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15 Contos Escolhidos de Katherine Mansfield

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Coletânea de contos da notável escritora neozelandesa Katherine Mansfield. Katherine Mansfield (1888-1923) tem sua obra estudada e aclamada até os dias de hoje. Nestes contos, publicados entre 1915 e 1922, encontram-se narrativas ousadas com personagens bem-construídos a partir de acontecimentos triviais e descrição apurada. Seu estilo único foi influenciado por nomes como Oscar Wilde e Anton Tchekhov. Considerada modernista, a escritora destaca temas como a desigualdade entre as classes, a posição da mulher na sociedade, o isolamento, a solidão e a transitoriedade da verdade. Katherine Mansfield foi inspiração para grandes nomes, como Clarice Lispector e Virginia Woolf. Eis uma excelente oportunidade para quem deseja conhecer seu estilo repleto de sutilezas, uma referência na escrita de histórias curtas e na representação de emoções secretas.

272 pages, Kindle Edition

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About the author

Katherine Mansfield

983 books1,211 followers
Kathleen Mansfield Murry (née Beauchamp) was a prominent New Zealand modernist writer of short fiction who wrote under the pen name of Katherine Mansfield.

Katherine Mansfield is widely considered one of the best short story writers of her period. A number of her works, including "Miss Brill", "Prelude", "The Garden Party", "The Doll's House", and later works such as "The Fly", are frequently collected in short story anthologies. Mansfield also proved ahead of her time in her adoration of Russian playwright and short story writer Anton Chekhov, and incorporated some of his themes and techniques into her writing.

Katherine Mansfield was part of a "new dawn" in English literature with T.S. Eliot, James Joyce and Virginia Woolf. She was associated with the brilliant group of writers who made the London of the period the centre of the literary world.

Nevertheless, Mansfield was a New Zealand writer - she could not have written as she did had she not gone to live in England and France, but she could not have done her best work if she had not had firm roots in her native land. She used her memories in her writing from the beginning, people, the places, even the colloquial speech of the country form the fabric of much of her best work.

Mansfield's stories were the first of significance in English to be written without a conventional plot. Supplanting the strictly structured plots of her predecessors in the genre (Edgar Allan Poe, Rudyard Kipling, H. G. Wells), Mansfield concentrated on one moment, a crisis or a turning point, rather than on a sequence of events. The plot is secondary to mood and characters. The stories are innovative in many other ways. They feature simple things - a doll's house or a charwoman. Her imagery, frequently from nature, flowers, wind and colours, set the scene with which readers can identify easily.

Themes too are universal: human isolation, the questioning of traditional roles of men and women in society, the conflict between love and disillusionment, idealism and reality, beauty and ugliness, joy and suffering, and the inevitability of these paradoxes. Oblique narration (influenced by Chekhov but certainly developed by Mansfield) includes the use of symbolism - the doll's house lamp, the fly, the pear tree - hinting at the hidden layers of meaning. Suggestion and implication replace direct detail.

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Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Erwin Maack.
452 reviews17 followers
May 30, 2021
“Com efeito, para tornar-se um criador não basta cultivar-se, isto é, integrar espetáculos e conhecimentos na vida; é preciso que a cultura seja apreendida através do livre movimento de uma transcendência; é preciso que o espírito, com todas as suas riquezas, se projete num céu vazio que lhe cabe povoar; mas, se mil laços tênues o amarram à terra, desfaz-se o seu impulso.” Simone de Beauvoir


Foi a amiga aí de cima que me fez conhecer e ter a curiosidade de ler a K. Mansfield. Em um comentário anterior, aqui mesmo, consegui encontrar uma semelhança entre ela e a Clarice Lispector. E, talvez, a diferença esteja na definição de criador para a Simone. Ambas as escritoras se enquadram : apreensão através do livre movimento de uma transcendência. Seus espíritos se projetam em um céu vazio, e um ou dois traços tênues de K. Mansfield ainda amarram-na à terra.
Talvez pela sua breve e intensa vida, mas é apenas uma impressão, que nada tira do prazer intenso e extravagante do leitor.

Profile Image for Felipe Vieira.
789 reviews19 followers
January 10, 2023
Os contos são muito bem escritos. É como se cada palavra estivesse no lugar correto. Com isso o texto flui e tem uma cadência muito gostosa. Principalmente nos primeiros contos dessa coletânea. No entanto, apesar de serem bem escritos nem todos possuem enredos interessantes ou chamativos. No fim, acaba sendo uma ótima experiência de primeiro contato com Katherine Mansfield como foi o meu caso.

Meus contos preferidos:

- A fuga;
- Uma xícara de chá;
- Prelúdio;
- A casa das bonecas;
- Picles de pepino;
- Je ne parle pas français;
- Cenas;
- A festa no jardim.
Profile Image for Jan.
142 reviews3 followers
September 26, 2023
"De todo modo, nos apegamos aos nossos últimos prazeres como as árvores se apegam às suas últimas folhas."

