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Renda-se: Encontro

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Júlia é a típica garota da cidade. Advogada, independente, solteira, de boa família, com tudo o que qualquer mulher pode querer. Quase tudo. Infeliz com sua vida, ela vê a oportunidade de fugir – pelo menos por uma semana – quando é convidada para ser madrinha de um casamento em uma linda fazenda. O lugar é como o próprio paraíso na Terra. Júlia e suas melhores amigas, Katy, Pini e Alice, estão prontas para aproveitar a viagem. Será como férias de verão. Nada pode ser melhor do que isso.
As coisas começaram muito bem, regadas a bom champanhe e boas risadas, até que uma inocente brincadeira entre elas muda completamente o destino de Júlia e a coloca na linha de fogo do furacão Frederico, um homem realmente impressionante, mas de péssimo temperamento e com uma grande aversão a mulheres da cidade.
Tudo o que Júlia não sentiu em uma vida inteira está prestes a implodir sua zona de conforto quando ela mexe com ele. E Frederico não é o tipo de sujeito que vai se deixar usar, não sem lhe ensinar uma boa lição.
Não aposte sentimentos. Você pode perder.

335 pages, Kindle Edition

Published February 14, 2017

12 people want to read

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Anne Marck

35 books76 followers

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Profile Image for Letícia Kartalian.
Author 35 books53 followers
February 8, 2018
Eu pensei muito se iria falar sobre esse livro ou mesmo adicioná-lo na minha lista de livros lidos em 2018.
Vou deixar aqui uns trechos que eu separei para falarem por mim:

"Saio da água rapidamente, pego minha roupa no chão e disparo em velocidade pelo gramado. Lágrimas despencam por meu rosto. Maldito traidor!
— Estúpida, eu sou uma estúpida, uma burra! — grito comigo mesma enquanto corro desesperadamente.
— Pare, cadela do caralho! — escuto Frederico rugir irado.
— Deixa ela em paz! — Katy grita.
Eu sei que ambos estão correndo atrás de mim e não paro. Tropeço em minhas pernas quando Frederico me alcança, puxando-me com um solavanco. Perco o equilíbrio, mas ele me segura pelos braços com extrema força, sacudindo meu corpo e cravando seus dedos em minha pele. Katy chega logo em seguida e agarra um braço dele, tentando tirar-me de seu aperto.
— Solte-a, você a está machucando! — ela grita com ele.
Gustavo, sem fôlego, chega logo em seguida.
— Solta essa menina, mano. Você a está machucando — ele fala com cuidado, tentando acalmar o amigo.
Frederico não diminui um grama de força aplicada em mim.
— Essa puta não tem nenhuma consideração! — o homem berra no meu rosto, completamente transtornado.
Nunca vi alguém tão irado assim. A vermelhidão de seus olhos faz com que ele pareça um animal selvagem, perigoso. No entanto, sua ofensa leva embora tudo o que tenho de sensato em mim.
— Sem consideração é você, que dorme comigo e depois esfrega outra mulher na minha cara! — grito as palavras com rancor, mal acreditando em tudo isso.
Se a intensidade da minha raiva pudesse matar, ele morreria agora, e ainda assim a maldita queimação não seria arrancada de mim.
— Não invente desculpas para a puta que você é — ele rosna aproximando ainda mais seu rosto mergulhado em irritação.
Seu aperto provoca uma intensa dor em meus braços.
— Se você quer conversar, faça isso como um homem. Mas tire a porra das suas mãos dela. Agora! — Pini chega bem ao lado dele e rosna entre os dentes, pronta para atacar.
Gustavo segura Pini pela cintura com um braço.
— Irmão, este é o casamento da Bia, não o estrague. Leve sua garota e converse com ela longe daqui. — Ele toca o ombro de Frederico, chamando seu amigo para a razão.
Frederico respira ofegante, as veias de seu pescoço pulsam em frenesi, seu maxilar está trincado. Seus olhos animalescos fuzilam os meus. Ele fecha as pálpebras por alguns segundos e vira o rosto para encarar Gustavo.
— Você tem razão — ele diz em um tom baixo, mas ainda assim ameaçador.
Balanço minha cabeça freneticamente, em negação.
— Eu não quero e não vou falar com você em lugar nenhum — entoo cada palavra cheia de raiva.
— Você vai, cadela — ele exprime a ordem sombria.
— Eu nã... — Sou interrompida:
— Ju, vá e converse com ele. Você pode fazer isso, amiga.
Só então eu escuto a voz apreensiva de Alice ao meu lado. Pisco algumas vezes para olhar para ela e para um aglomerado de pessoas a uns vinte metros encarando toda a cena. Um pouco mais próximo de nós, a cerca de uns dez metros, estão Ivan e Bianca, ambos nos olhando assustados.
Eu não posso estragar o casamento deles. Não posso. Respiro fundo.
— O.k. Vamos sair daqui.
Alice, Katy, Gustavo e até Pini, mesmo desconfiada, respiram em perceptível alívio.
Sem nem me olhar, Frederico agarra meu pulso e começa a andar rápido, arrastando-me consigo. Ele faz um sinal, e um cara lança as chaves para ele. Frederico abre o carro e me joga para dentro com violência.
Meu joelho atinge o painel, latejando imediatamente, contudo não dou o prazer de deixá-lo ciente de que está me machucando. O homem rapidamente entra no carro.
— Não me leve para aquela gruta! — cuspo, doente de raiva.
— Cale a porra de sua boca. — Ele sequer me olha, mas sua raiva é quase palpável. O músculo de seu maxilar faz uma dança frenética.
Eu não consigo! Eu não consigo ficar perto dele! Eu não posso com isso. Puxo a maçaneta da porta para abri-la, mas o homem rapidamente aciona as travas e dá partida.
— Eu não vou falar com você, seu maldito traidor.
— Vindo de uma puta, esta frase é bem patética — ele rosna mal-humorado.
— Argh! Eu odeio você! Eu te odeio! — Não consigo evitar o choro de raiva, com direito a soluços e lágrimas espessas, enquanto seguro meu rosto com as duas mãos. O estúpido fica calado, sem parar de dirigir. Meus soluços ficam maiores. Mais lágrimas, que eu insisto em tentar secar – sem resultado – deslizam de meus olhos. — Você é um traidor nojento!
— E você é uma mentirosa do caralho — ele resmunga ameaçador.
— Pare esta merda e me deixe sair, eu não suporto mais ficar perto de você. — Aponto o dedo para seu rosto.
— Para o seu bem, Júlia, cale esta merda de boca. Eu falei que nós vamos conversar, e nós vamos, porra!
Um arrepio gelado atravessa minha espinha. Verifico os nós de seus dedos pálidos esmagando o volante em nítida força para se manter no controle. A voz antagônica na minha mente me ordena a não empurrar mais os seus limites, porque, obviamente, estou em desvantagem aqui... E pela primeira vez nisso tudo, opto por ouvi-la."

