A reportagem Em Nome da Filha: retratos de violência na intimidade é maioritariamente composta por testemunhos de mulheres vítimas de violência doméstica. Entrevistadas em vários pontos do país, acederam a contar as suas histórias sob anonimato, por razões compreensíveis. A essa urgência de partilha correspondeu a vontade de contribuir para a mesma causa: lutar contra um problema que não é «doméstico», mas de toda a sociedade. De todos nós, mulheres e homens.
É licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa e jornalista de imprensa desde 1992. Atualmente trabalha em regime freelancer como redatora e editora.
Enquanto lia o livro no autocarro, comecei a chorar. É duro, forte e impactante. Acima disso tudo, é real e constante. É impossível um ser humano ficar indiferente. A violência doméstica é um dos grandes flagelos da nossa sociedade e não há luz ao fim do túnel que faça antever o seu fim. Só este ano, já morreram 18 mulheres vítimas de violência doméstica. Muitas já tinham apresentado queixa às autoridades, confessado as agressões a que eram sujeitas a familiares/amigos/colegas de trabalho, outras sofriam em silêncio. Até quando teremos que nos cruzar com números e estatísticas aterrorizadores como os atuais?
Retrata a realidade da violência doméstica no nosso país. Mais um livro necessário a todos. Só peca por ser uma reportagem, logo não é muito exaustiva, uma abordagem psicológica e sociológica mais profunda seria interessante. No entanto, penso que se foca nos factores principais e o leque de testemunhas é muito interessante. Igualdade de género, respeito pela vida humana, saúde mental, rede familiar presente, direito à defesa, dever de denunciar, dever de ajudar... acredito que pouco a pouco, alguma coisa começa a mudar.
No ano em que Violência [Doméstica] é considerada a palavra do ano, este livro é mais do que oportuno. Primeiro, porque um tema desta gravidade precisa de ser falado e tornado visível para que não continue a ser encoberto. Segundo, porque infelizmente faz parte da actualidade de forma dramática, mas, curiosamente, é tão pouco abordado na literatura...
Em nome da filha trata-se de uma reportagem com pouco mais do que cem páginas que inclui o testemunho de várias mulheres vítimas de violência doméstica, sob as mais variadas formas e feitios. Entre relatos, opiniões de profissionais e factos numéricos, é-nos mostrada a realidade em que consiste este desastre humano, que parece estar cada vez mais presente nos dias de hoje e que, apesar das medidas que vão sendo tomadas e das acções de sensibilização cada vez mais frequentes, ainda é muito longo o tempo médio em que a vítima é subjugada ao comportamento do abusador. Apesar deste livro incluir apenas testemunhos de vítimas femininas, este não é um livro contra os homens, foi simplesmente o prisma que esta jornalista decidiu escolher para escrever sobre este assunto. Recomendo vivamente.
Só com grande sensibilidade e sabedoria se consegue escrever um livro como este, que fala de situações horríveis, abjetas, sem cair na lamechice ou em falsos moralismos. Mas também, quem conhece a escrita da Carla Maia de Almeida não podia esperar outra coisa dela. Aconselho vivamente!
Nada a apontar a este livro. É um livro urgente não só pelas realidades que retrata, mas também pelos pequenos pormenores em que toca. Um livro que devia estar no Plano Nacional de Leitura, não só para alertar vítimas mas para conscientizar toda uma sociedade que em tantos aspectos se revela parada no tempo. Um livro que para além de chocar, informa, permite a reflexão. Um grandíssimo trabalho da autora que soube ter sensibilidade, ética e profissionalismo num assunto tão polémico. Excelente livro.
Tema muito atual. Nunca é demais falar/escrever sobre violência domestica. Gostei muito da escrita da autora e da forma como deu voz a algumas mulheres que passaram por esse flagelo.
Um relato muito duro e muito direto do que é a violência doméstica: a violência física, a violência sexual e a violência psicológica.
