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Anatomia de um desastre

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Quando Dilma Rousseff foi definitivamente afastada da Presidência da República, em 31 de agosto de 2016, a economia brasileira caminhava para o fundo do poço. As finanças públicas estavam em frangalhos, a recessão batia recordes e a inflação persistia. O desemprego alcançava 12 milhões de brasileiros.
Anatomia de um desastre é um relato esclarecedor e impactante da seqüência de decisões que levaram o Brasil a esse quadro. Para entender o que houve, Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira se debruçam sobre os números da economia brasileira das últimas duas décadas, analisando as contas públicas com o olhar de quem cobre a área desde os anos 1970.
Em paralelo, trazem à tona cenas de bastidores reveladoras, que transportam o leitor para dentro do Palácio do Planalto e ajudam a compreender as dinâmicas decisórias dos governos Lula e Dilma.
O leitor nunca mais olhará a presidente afastada do mesmo modo. Tampouco o Brasil como um todo.

327 pages, Paperback

First published January 1, 2016

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Claudia Safatle

1 book4 followers

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Displaying 1 - 20 of 20 reviews
Profile Image for Daiki.
1 review
April 27, 2021
"Os empresários pediram câmbio, redução da tarifa de energia, corte dos juros. Tudo que eles pediram o governo deu, mas eles não fizeram nada, não investiram!".

Esta frase, proferida em 2013, da atual presidente do PT, Gleisi Hoffman, resume perfeitamente o desastroso plano econômico do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, muito bem narrado pelos jornalistas da GloboNews Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira em "Anatomia de um desastre".

Embora possua um certo viés liberal, com direito a um prefácio de Armínio Fraga e um tom lavajatista à la Rede Globo, a obra consegue detalhar, para leigos, os bastidores dos governos Lula e Dilma na elaboração de suas fracassadas políticas econômicas - tentarei resumir um pouco disto.

A proposta petista era boa: conseguir um rápido e robusto crescimento com o intuito de se investir nos mais pobres e transferir renda. Entretanto, os meios de se alcançar esses objetivos não foram os melhores. Grande e acelerado endividamento público, isenção fiscal para setores específicos, patrimonialismo, congelamento de preços, proteção comercial, crédito subsidiado para grandes empresas, juros artificialmente baixos e desoneração na folha de pagamento - tudo isso fez parte das medidas econômicas adotadas pelas gestões petistas para atingir suas metas. Funcionou até certo ponto, como foi observado durante o governo Lula, em que presenciamos nosso PIB crescendo substancialmente, com pleno emprego e inflação controlada. Eventualmente, como em outras experiências desenvolvimentistas na América Latina, a inflação veio, perdeu-se o controle da dívida e o governo se viu desesperado para entregar suas contas no azul. A partir daí, foi necessária a utilização de engenhosas técnicas de contabilidade criativa para falsificar resultados primários superavitários, como foi o caso da Operação Quadrangular e as famosas pedaladas fiscais - obviamente, não funcionou e o povo pagou o preço, resultando na pior das recessões na história do país.

O livro mostra bem o dia a dia em Brasília, explica conceitos básicos de economia como juros, inflação e câmbio, mostrando, também, as funções do Banco Central, da Secretaria do Tesouro Nacional, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, entre outras instituições. Além disso, são revelados alguns dos (infelizes) culpados pela crise, como Arno Augustin, Márcio Holland e Nelson Barbosa; estes dois últimos dão aula na minha faculdade...

Por fim, quero ressaltar a importância da reflexão sobre essa obra, especialmente porque estamos próximos das eleições de 2022. Apesar de seu tom antipetista, eu não acho que o livro seja uma justificativa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff devido ao fato de que mecanismos de contabilidade criativa já haviam sido usados em outros governos que não foram impichados e, também, porque acredito que os danos institucionais causados à democracia são piores do que os econômicos (pode-se até mencionar o fato de que o bolsonarismo, de certa forma, é fruto do impeachment de 2016). Enfim, deixo apenas a minha opinião de que o plano de Mantega, embora tenha gerado bons resultados, não foi a forma certa de se atingir os desejos da esquerda brasileira. Precisamos de um crescimento sustentável, com austeridade fiscal, reformas estruturais, respeito à democracia e aos direitos humanos - o bolsonarismo não pode ser a resposta ao lulopetismo.
Profile Image for André.
127 reviews16 followers
October 12, 2021
Três experientes jornalistas (RIP: Ribamar Oliveiro, morto em razão da Covid-19) especializados em temas econômicos se juntam para traçar a história econômica dos governos Lula e Dilma, delineando a anatomia de um desastre econômico. O livro foca especialmente nos bastidores da política econômica, dando ao leitor uma noção de como ocorria o processo de decisão nos governos petistas. A obra é muito interessante e o indico especialmente para aqueles que já conhecem bem o período. Segue o meu resumo:

