O livro apresenta uma coletânea de artigos que mostram o FORO DE SÃO PAULO, seus membros e participantes, seus eventos, análises de sua atuação e busca permitir ao leitor atento formar seu próprio juizo sobre essa organização, independente do caráter opinativo da maioria dos textos.
O livro é um compêndio de artigos publicados pelo site Mídia Sem Máscara e outros veículos de comunicação entre 2003 e 2007, que denunciam a organização denominada Foro de São Paulo (FSP), uma estrutura de coordenação política internacional formada por grupos de esquerda e fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, com a intenção de reinventar o socialismo após a queda do Muro de Berlim.
É nas atas do FSP que surgem declarações assustadoras como quando Lula, na época Presidente da República, afirmou que o Foro era a ferramenta para que “pudéssemos conversar sem que parecesse e que as pessoas entendessem qualquer interferência política”. A estratégia obviamente deu certo com a anuência da grande mídia, que ocultou a existência do FSP por longos anos e depois passou a minimizar sua importância quando ocultá-lo já era impossível.
O livro deixa claro, por meio de documentos oficiais, que o FSP não era apenas um painel de debate e sim um evento deliberativo, em que cada grupo retornava à sua base com ações a serem realizadas localmente. Prova disso é a declaração de Fidel Castro, afirmando que a declaração final de um dos encontros era “um programa de luta e um programa da esquerda na América Latina e Caribe”. E continuou, “se conseguirmos alcançar estes objetivos, chegaremos tão longe como ninguém é capaz de imaginar”. Lula deixou claro o destino pretendido por Fidel: “não está longe o dia em que o FSP vai poder se reunir e ter um grande número de presidentes da República que dele participaram”. O golpe final, a integração continental, fica evidente pelo uso da sigla URSAL – União das Repúblicas Socialistas da América Latina, que transitava livremente pelas bocas e comunicados de membros do Foro.
Por fim, o livro escancara a participação de organizações criminosas, terroristas e paramilitares, como as FARC e o ELN colombiano. O uso de movimentos sociais e ONGs como ferramentas de exacerbar conflitos é reconhecida por Luiz Dulci, secretário-geral de Lula, que afirmava que estes “devem ir sempre além dos governos”, para “provocar tensão”, pois ‘’é necessário acabar com essa ideia neoliberal de que tudo de faz por consenso. Segundo Dulci, “exacerbar conflitos é uma maneira de defender a democracia”.