Depois do sucesso de Magnetar e Singularidade, Danilo Beyruth impõe ao herói espacial de Mauricio de Sousa um desafio para o qual ele, mesmo com toda a sua experiência, não está preparado. Em Astronauta – Assimetria, o que era uma missão investigativa em Saturno se transforma numa aventura com desdobramentos absolutamente imprevisíveis.
Ufa! Enfim Danilo Beyruth deu o seu melhor! Não que “Assimetria” tenha ficado um primor, mas houve um grande salto de qualidade. Será fruto transição técnica na ilustração, saindo do braçal para ser concebida de forma integralmente digital? Melhorou o traço, aperfeiçoou as cores, evoluiu na diagramação e apresentou maior cuidado com cada quadrinho.
O roteiro, não obstante a falta de brilhantismo, ao menos desta vez foi muito mais conciso. Beyruth desceu do salto? Os personagens que interagem com o Astronauta foram bem desenvolvidos. Gostei da aparição da Mônica (como boneca) e do Horácio (como robô). Já os vilões não vingaram. Excessos na concepção de seres etéreos, quiméricos. A obsessão em homenagear Jack Kirby (mitológico quadrinista da Marvel e DC), gerou personagens mal construídos que, até certo ponto, interferiram negativamente na história. A HQ ganhou 10 páginas, o que ajudou muito no desenvolvimento do roteiro. A conclusão deixou margem claríssima para uma continuação.
Registro aqui, porém, a insondável presença daquela que se tornou a principal personagem nas reedições do Astronauta pela Graphic MSP: a preguiça. Apesar da evolução, ainda pude perceber um bom número de fundos desenhados apenas para encher linguiça. E dá-lhe fumaça cósmica!
I'm loving reading these MSP books with the astronaut.
Not as good as the previous one but still pretty solid.
The space exploring vibe is really appealing to me and I love that the author always makes us learn something new about the universe or our solar system.
Even though this is a complete story as its own, it finishes in a cliffhanger that indicates continuation.
Looking forward to reading more. This is also making me more interested in reading more from the MSP collection.
Já no terceiro álbum com o personagem recriado por Danilo Beyruth, o Astronauta mostra ser não apenas propício a este tipo de abordagem mas também popular. Assimetria vem, cinco anos depois da estreia, na sequência de Magnetar, que abriu a série "Graphic MSP", as graphic novels dos Estúdios Maurício de Sousa, em 2012, e de Singularidade.
Danilo Beyruth é profissional de arte do mercado publicitário, ilustrador e autor de Necronauta, Bando de dois, este, bastante premiado, e São Jorge, em dois volumes. Recebeu prêmios HQMix. No mercado internacional, já desenhou Motoqueiro Fantasma e Gwenpool, entre outros, para a Marvel.
A trama perde os ares iniciais da série de ser mais especulativa, e este terceiro álbum está mais para uma aventura de revista em quadrinhos. De certo modo, os motivos e as intenções estão explicitados: Danilo trabalha na Marvel, e há uma declarada homenagem a Stan Lee e Jack Kirby. Portanto, quando você se surpreender e pensar “Epa, mas isso aqui está MUITO parecido com o …”, bem, você terá razão, é isso mesmo.
Além disto, há uma trama interessante, embora repita um conceito muito frequentes nas HQs de super-heróis – claro, não vou adiantar nada aqui. A “volta” de Ritinha em mais de uma versão ou especulação é um ponto positivo. E o final é um final típico de episódio, com situações em aberto, portanto, lá vem mais! Esta ampla releitura do Astronauta parece ter ganhado carreira própria. E cada álbum pode ser lido isoladamente, mas ler na ordem traz pequenos ganhos.
Ao final, os extras tradicionais na série: estudos de personagens, etapas do processo de colorização, um pouco da história do Astronauta, algumas pranchas de histórias antigas em que, em realidades alternativas, ele se casara com Ritinha e um texto sobre o autor, Danilo Beyruth.
Eu ia dar o 4 estrelas básico porque as Graphic MSP de ação são meio apressadas, mas acho que o tema e o cliffhanger no final me pegaram de jeito. Agora eu quero muito ler a continuação.