Durante o governo de Lula, a política econômica começa com o bom entrosamento entre o Ministério da Fazenda, comandado pelo fiscalista Antônio Palocci, e o Banco Central, de Henrique Meirelles. Com a imolação de Palocci em 2006, que ocorreu com o caso Francenildo, o Ministério da Fazenda vai para desenvolvimentista Guido Mantega, que começa a entrar em divididas com Meirelles. Como o PT se viu acuado pelo Mensalão, Lula passou a dar mais voz aos desenvolvimentistas de seu governo – e aqui temos Dilma, que ficou no Ministério de Minas e Energia entre 2003 e 2005, indo então para a Casa Civil – pois estes prometiam ganhos rápidos e certos.

Surfando o boom das commodities, que começou em 2006, o desenvolvimentismo de Mantega e Dilma foi perfeito para lidar com a crise de 2008, que, segundo a imortal descrição de Lula, atingiu o Brasil como uma “marolinha”. Após o perfeito ano de 2010, Dilma tenta manter o Brasil na mesma marcha em 2011, mas os resultados não aparecem. Como reagir? Segundo Dilma – que já não contava mais com Antônio Palocci, que se imolou pela segunda vez enquanto estava na Casa Civil – com uma fuga para frente. É o que Márcio Holland, secretário de Política Econômica, chamou, em dezembro de 2012, de Nova Matriz Econômica.

Se a loucura é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes, podemos chamar a política econômica brasileira de 2012 a 2014 como completamente amalucada. É nítido como a frustração de Dilma com a economia refletia-se em aplicar doses cada vez mais fortes do mesmo remédio. Em 2012, a popularidade de Dilma, que superava a de Lula em seu auge, a tornou cada vez mais segura de si. Mantega, por sua vez, passou funcionar quase como uma marionete da presidente. Quando ele sugeria algo que poderia ir contra a fuga para frente desenvolvimentista, suas sugestões encontravam os moucos ouvidos presidenciais e o boneco seguia o script dilmista. Nos bastidores, Arno Augustin, secretário do Tesouro, possibilitava a sustentação da Nova Política Econômica com diversas mágicas contábeis, que vieram a ser conhecidas como pedaladas e contabilidade criativa. O Banco Central, agora comandado pelo inexpressivo Alexandre Tombini, ia a reboque de Dilma e Mantega, sem poder de fogo para desmontar o arsenal desenvolvimentista da Esplanada.

Chegamos à eleição de 2014. Tudo aponta para o fracasso retumbante da Nova Matriz Econômica, mas Dilma, com o governo já acossado pela Lava Jato, sabia que implementar o que veio a realizar em 2015, ou seja, um verdadeiro cavalo de pau na economia, seria mortal para sua reeleição. O cálculo político foi que o estelionato eleitoral seria preferível a perder a eleição. Ledo engano. Ao mesmo tempo que a bomba econômica explodiu em 2015, a Lava Jato e a falta de tato política da presidente rapidamente corroeram a governabilidade do governo, culminando no impeachment em 2016.

Anatomia de um Desastre é, no fundo, um livro triste. Muitos historiadores dizem que o personagens históricos não fazem história, mas é difícil absolver Dilma da responsabilidade pessoal pela ruína econômica do país. Ela dividia as rédeas da economia desde 2005 e, a partir de 2011, quando se tornou a principal formuladora da política econômica do país, parece ter escolhido praticamente todas as alternativas erradas. Parafraseando uma das mais famosas frases de Lula, nunca na história do país um governo teve tantas chances de dar certo, mas tomou todas as decisões erradas.