.....

"Demora um tempo até que Frederico entra com o carro dentro de uma mata fechada, com uma clareira ao centro. Se ele quer me matar e desovar meu corpo, este é o lugar perfeito. Engulo em seco.
— Agora somos nós dois. — Seu modo frio, livre de emoções, assusta-me como o inferno.
O homem desliga o carro, dá a volta e abre minha porta. Sem nenhuma delicadeza, ele me puxa para fora do veículo pelo braço. Minhas pernas se atrapalham com o solavanco, e eu caio de bunda estatelada no chão. Frederico sequer move um músculo para me ajudar a levantar. Olho para cima e assisto ao modo sujo de desprezo com que ele me encara.
Algo dentro de mim se parte com um sentimento que ainda não sou capaz de descrever. Levanto-me e fico em pé, só para ser pressionada abruptamente contra o veículo. O impacto é tão forte que minhas costas doem. Ele me prende entre a lataria do carro e seu corpo. Com força, Frederico segura meu cabelo com uma das mãos, inclinando minha cabeça para trás, e com a outra ele aponta o dedo para meu rosto.
— Você é uma puta mentirosa! Eu achei que você não fosse. Eu tentei fingir que você não era, Júlia, mas você não passa de uma maldita puta!"

.....

"— Mas você perdeu — ele acusa. — De propósito, eu acho. Porque no fundo você queria ser a cadela a ir para a cama com algum otário. — Ele mói sua virilha contra mim, esmagando-me.
— Era tudo por um pau, Júlia? Você quer me chupar agora? Ficar de quatro novamente, como uma cadela, para eu te foder?
Oh, Senhor. Isso deve ser um pesadelo, não pode ser real. Isto não está acontecendo.
— Você é doente — sussurro em choque, anestesiada."

...

"— Você é uma menina muito especial Júlia, eu soube no momento em que botei meus olhos em você.
O jeito como ela fala me faz sufocar um pouco. Será que ainda estamos conversando sobre a vaca? Não falo nada, mas sei que meu rosto está vermelho. E ela continua:
— Meu filho também viu isso. Eu já sei o que ele fez. — Seus olhos ganham uma intensidade surpreendente quando ela vê os hematomas. — E estou muito envergonhada. Mas eu gostaria de dizer que você é muito importante para ele, Júlia. Eu nunca vi meu Fred tão abalado. Meu coração falha uma batida, estou sem reação, e meu cérebro deixa de funcionar, buscando por palavras.
— Desculpe, ma-ma-mas... — gaguejo sem sentido e então respiro fundo, coordenando os pensamentos. — Eu estou muito feliz e agradecida por passar esta semana aqui e conhecer pessoas como a senhora, mas...
Ela sorri tristemente e me interrompe:
— Eu sei que você está triste com ele, Júlia, eu também estou. No entanto, não pense que ele não está sofrendo com tudo isso. Meu menino já passou por muita coisa nesta vida, e me dói pensar em como, durante os últimos anos, ele se fechou para o mundo. Esta noite ele passou acordado, eu vi nos olhos dele o quão confuso e deprimido ele está com a situação. Frederico é muito orgulhoso, Júlia, mas eu o conheço e sei que ele quer pedir perdão. Saiba que isto é muito difícil para ele, então como mãe, eu te peço que, no momento certo, deixe-o falar, deixe-o se abrir com você. — A mulher tem apelo em seus olhos e me toca de alguma forma dolorosa.
Mordo fortemente meu lábio, evitando chorar ou dizer qualquer besteira."