Num livrinho tão pequeno, Carla Maia de Almeida consegue retratar muito bem as várias facetas deste «desastre humano», através de 10 testemunhos na primeira pessoa de mulheres vítimas que, na sua maioria, vivem neste momento em casas de abrigo.
A primeira parte é dedicada a apenas uma mulher, Filipa, que com 15 anos assistiu ao pai a matar a mãe com uma caçadeira. Hoje, com 39 anos, relata como sobreviveu a essa tragédia e as sequelas que ainda a afetam.
A segunda parte contém as histórias de outras 9 mulheres, entre os 20 e poucos e os 60 anos, de variados estratos sociais e vítimas de diversos tipos de violência. Algumas estão destruídas, outras determinadas a começar uma nova vida, outras ainda não totalmente conscientes do horror que as atingiu.
A autora faz ainda uma reflexão acerca da visibilidade social da violência doméstica e das marcas que esta sempre deixa nas crianças. Destas, algumas reproduzirão comportamentos; outras servem como motor para pôr um fim a uma relação doente.
In 2019, almost 30 women have been killed by their husband or partners in Portugal. It's horrifying.
This book, which tells real stories about women who suffered from domestic violence, is also horrifying.
I will continue in Portuguese now.
Este pequeno livro é um retrato atual da violência doméstica em Portugal. É contado através de testemunhos reais de mulheres que foram vitimas de violência doméstica, estatísticas e conversas com psicólogos, assistentes sociais, entre outras pessoas que encaram esta dura realidade no seu dia-a-dia.
Apesar de ver as notícias e saber o que se passa diariamente, não deixa de ser arrepiante ler estas histórias e perceber o que estas mulheres passaram, o que muitas mulheres continuam a passar diariamente. "Em Nome da Filha" é um trabalho impecável, que demonstra uma enorme empatia e respeito por parte da jornalista Carla Maia de Almeida. Não consigo dizer mais nada senão isto: sinceramente recomendo que leiam este livro.
4,5* Livro absolutamente obrigatório. N dei 5* pq achei pequeno demais mas assim tb é acessível a mais gente. A violência doméstica é algo absolutamente terrível e deixem q vos diga q concordo c a autora, malditos contos de fada. Na minha profissão já me deparei c vários casos e de nd serviu ser crime público e eu chamar a polícia... Acho q é na prevenção/ educação q vai haver solução é mm q as medidas sejam aplicadas agora, só daqui a algumas gerações é q vai ter repercussão. Aconselho a ler o livro da Chimamanda Ngozi Adichie “Para educar crianças feministas”, ou ver a Ted Talk. É fácil perceber q tds os dias se cometem erros na diferença de educação entre rapazes e raparigas q vão culminar nestas tragedias.
Importante ler. A violência doméstica acontece em todas as idades, a todos os estratos sociais, em qualquer altura. Toda a informação é importante. É importante estarmos atentos, prestarmos todo o apoio às vítimas, diretas e indiretas. Leiam
O livro Em Nome da Filha é uma reportagem jornalística, com testemunhos de mulheres vítimas de violência doméstica, mas também opiniões de profissionais e números da violência. Não se deixem enganar pelo seu pequeno tamanho pois é um livro que não nos deixa indiferentes e nos impressiona pelos relatos. Um livro que me revoltou. A violência não é só física mas também verbal e psicológica. Não podemos desculpar, não podemos pensar que ele vai mudar, que a culpa é nossa. É um livro duro e cru, que custa ser lido. Mas tem que ser lido! Lido por todos. Mulheres, homens, jovens! Toda a sociedade!
Temos que lutar contra a violência doméstica. Não podemos fechar os olhos.
Fez-me recordar um outro livro sobre violência doméstica - Vidas Suspensas de Rita Montez - que li o ano passado, também sobre a violência doméstica. Podem ler a minha opinião aqui https://o-prazer-das-coisas.blogspot....