Estamos em 2021, mas o país, assolado por crises políticas sem fim e pela pandemia da Covid-19, viu seu PIB per capita cair a níveis de 2010. Já se chamou as décadas de 1980 e de 1990 de décadas perdidas em termos de crescimento econômico, mas a década de 2010 provou que merece esse indecoroso título.
Profile Image for Matheus Gomes.
23 reviews3 followers
April 10, 2018
O Livro é muito feliz em sua proposta de detalhar a economia dos anos do PT na presidência, junto aos livros "Como Matar a Borboleta Azul" e "Perigosas Pedaladas", proporciona um completo panorama dos erros do Governo Dilma, e dos bastidores das Pedaladas Fiscais. O livro tem inúmeros capítulos muito bons, mas um capítulo especifico que me chamou atenção, foi o que demostrou os avanços sociais do período Petista e suas importantes conquistas. Nele os autores, em nenhum momento poupam esforços para demonstrar com números e estudos, tais conquistas, talvez seja o capitulo mais importante para entender porquê Lula se tornou uma das maiores figuras políticas do nosso tempo. No entanto, fica claro também a total irresponsabilidade fiscal com qual a presidente Dilma guiou sua politica econômica, deixando se guiar por uma pauta ideológica que vislumbrava apenas a sua perpetuação no cargo e o crescimento a qualquer custo, que fez com que ela entrasse para a história do país, como a Presidente que nos mergulhou na maior recessão da história. Porém, o mais importante desse livro, é o retorno do medo com relações a políticas econômicas puramente ideológicas, que a muito tempo estava adormecido no país, mas que Dilma fez renascer, o perigo Desenvolvimentista e suas nefastas consequências. Fica a torcida para que a próxima eleição nos poupe de "erros velhos" e que se entenda de uma vez os perigosos de uma politica expansionista irresponsável
Profile Image for Igor.
596 reviews19 followers
October 25, 2018
Falha gritante da Secretaria do Tesouro Nacional como instituição de Estado

O livro não esgota o assunto de forma alguma, mas resume brilhantemente e dá um norte para os estranhos ao assunto para que procurem outros materiais para maior aprofundamento.

E sim, a Secretaria do Tesouro Nacional falhou como instituição estatal ao agir como agente de governo. Não adianta os servidores em cargos de alta coordenação preparem alertas ou pedirem reuniões para expor desconfortos e preocupações. A STN simplesmente contribuiu e muito para a deterioração do cenário macro nacional ao endossar uma série de manobras contábeis e financeiras, não somente inadequadas tecnicamente, mas flagrantemente ilegais.

Mas a STN não está sozinha, outros entes públicos, como a Caixa Econômica, Banco Central e BNDES ratificaram uma série de operações e manobras financeiras que conduziram o país ao desastre.

Como servidor de carreira fico muito a vontade para dizer: uma vergonha.
Profile Image for Emiler Bernardo.
8 reviews
May 2, 2018
Os desequilíbrios fiscais no Brasil não são recentes, a macroeconomia populista é algo comum em governos brasileiros, entender tal fenômeno é extremamente importante para explicar e compreender as crises políticas do país. Desse modo, a anatomia de um desastre transporta o leitor para os bastidores da política econômica do governo do PT , com uma leitura cativante os autores explicam do relativo sucesso inical de Lula até o fracasso de Dilma. Contudo, o livro não segue uma lógica temporal bem definida, em alguns trechos o leitor pode se confundir. Apesar disso, é uma ótima referência para a história econômica dos governos do PT, os capítulos 8 e 13 oferecem uma explicação muito didática sobre a contabilidade criativa concebida por Arno Augustin e Mantega.
Profile Image for Mangualde.
30 reviews1 follower
October 3, 2018
Safatle, Ribamar e João Borges apresentam uma visão bastante completa acerca dos anos PT no Governo, em particular pelo enfoque econômico. Destaque ao forte intervencionismo governamental no processo decisório, com pouca valorização dos aspectos técnicos e com bastante amadorismo. Talvez pudesse ser apresentado em ordem cronológica - parece-me que os capítulos foram elaborados de forma independente por cada um dos autores, sem comunicação entre os textos, o que, contudo, não prejudica o todo. Um registro para que no futuro não voltemos a cometer os erros do passado.
3 reviews
February 17, 2025
A história sempre se repetindo...
Da contabilidade criativa às pedaladas fiscais, chegando às inúmeras isenções fiscais concedidas aos grandes empresários, nada do que foi planejado e executado pelo governo Dilma foi novidade para o país. O que diferenciou seu governo foi a dimensão dessas barbaridades.
A leitura chega a ser agoniante em alguns momentos, dado o nível das atrocidades cometidas, mas trata-se de uma leitura fundamental para entender os retrocessos do Brasil nos últimos anos.
Profile Image for Alexandre Assine.
18 reviews10 followers
August 7, 2017
Jornalismo econômico bem feito. Narra as desventuras da "Nova Matriz Econômica", desde quando esta toma forma nos últimos dois anos do segundo governo Lula, até a condução irresponsável e burra (e eu acrescentaria, ainda que não seja o foco dos autores, "corrupta") da economia no governo Dilma, com a falência das contas do país e a entrada em uma profunda recessão.
Profile Image for Rafaell Miguel.
30 reviews7 followers
July 30, 2017
Um excelente panorama, imparcial, detalhado e preciso, sobre a trajetória da política econômica dos anos em que o PT esteve no poder. Com a obra, entendemos todos os benefícios que o partido trouxe ao país, assim como a trajetória decrescente da economia, que corroeu as contas públicas e levou o Brasil à maior crise econômica da sua história.
2 reviews
December 3, 2021
Bom panorama jornalístico sobre a política econômica dos governos PT, em particular após 2008. O grosso do livro contém pesadas e merecidas críticas à condução da economia, mas os autores tecem elogios inesperados às políticas sociais, exaltando o PT por ter incluído o pobre no orçamento. Os trechos sobre a Operação Lava Jato são os menos interessantes.
Profile Image for Guilherme Lima.
14 reviews2 followers
August 13, 2017
Livro que, através de uma análise clara, objetiva, imparcial e pluridimensional, aborda as nuances da política econômica dos 13 anos de governo petista - que é metaforizada, sobretudo, em uma bomba relógio programada por pessoas inconsequentes e prepotentes, bem presentes durante esse período.
Profile Image for Guilherme.
26 reviews
September 18, 2017
A ideia do livro, em mostrar de uma só vez as causas que levaram o país ao caos, é boa. Porém, as idas e vindas nas datas dificulta uma visão cronológica dos fatos.
Profile Image for Andre Correa.
27 reviews1 follower
January 8, 2017
Qualquer um que gerencia gastos sabe que não dá pra gastar mais do que ganha por muito tempo. Até dá pra fazer isso por algum tempo, mas não por muito tempo. Questão de aritmética simples. Uma hora a conta chega, uma hora a casa cai. É o que este livro narra com maestria. Como que a busca do crescimento a qualquer preço aliado à ânsia de permanência no poder nos conduziu aonde chegamos. Tem muito de economês, mas é fácil perceber como voluntarismo simples e ideologia sem disciplina fiscal é uma receita certa para o desastre. O livro também fala da personalidade dos principais atores responsáveis pela maior recessão da nossa história, detalhando muito bem a "contabilidade criativa", truques contábeis para maquiar resultados fiscais. Acho que também dá pra se concluir que não há saída se o tamanho do Estado não for drasticamente reduzido. O livro cita mas passa ao largo de qualquer análise do cenário político, que, de mãos dadas com a economia, nos trouxe à maior crise ético-política-econômica que o país já viveu. Leia!
Profile Image for Ricardo Viana.
Author 5 books2 followers
January 14, 2017
É um relato histórico contemporâneo importante para entender a grave crise econômica 2014-2017. Há lições que devem ser aprendidas pelos gestores públicos de todas as esferas (municipal, estadual e federal).

