Bem vindos à revista Trasgo, uma revista de contos de ficção científica e fantasia. Queremos trazer os melhores contos em língua portuguesa, de autores novos e consagrados.
Por que Trasgo? Trasgo é uma criatura do folclore português, confundidos com duendes ou trolls. Mas também pode ser o nome de um planetóide distante, lar de um único ser vivo. Uma maldição que sai de sua caverna escura à noite, ou uma pequena nave mineradora com tripulantes suspeitos.
Índice de conteúdos: Editorial O Menino Jaguar e o Escudo do Sol – Claudia Dugim Chamado à Razão – Marco Rigobelli Ruínas no Horizonte – Rafael Dias Canhestro Essa é a nossa história. Você vai adorar – Caroline Policarpo Veloso Pindá – Vilson Gonçalves Noturno deserto – Rodrigo Rahmati Galeria: Fabio Alencar Entrevista: Claudia Dugim Entrevista: Marco Rigobelli Entrevista: Rafael Dias Canhestro Entrevista: Caroline Policarpo Veloso Entrevista: Vilson Gonçalves Entrevista: Rodrigo Rahmati Padrim Trasgo
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.
Mais uma Trasgo. Este volume foi praticamente todo mediano, mais uma vez. Nenhum conto excelente, mas nenhum ruim.
Em O Menino Jaguar e o Escudo do Sol, da Claudia Dugim, há uma boa pesquisa histórica, uma caracterização excelente dos costumes maias. É um worldbuilding muito interessante. Os personagens envolvidos são até promissores, mas falta alguma coisa para a trama ganhar agilidade e emoção. Vale pela parte histórica.
Já Chamado à Razão, do Marco Rigobelli, traz uma referência a Lovecraft muito interessante. Gosto de como as linhas entre a realidade e o sonho se tornam turvas. O único porém é ser uma história muito curta.
Ruínas no Horizonte, de Rafael Dias Canhestro, constrói um pano de fundo pós-apocalíptico promissor, mas depende de personagens pouco desenvolvidos e termina de forma abrupta.
Caroline Policarpo Veloso conta em "Essa é a nossa história. Você vai adorar" uma história metalinguística de personagens saltando das páginas. Excelente conceito, a execução não me empolgou.
O conto Pindá, de Vilson Gonçalves, foi meu favorito da edição, principalmente por colocar mulheres indígenas em primeiro plano. Fosse uma trama mais extensa e a solução do problema da protagonista um pouco mais difícil, seria excelente.
Por fim, Noturno deserto, do Rodrigo Rahmati, apresenta uma interessante mistura de mitologias, mas carece de mais detalhes, de mais emoção.