A autora deu uma aparada em algumas arestas de suas tramas habituais - menos no apaixonamento instantâneo, que é sempre de se espantar, mas a gente aceita porque é romance, gente, não é vida real. É uma boa versão do cavaleiro da armadura brilhante (só que, no caso, em vez do cavalo temos uma motocicleta, que, aliás, acho imensamente preferível). A "mocinha" é um tanto quanto mais irreal e mais chata, e a resolução tem um certo extremismo (mas nada de absurdo, pois não somente se dá na vida real, como às vezes um chute no traseiro é a única coisa que nos faz seguir em frente), mas histórias românticas têm que terminar uma hora, o casal tem de ser feliz pra sempre etc. e tal, ou o tal chute no traseiro tem que partir de alguém pra pessoa manter sua sanidade.