Consuelo de Castro projetou-se como dramaturga com À Prova de Fogo, sua primeira peça teatral, escrita em 1968, e premiada pelo Serviço Nacional de Teatro, em 1972, e proibida pela censura durante anos.
A história se passa durante a ocupação do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), em 1968, às vésperas do AI-5. A trama conta os embates sofridos pelos estudantes contra a repressão e os embates ideológicos entre o líder estudantil Zé Freitas e seus opositores dentro do próprio movimento.
Peça teatral escrita por Consuelo de Castro, sobre a resistência estudantil à Ditadura Militar. Escrita e montada pela primeira vez em 1968, às vesperas do AI-5, e posteriormente proibida pela censura, retrata muito bem o calor do momento, sem no entanto deixar de apontar também as falhas do movimento estudantil.
E o último ato é um soco, com diversas reflexões que se aplicam perfeitamente ao Brasil de 2017.
A edição que eu li se encontra esgotada, podendo ser encontrada com facilidade no Estante Virtual. Também é possível encontrar o texto da peça no livro "Urgência e Ruptura", coletânea das principais obras da autora, lançada pela Editora Perspectiva.