A bela Elisabeth Arsac atrai milhares de olhares, porém, esta jovem mulher rejeita todos os pretendentes, porque quer preservar sua independência e evitar as inconveniências do casamento. No entanto, em um baile de máscaras, ela cai nos encantos de um americano sedutor, com quem trava uma galante conversa.
Então, ela se joga de cabeça em um caso clandestino, que é interrompido quando ele pede sua mão. Elisabeth não tem a menor intenção de aceitar um marido, mas o destino pode ter decidido de outra forma...
Sabe aquele livro que você quer muito ler e a capa te chama e te chama, mas por motivos bem idiotas acaba adiando a leitura? Pois bem, isso foi o que aconteceu comigo e "Escândalos de Elisabeth". E preciso ressaltar que me arrependo muito de não ter lido logo.
Esse é o primeiro volume da trilogia da Família d'Arsac que tem como enredo a história da filha mais velha: Elisabeth, que apesar de atrair muitos olhares rejeita veementemente todos os pretendentes. Elisabeth tem pensamentos convictos sobre a instituição do casamento e como ele pode atrapalhar seus planos. No entanto, um baile de máscaras fica evidente pelos olhares de um belo americano que a jovem precisará driblar ainda mais seus pensamentos com respeito ao amor.
Quote: "Seus ideias são elevados e não tem que se envergonhar deles. No entanto, primeiro deve aprender sobre o amor antes de falar dele em termos tão ruins."
Ao passar um tempo em Paris, Henry não imaginou que a interação com uma bela jovem o deixaria tão encantado. Com sua saída de Londres tinha outros planos, como por exemplo, fazer novos amigos e ser o mediador de um tratado entre a América e França; porém, os laços com o país se tornaram um pouco mais profundos do que os políticos. No entanto, na cena parisiense do século 18, o que mais importa são as suas posses, e Henry é um americano que não as possui.
No entanto, na noite do baile, Elisabeth não se importa muito com posses ou nomes, a única coisa que passa na cabeça da moça são os olhos cinzentos do seu caso clandestino. E essa noite muda tudo. Henry se torna mais do que um caso, além de ser o amigo de Louis, irmão de Elisabeth, com quem cria mais laços e mais conexão.
Quote: "Quando tentou castamente desviar o olhar, simplesmente não conseguiu. Cativada, tinha a sensação de estar exposta frente aquele estranho que tanto a incomodava, embora ela não quisesse fugir. Não naquela noite."
Sinceramente, eu ADOREI esse livro. Elisabeth é um jovem destemida, que conhece muito bem seus valores e não se distancia deles. É fervorosa, amorosa e convicta. Fica muito difícil falar sobre uma protagonista tão adorável. Não gosto de citar que as personagens em romances de época são "à frente do seu tempo", pois isso é muito superficial. Mas posso dizer, com toda a certeza, que todos os toques maravilhosos que a autora colocou no livro para dar peso à personalidade da Elisabeth são cativante.
Quote: "Por mais estranho que pudesse parecer, dada a sua resistência inicial, felicitava-se quase diariamente por ter contraído aquela união. Pior, parecia estar feliz, o que não esperava."
Além disso, temos Henry que é um homem compreensivo e gentil. Que mesmo sem posses tem profundo afeto pela nossa mocinha e a trata com muito carinho e respeito. E apesar do romance entre eles encontrar algumas pedras de tropeço ao longo do caminho, é muito bom de acompanhar essas reviravoltas . Elisabeth é convicta, mas sabe o momento de ceder. Henry tem seu orgulho mas sabe achar paz em meio à guerra.
Quote: "Ele fez uma careta para o insulto, mas absteve-se de comentários. Era melhor não iniciar uma discussão com a Srta d'Arsac, porque ele sentia que não sairia vencedor."
Outro ponto incrível nesse enredo é o fundo histórico. A história se passa em 1778 no momento em que o Tratado da Aliança entre Paris e os Estados Unidos é assinado, e também o Tratado de Amizade e Comércio pelos mesmo países. Além da possível guerra contra o Reino Unido, que realmente aconteceu em julho do mesmo ano. E a autora por ser de origem francesa deixa claro como os do seu país enxergavam os americanos. Sendo ficção ou não, achei isso muito interessante, pois até o momento apenas tinha lido romances de época que se passavam em Londres e Nova York, mas nunca em outro lugar e com outro plano de fundo. Foi muito revigorante e interessante.
Então, além de novamente afirmar que essa é uma excelente leitura para os apaixonados por romances, também afirmo que é uma obra de estreia maravilhosa da parisiense Eléonore Fernaye. Adorei essa autora e como ela consegue dar muita humanidade às suas histórias. E espero de todo meu coração que a Editora Bezz traduza os outros dois volumes da trilogia que são dos outros dois irmãos de Elisabeth: Louis e Constance.
Gostinho de quero mais define esse livro. Primeiramente, gostaria de agradecer a Editora Bezz por trazer esse belo livro para o Brasil, e espero do fundo do meu coração que ela traga os outros da série. Apesar de achar que o livro poderia ter sido um pouco mais explorado em algumas partes, eu amei a Elisabeth e o Henry, apesar que ambos foram imaturos em alguns momentos. Que romance quente, do jeito que eu gosto. Meu primeiro romance histórico escrito por uma francesa, e só posso dizer, que grata surpresa. Fico pensando que alguns personagens poderia ter o seu livro também, pois para mim ficou algumas lacunas. Enfim, amei <3
Elisabeth foi educada no convento e assim que retornou a casa, o esperado seria casar. Contudo ela rejeita todos os pretendentes e a ideia de se casar é inconcebível.