Contudo, a narrativa da sequência dos fatos - com suas idas e vindas – poderia ter sido melhor estruturada. Do mesmo modo, o leitor não encontrará grandes novidades ou surpresas: o conteúdo é uma síntese do que pode ser acompanhado nos grandes jornais.

De qualquer modo, pode ser útil para quem precisar estudar (ou tem interesse) esse período.
Profile Image for Carlos Castelao.
13 reviews
May 18, 2021
Excelente narrativa, mostra como se desenrolou todos os acontecimentos que desaguaram no inevitável impeachment de Dilma Roussef. Também nos faz entender como alguns acontecimentos de hoje tiveram origem muito mais distante do que apenas os governos petistas, e, aliado a leitura de outros livros sobre a formação da riqueza e da própria sociedade brasileira, nos ajuda a entender porque o desastre é algo inevitável a história dessa grande nação chamada Brasil.
Profile Image for Lucas Iten Teixeira.
15 reviews5 followers
January 14, 2017
As informações contidas no livro, desde o "gasto é vida" da Dilma até as pedaladas do Arno, já são conhecidas do público. Mas os ocorridos são colocados numa ordem bem elucidativa (não necessariamente cronológica), de forma bem didática que mesmo os de fora da economia entendem porque chegamos onde chegamos. Bom para dar de presente ao colega que insiste em falar em golpe.
Profile Image for Rafael Castro.
71 reviews1 follower
April 9, 2017
“O ministro (Guido Mantega) falava em crescimento exuberante para o país e alertava para o fato de que se um presidente irresponsável (com as contas públicas) fosse eleito ele seria “impichado”. A previsão de crescimento se sustentou até 2010 e a profecia do impeachment se realizou em 2016.”
Profile Image for Fortunato Russo.
55 reviews1 follower
April 27, 2017
Livro excelente para entender a crise que hoje passa o Brasil. Impressionam os erros cometidos, os desmandos da ex-presidente Dilma, as decisões tomadas com os olhos nas eleições seguintes e finalmente a incompetência generalizada, a falta de conhecimento e de capacidade de gestão da equipe.
Displaying 1 - 20 of 20 reviews

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