trabalha como tradutor e professor de línguas e literaturas clássicas.
" Érico Nogueira é um poeta recessivo... E explica-se: seu uso de rimas e de formas fixas, e assim como suas leituras, remetem os leitores imediatamente ao passado da arte poética, de modo proposital e calculado, porque Nogueira não é nada ingênuo... Não é possível lê-la como lemos a poesia antiga que Nogueira venera: ela não é antiga. Como muitos modernos pesaram perdas e ganhos da época em que se vive, também ela se reporta à ruína do tempo ( que põe em tudo a marca de seus dentes, ou de sua dentadura postiça), mas Nogueira o faz, em especifico, de modo irredutível quanto ao manejo do verso histórico." Trechos do prefácio do Livro "Dois" por Dirceu Villa. Suas comparações e o pequenino ensaio que ele faz de alguns poemas de Érico; são muito interessante. Vale muito a pena a leitura do prefácio e do livro. Realmente Érico Nogueira " É um poeta forte".