Astronauta está tirando uns dias de férias na Terra após as suas duas missões anteriores terem sido traumáticas, mas após rever alguém que deixou feridas abertas, decide abandonar o descanso e partir em uma nova missão. Astronauta: Assimetria acerta em alguns pontos onde o segundo volume da série deixou a desejar, mas erra em outros. A exploração espacial e a ficção científica estão presentes aqui, as vezes de forma expositiva demais. Em determinado momento,o astronauta explica o funcionamento de um dispositivo para um personagem que não possui razão alguma para não ter as mesmas informações. Fica claro que, na verdade, o autor tenta mostrar algo ao leitor. Há algumas decisões bobas, que aproximam demais esta graphic novel das histórias clássicas do personagem, principalmente sobre uma certa "ajudante" que o Astronauta ganha nessa missão. É legal ver a dinâmica dos dois, mas senti falta de uma motivação mais redonda para ela estar ali. Aliás, após o conflito principal, há um diálogo "clichezento" entre os dois que poderia não existir. A coisa mais problemática é o aparecimento dessa personagem, que contradiz diretamente algo apresentado no roteiro anteriormente. Também é problemático acompanharmos a terceira aventura do Astronauta e ele ainda tomar as mesmas decisões impulsivas e imaturas de antes. Ele não aprendeu nada com os desastres anteriores? As coisas positivas envolvem as descobertas durante a aventura e o mistério que o espaço aguarda e há uma homenagem ao Jack Kirby que me fez sorrir. O ponto alto é a complexidade filosófica que Astronauta encontra na hora de enfrentar o maior desafio dessa aventura. As explosões grandiosas ou tentativa de sobrevivência no espaço dão espaço a um confronto psicológico do qual o personagem fugiu a vida inteira. Embora tenha mais defeitos do que deveria, é uma boa HQ e melhor do que a segunda, mas ainda não está a altura da primeira.
Um curiosamente interessante aproveitamento de personagens de banda desenhada infantil dos estúdios brasileiros Maurício de Sousa, que têm reinventado o clássico Turma da Mônica para públicos young adult, deixando para trás o estilo cartoon e investindo em argumentos complextos e estilo mais realista. Ou FC pura, como no caso dos livros da série Astronauta, onde Danilo Beyruth pega num personagem secundário da banda desenhada original e lhe dá traços de space opera.
Nesta aventura, o amargurado astronauta, que teve de deixar os seus amores para trás ao juntar-se ao programa espacial, investiga uma anomalia em Júpiter que se revela ser uma fenda no espaço-tempo, aberta por entidades cósmicas. Cruza-se com um seu outro eu de um universo paralelo, onde descobre o que poderia ser a sua vida de aventuras espaciais com o amor da sua vida vida, e nas peripécias do fechar da fenda temporal, acaba por ficar preso num terceiro universo, acompanhado pela filha do seu eu do outro mundo paralelo.
A narrativa é sólida e bem ilustrada, representativa do melhor que a banda desenhada brasileira oferece ao seu público.
Não li as anteriores do astronauta, peguei na biblioteca da minha cidade pra ler. Olha é legalzinho até mas não consegui me conectar com o astronauta, pensei que dessa vez por ser uma midia diferente eu talvez gostasse mais dele, mas sempre que tem um astronauta mais adulto (tipo na Turma da Mônica Jovem) ele acaba sendo insuportavel e mega chato, aqui não foi diferente. Sinto muito mas também não gostei do design dele, até a roupa de astronauta é feia, os outros personagens ao redor dele parecem infinitamente mais interessantes que ele; a doutora, astronauta vilão, astronauta pai, a filha dele de outra dimensão e por ai vai, um capitulo focado em qualquer um desses personagens seria muito mais interessante pra mim. A arte, cores e os outros personagens são muito legais, queria saber mais sobre o astronauta do mal e sobre a filha dele da outra dimensão, dois personagens que achei super intrigantes, espero que explorem isso futuramente. Acho que ninguém vai falar disso, mas eu amei o jeito como o cão de guarda foi desenhado, parece que as veias enormes quase que pulam pra fora do corpo, a boca e a parte superior da cabeça que é totalmente incomum são tão legais, arrasaram.
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Quem diria que a Maurício de Souza Produções conseguiria fazer com que os leitores se apaixonassem de novo pelos mesmos personagens da nossa infância, né? Depois de ler estórias fantásticas sobre personagens secundários - as fábulas de Papa Capim, Piteco e Louco -, foi o menino Astronauta que, transformado em homem sério, cativou minha atenção.
Único quadrinho a ser transformado em série, as aventuras do Astronauta (nome próprio) são contadas levando em consideração o que há de mais atual em ficção científica e descobertas espaciais. Lidando com questões complexas da física - como magnetismo, espaço-tempo, buracos negros etc - a série, assinada por Danilo Beyruth e colorida por Cris Peter, sempre surpreende na maneira como coloca o argumento e lida com a vida pessoal do personagem que tanto conhecemos.
Terceiro volume da coleção com o Astronauta, e pela forma como (não) terminou, certamente teremos mais. Da turma sempre foi dos que menos gostei, tinha vontade de pular suas histórias no gibi. Talvez por conter algum traço de característica que atribuímos mais aos adultos como a introspecção e a busca pela solidão. Provavelmente por isso seja o que possui a personalidade mais bem trabalhada dentro da coleção, com toda sua fuga da realidade e angústia. Curiosa em saber como terminará essa nova aventura e quais as relações desses novos personagens.
Histórico de leitura 19/10/2017
"De volta pra casa. Que bom ter um tempo pra relaxar."
