Ta-Nehisi Coates continua sua empreitada para dar uma cara mais verossimilhante a T'Challa, o rei de Wakanda, também conhecido como o super-herói Pantera Negra. Entretanto quem rouba a cena nesse segundo volume não é T'Challa, mas sua irmã Shuri. Ela está presa no Djalia, o local que guarda toda a memória do povo Wakandano. Lá ela se fortalece para vencer seu estado atual - literamente entre a vida e a morte. No Djalia, Shuri é guiada pela Mãe, uma avatar griot que se assemelha muito a ela. As duas trocam histórias sobre mitos e lendas wakandanos, dos quais Shuri vai adquirindo sabedoria, mas não só. Ela também adquire os poderes que os personagens dos mitos e lendas de suas terras adquirem nas histórias. Dessa forma, quando o Pantera Negra e Eden Fesi, o Dobra, se transportam para o Djalia, Shuri já está refeita e é uma nova pessoa. Enquanto Shuri completava sua jornada, o Pantera contava com seus amigos Tempestade, Misty Knight e Luke Cage para enfrentar inimigos dispostos a depô-lo do trono, juntos eles formavam o The Crew, que no Brasil ficou traduzido como A Gangue. Nisso, o Pantera Negra se prepara para um grande confronto contra os rebeldes de seu governo, liderados por uma casal de ex-Dora Milaje e também por um grupo de feiticeiros e mutantes poderosos que desejam não só governar Wakanda, como extrair suas riquezas. Neste volume, Brian Stelfreeze é substituído por Chris Sprouse nos desenhos que, na minha opinião conseguiu dar o mesmo valor aos personagens e cenários. também nesse volume, temos duas edições da extinta revista Jungle Action, a primeira revista-solo do Pantera Negra. É gritante a diferença entre o mapa feito por um escritor branco nos anos 70 e por um escritor negro nos dias atuais. Peço atenção para o nome dos lugares, uma pequena amostra do olhar do colonizador sobre os colonizados. Entretanto, nada que afete nossa diversão. Agora é aguardar o último volume desta saga e se preparar para o filme do Pantera em fevereiro.