.....

"— Eu sei que é a última coisa que você quer ouvir, mas ele também está mal com tudo isso. Fogo começa a remoer minha garganta, e os olhos ardem com lágrimas não derramadas somente por imaginar, por um breve momento, que ela tenha razão, o que eu sei que não é verdade.
— Não, Ali, por favor, você não — murmuro, engolindo minha dor e tentando parecer forte."

...

"— Nada foi alterado — Frederico declara mais alto, imediatamente atraindo a atenção de todos. Sou a única que não olha para ele.
— Fred, nós já conversamos sobre isso — Bianca rosna baixo, tentando ser discreta.
— Não. Não haverá nenhuma mudança — seu tom firme avisa sem rodeios.
— Filho... — Sua mãe se aproxima.
— Eu já disse, eu vou dançar com ela, e assunto encerrado — ele ruge baixo entre os dentes.
— Pare de agir desse jeito, você sabe os motivos desta mudança — Bianca eleva um pouco o tom.
— Ela não é de cristal, não vejo nenhum problema em dançarmos juntos — ele insiste autoritário. — Fale para eles, Júlia, fale que você pode muito bem dançar comigo — o homem joga a merda sobre meu colo.
Minhas bochechas ganham um vermelho vivo. Nunca antes eu desejei tanto que um buraco se abrisse aos meus pés e me engolisse.
— Filho, esta alteração foi um pedido dela, nós conversamos sobre isso — o pai dele interfere pacientemente.
— Mano — Gustavo chama baixo para que mais ninguém escute.
Sinto a vibração explosiva exalando do corpo do homem.
— Porra! Por que está todo mundo tentando protegê-la? O que vocês acham que eu vou fazer? Machucá-la?
— Machucá-la de novo, você quer dizer — Pini acusa num tom frio.
Frederico emite um rosnado cru que chega a assustar. Sem outra opção e temendo pelo pior, eu finalmente elevo o rosto para encará-lo. Seus olhos escurecidos estão cravados em mim.
— Por favor — peço com a garganta em chamas. O som de minhas palavras mal se nota.
— Por favor o quê, Júlia? Por favor, dance comigo? Por favor, me foda? Qual por favor é esse? — sua voz é um rugido baixo, como de um animal enjaulado.
— Pare com isso, Frederico! — seu pai interfere com autoridade.
Estou tremendo feito uma doente.
— Pai, ela é adulta para enfrentar isso sozinha. — Ele olha para seu pai com um pedido velado de apoio. — Vamos acabar logo com isso, porra! Fale, Júlia, fale que você não tem medo de dançar comigo.
— Pare de forçar a situação, Frederico. — Katy se irrita. — Se ela quisesse, dançaria com você. Aceite que ela não quer, e vamos logo com isso.
— Cale a boca! — Ele olha para ela, irritado.
Pini dá um passo à frente.
— Cale a boca você e seja homem para aceitar a porra de um não!
Estou olhando as pessoas a minha volta alteradas, o clima se tornando insustentável, tudo em função das decisões erradas que eu tomei. A mãe dele tem as duas mãos no coração, o pai está com o rosto envergonhado. Bianca está irritada, e Pini e Katy, furiosas. É tudo minha culpa.
— Pini, tudo bem — falo em voz baixa e trêmula, chamando a atenção de todo mundo.
A sargentona se volta para mim com uma expressão entediada que faz entender que está me chamando de cadela com o olhar.
— Tudo bem o quê, Senhorita Júlia? — não perco a impaciência e julgamento em seu tom desdenhoso.
— Eu danço com ele.
Todo mundo bufa, alguns de alívio, outros de descrença.
— Você não precisa fazer isso, Ju — Bianca interfere.
— Não. Está tudo bem. Vamos lá — minha voz mal sustenta minhas palavras."

...

E isso é só uma parcela do drama.
Como se não bastasse o par "romântico" da mocinha ser abusivo em todos os sentidos, ter praticamente todo mundo passando a mão na cabeça dele foi o que terminou de enterrar o livro pra mim. As amigas pediram uma chance pelo cara. Os pais dele quiseram que a moça desse uma chance ao cara. Não teve uma pessoa sensata nesse livro.
Nem o passado do cara e nem a aposta são justificativas para o comportamento dele.
Já tinha pegado uns livros com um pouco de machismo aqui e ali, mas nada que fosse pra esse lado abusivo tão WOW como nesse livro. A realidade existe e precisa ser mostrada, falada e tratada, sim. Mas não da maneira romantizada como eu encontrei aqui.
Eu li até o final e considero-me uma guerreira, porque o nível de decepção por uma colega de profissão ter escrito um livro com esse tipo de situação foi lá nas alturas.
50 tons de abuso - físico e mental. :(
Vi que o livro foi relançado com um novo título e capa junto com o lançamento do segundo livro - focado em outros protagonistas -, mas não sei se o conteúdo permaneceu o mesmo.
Sem mais comentários.
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