Desconheço totalmente a personagem original, mas mesmo sem contexto (e mesmo sabendo que esta versão da personagem já foi utilizada em histórias anteriores) trata-se de uma história legível, surpreendente e que questiona as decisões de vida de alguém aventureiro e complexo.
A história começa com o austronauta em férias, das quais retorna abruptamente após visualizar um episódio familar com uma criança. O motivo para tal reacção desconhecemos, mas percebe-se que terá recordado uma mágoa escondida.
O motivo para ter deixar, novamente, a terra, irá revelar-se um ponto decisivo na sua vida ao encontrar, em Saturno, uma versão de si mesmo, proveniente de um Universo alternativo. Ambos investigam uma perturbação no planeta e lutam lado a lado contra uma ameaça para ambas as realidades.
O motivo do seu encontro é também o que permite o encontro no ponto intermédio em que ambas as realidades se fundem, uma fusão que irá terminar de forma abrupta e deixar um tom amargo no final.
A história explora as escolhas de vida da personagem e funde vários destinos possíveis, numa complexidade narrativa maior do que as histórias habituais nesta colecção. O visual é futurista com boas (e estranhas) imagens da paisagem de Saturno.
Astronauta decide tirar uns dias de folga, mas esta sua resolução dura muito pouco e logo ele parte em uma nova missão a seu pedido mesmo. Mas o que ele encontra no caminho de sua missão vai mudar totalmente sua vida. Diante dele está a suposta vida que ele poderia ter tido senão tivesse priorizado sua carreira. E, mesmo tentando entender as coisas que estão na sua frente, ele não terá muito tempo para reflexões, pois sua vida presente e sua vida paralela correm perigo, e o pior de tudo, é que ficará sob sua responsabilidade o fruto de seu amor perdido. Será que nosso Astronauta está realmente ficando maluco, ou seriam apenas delírios de uma mente cansada?
O primeiro volume primou pelo ineditismo e capricho. O segundo volume, contrariando a regra das trilogias, foi fraco. Esse terceiro volume eleva o nível m, tanto em roteiro quanto em arte e se torna o melhor até então, deixando aberta a porta para uma continuação.
Esse é o melhor dos três graphic novels do Astronauta. Um excelente roteiro que usa mas não abusa de alguns clichês, e termina muito bem. Danilo está começando a conectar as histórias, e mal posso esperar pela próxima edição.
Não gostei do Singularidade pelos problemas machistas, apesar de ter curtido a arte e a ideia. Por isso, quase nem li a Assimetria, mas como já tinha comprado resolvi dar uma chance. Um salto de qualidade em relação ao anterior. Curti a leitura.
Amei demais, fiquei triste que acabou tão rápido. História muito boa, já quero a continuação pois muito injusto o final com o leitor!! Haha E acho que seria irado uma adaptação pro cinema 👀
3.5 A leitura flui bem, alguns painéis são bem desenhados outros parece que não tem esforço nenhum no desenho, gostei bastante das divindades e da narrativa a história não me prendeu 100% mas gostei.
Dos três MSPs do Astronauta, esse aqui é o piorzinho. Não chega a ser ruim, mas não é nem de longe tão interessante quando os dois que o precederam, apesar de tratar de um tema que gosto muito (realidades paralelas).
Reli, agora no Astronauta - Integral Vol. 1, e aqui começou a ficar louco! Várias inspirações em histórias clássicas de ficção científica (e imagens também! o último quadro é todinho última cena de Star Wars: A Nova Esperança). Tudo bastante bonito, com muito respeito e reverência ao que veio antes, mas sem perder a originalidade. Como faz tempo que li as sequências, não lembro bem se revemos alguns desses "vilões" (por falta de palavra melhor), mas talvez nem precisemos disso mesmo. Continuo com minhas ressalvas a algumas páginas duplas e agora penso se não é esse compilado que é muito grosso e atrapalha no entendimento dessas páginas.
Depois do bom “Magnetar” e do péssimo “Singularidade”, torci para que o terceiro volume das aventuras do Astronauta desempatasse a favor de Danilo Beyruth. Mas me decepcionei. Se não chega a ser um álbum tão ruim quanto o segundo, é mais uma frustração para quem esperava algo mais adulto na coleção Graphic MSP. Praticamente poderia ser uma história dos gibis tradicionais — e com a pieguice que já está virando a marca registrada da coleção. Como ficção científica é risível, e os seres extradimensionais ou coisa parecida são primos pobres do Galactus, inclusive com arauto voador. Pra mim, deu.
Essa aventura é melhor e mais dinâmica que a anterior. A arte e as cores são lindas (as Entidades!) e os personagens coadjuvantes têm alguma profundidade (pontos pra Isa!). A primeira aventura ainda é a minha preferida, mas essa é legal porque traz elementos novos pro futuro da série e é a primeira a terminar com um cliffhanger, o que também dá uma ideia de continuidade.