Jamais imaginei que ler esses contos me traria uma sensação tão boa. Sem reviravoltas, sem roteiros extravagantes: apenas o simples bem feito (muito, muito bem feito), retratando cotidianos de muitos anos atrás, que reverberam nas mais diversas pessoas, das mais diferentes classes, até hoje. A maneira como Mansfield consegue traduzir perfeitamente a simplicidade em palavras, e tornar sentimentos complexos em frases que podem ser absorvidas sem nenhuma dificuldade é majestosa. Se este livro tivesse mais mil páginas, eu leria sem nenhuma reclamação, e sem nenhuma demora.
Profile Image for Cecília Lorca.
Author 12 books1 follower
April 18, 2025
Katherine Mansfield era neozelandesa. Era inteligente e talentosa. Virgínia Woolf tinha inveja de sua escrita e suas histórias marcaram a vida de Clarice Lispector.



A autora, que morreu cedo, aos 34 anos, escreveu vários contos. Estes 15, selecionados e escritos principalmente durante a Primeira Guerra Mundial, tem protagonistas diversos, aborda o narcisismo e a alienação, crítica o consumismo da sociedade inglesa e mostra os anos loucos da década de 1920.



Eu sou Cecilia Lorca, professora aposentada e escritora apaixonada!
Profile Image for lorena.
60 reviews
March 25, 2021
Achei uma edição em pdf na internet e li, não foi essa. Mas quero classificar porque é a única graça de ler.
Gostei muito da Katherine Mansfield, a Virginia Woolf estava certa de ter inveja, fiquei com inveja também. Especialmente com inveja por ela ter sido invejada pela Virgínia Woolf.
Mais uma autora inesperadamente gay, sempre uma boa surpresa.
Amei especialmente os contos: Casa de Bonecas, Festa ao Ar Livre e Felicidade/Êxtase.
Profile Image for Rute Ferreira.
45 reviews
June 27, 2022
Que contos gostosos! A escrita de Katherine Mansfield é maravilhosa, as histórias são encantadoras e os desfechos são sempre inesperados. Gostei muito de todos os contos e já quero saber mais dessa autora!
Profile Image for Beatriz.
15 reviews
July 22, 2023
Contos preferidos:
Êxtase
Je ne parle pas français
Picles de pepino
A jovem governanta
A casa de bonecas
Profile Image for Harvey Hênio.
635 reviews2 followers
December 31, 2021
Os contos de autoria de K.M. nos trazem histórias de pessoas comuns e os enredos são singelamente simples. Porém tal simplicidade mostra-se enganosa. A autora, na verdade, denuncia com sua prosa escorreita e fluida, como a sociedade ( em especial a sociedade inglesa ainda avassaladoramente marcada pela Era Vitoriana) pode condenar as pessoas ao isolamento, à solidão, à frustração e à acomodação.
No geral seus personagens são sofridos e às vezes incomoda a impressão de que a felicidade é impossível e de que a sobrevivência é penosa e a luta por dignidade, inglória.
São sutis e ao mesmo tempo devastadoras as alusões ao bissexualismo reprimido mas, incontornável em contos como “Êxtase” e “ Je ne parle pas français”, ao patriarcalismo (“As filhas do falecido coronel” “A jovem governanta”), às frustrações das decisões erradas feitas no passado (“Uma xícara de chá”), à desigualdade social (“A festa no jardim” e principalmente no pungente e dilacerante “A casa de bonecas”), à solidão dilacerante (“Srta Brill).
Todos esses temas foram abordados com muito talento na primeira metade do século XX por uma jovem escritora. Impressionante!
Profile Image for Pedro Leite.
34 reviews
June 24, 2021
Katherine Mansfield nos comove, porque transmite como poucos escritores sentimentos humanos. Seus contos nos fazem lembrar de experiências comuns, ou até universais (a dor da traição e do abandono, o medo do desconhecido, o não pertencimento, a exclusão de um grupo), ao mesmo tempo em que trata de questões particulares do seu tempo e da sua classe (o racismo, a condição de estrangeiro, a violência de gênero, a "futilização" da mulher na alta burguesia inglesa). Claro que compartilhamos vários desses problemas, mas em um contexto completamente diferente.

A escrita de Mansfield, ao combinar a banalidade sensível de Tchekhov às inovações estéticas do Modernismo em língua inglesa, constrói uma narrativa enredada por pensamentos e sonhos da personagem, transformando o que seria um acontecimento cotidiano em uma profunda reflexão social e humana. O uso recorrente do fluxo de consciência e da onisciência seletiva acaba com a fronteira entre o que é objetivo e o que é subjetivo — e isso que faz possível sentir o que as personagens sentem.

Displaying 1 - 10 of 10 reviews

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