Elisabeth preza pela sua liberdade. É uma jovem de ideias fixas e que no seu ver todas as mulheres deveriam saber ler e escrever, o que para a época era um escândalo.
Henry Wolton é americano e plebeu. Um homem que guarda um segredo que o faz gritar durante os seus pesadelos.
Um casal totalmente oposto um do outro, mas que se incendeia ao mesmo tempo.
Ainda não sei ao certo o que sinto em relação a este livro.
Gostei, é certo, mas... O casal está sempre em choque excepto na cama.
Infelizmente não consegui perceber o que está em falta - para mim. Mais para a frente penso que voltarei a pegar neste menino para tornar a lê-lo. Quem sabe se nessa altura entenderei o que faltou 🙂
Numa sociedade ainda em que a mulher não tinha direitos, era educada em convento e, ao sair, era com o objetivo de casar, Elisabeth ousava desafiar a família e rejeitar os pretendentes que lhe eram oferecidos, para consternação de sua mãe.
Sua melhor amiga, que conheceu na época do convento, Félicité du Plessis, havia saído do convento e casara-se com um homem 30 anos mais velho do que ela, mas agora, há dois anos, encontrava-se viúva.
Apesar de querer conhecer o prazer carnal, principalmente pelo que sua amiga lhe contava, Elisabeth não queria ser imposta a um casamento sem direitos, sem voz e sem amor. Indo com a amiga a um baile de máscaras, conhecido por ser um tanto escandaloso mesmo para os moldes da sociedade francesa, Elisabeth só queria se divertir, e, quem sabe, flertar.
Enquanto dançava, ela se vê cativa pelo olhar de um desconhecido. Quando este se aproxima, ela percebe que ele era estrangeiro, americano, mas decidiram que se aproveitariam das máscaras para manterem o anonimato. Conversaram um pouco e logo a conversa partiu para os beijos que ambos estavam ávidos por trocar. O que poderia ir mais além, termina antes de começar e, mortifcada, Elisabeth vai embora sentindo-se entre frustrada e ofendida.
A certeza é de que nunca mais se veriam e essa vergonha, de quase ter se entregado a um completo desconhecido, Elisabeth guardaria para si só.
Mas pouco tempo depois, num jantar oferecido em sua casa, seu irmão, Louis, traz como convidado seu amigo e professor de inglês, Henry Wolton. Ele a reconhece pelo cordão que usava; ela o reconhece por suas palavras.
Uma relação de amor e ódio se faz ali. A atração era tangível, e isso irrita um antigo pretendente de Elisabeth, Sr. de La Ferté, que apesar de já ter recebido várias rejeições da jovem, continuava a achar que ela lhe pertencia. No entanto, a animosidade de Elisabeth pelo estrangeiro se dissipa quando, durante o jantar, ela expõe suas ideias de igualdade dos sexos; que as mulheres deveriam ter as mesmas chances que os homens nos estudos. Diferente dos outros convidados, que a ouvem por educação ou fazem pilhéria de suas ideias, Henry quer ouvir mais sobre o assunto e até mesmo concorda com ela.
Num próximo encontro, por coincidência, num dia frio, Henry acaba por dar carona à Elisabeth em sua carruagem. Por tê-la encontrado numa região não muito própria a uma dama da estirpe dela, ele desconfia que ela tenha ido encontrar um amante, e a jovem não o dissuade de sua opinião, e ainda proveita a oportunidade para fazer-lhe uma proposta: a de que eles poderiam se encontrar para uma tarde amorosa.
Se ela tinha um amante, por que não?
Mas após esse encontro, que mexeu com ambos mais do que gostariam de admitir, Henry descobre que ela era virgem, e como o cavalheiro que era, mesmo que estivesse em Paris a trabalho e por um curto período de tempo, ele teria de fazer a coisa certa e pedi-la em casamento. Mas quem disse que Elisabeth queria isso? Como convencê-la?
Um plano é colocado em ação. Um noivado de fachada ajudaria Elisabeth a se livrar de outros candidatos e daria tempo a Henry de terminar a sua missão política no país, e eles tinham certeza que o pai dela recusaria a proposta já que Henry não tinha título nobiliárquico. Mas o plano deles lhes foge do controle, e eles teriam de lidar com um pretendente ciumento, uma conspiração familiar, uma tentativa de assassinato e emoções que eles não queriam encarar.
Quando o país que tanto preza a liberdade (Liberté, Égalité, Fraternité) se encontra com o novo país livre, quais as chances de eles tornarem-se cativos pela maior das razões?
O romance de época que teria tudo para ter um enredo interessante com uma narrativa água com açúcar, mas a autora preferiu apimentar a relação do casal trazendo algumas cenas um tanto mais quentes. Mas esse não chega a ser o ponto forte da história, ainda que seja interessante. O que mais intriga o leitor é como Henry conseguirá convencer Elisabeth de que eles deveriam ficar juntos. Claro que a grande questão da protagonista era que ele estava fazendo aquilo pela honra, sem dar chance a ele de mostrar que havia algo mais, e é a partir daí que o leitor fica intrigado.
O plano fracassado, os amigos e familiares alcoviteiros, a questão política, que era a real razão da viagem de Henry a Paris, pelo fato de seu país ter se tornado livre há pouco tempo, ainda que os franceses ainda encarassem os Estados Unidos como uma "colônia".
Ainda que o enredo seja interessante, há pontos altos e baixos ao longo da história, mas que com o passar da leitura, surpreende.
Não conhecia a autora, até porque o original é em francês. Sem cliffhanger. 4 estrelas