Mais uma série da autora sobre uma agência particular de investigação cujos membros são ex-militares (marines, acho). Marines têm toda uma aura de machismo e honra (vide minha série favorita, NCIS, centrada também num ex-marine, protagonizada até algumas temporadas atrás por Mark Harmon). É triste pensar que uma força militar ou policial pode ser contaminada e desvirtuada de ideais éticos dependendo de quem governa. Naturalmente, a própria ideia de uma força militar está intrinsecamente ligada à ideia de violência e guerra. Mas a humanidade não aprende muito, apesar dos milhares de anos em que supostamente deveria ter evoluído. Pois bem, mesmo que nem todo mundo se encante com o idealismo projetado por esse tipo de personagem, fato é que há a mitologia, e dezenas de histórias são centradas nesse mito. Presumo que seja uma atualização do cavaleiro medieval projetado pela literatura.
Sobre a história. Como em outras séries, há um fio condutor que tem a ver com algum crime ou crimes cometidos por um mega-vilão, que tem de ser encontrado e punido. Roteiro comum de histórias policiais - e não há demérito nisso. É um dos meus gêneros favoritos, talvez O favorito.
São seis livros, dos quais só tinha lido o primeiro. Ok, vamos acompanhar. Estou lendo fora de ordem. Poderia ter ido direto para o último, como fiz na série de outra agência (Star), mas acho os personagens desta mais bem desenvolvidos (embora menos interessantes que na série CSA).
Então, além desse fio condutor que só vai ser resolvido (espera-se) no último livro (e ainda bem que ele já existe!), cada livro tem seu próprio protagonista (um dos membros da equipe) e, claro, sua própria história romântica (claro, adoro, tem romance, tem cenas quentes, o "herói" é o protótipo do cavaleiro dos contos de fada). Dos três que li, foi o que me pareceu mais frágil na escolha do antagonista. Aquela sensação de "what?". Mas pelo menos não há tantas transcrições dos manuais de armas, carros, barcos, ou qualquer outro item que seja mencionado. Não vejo a menor necessidade de descrever detalhadamente uma arma. Não faz diferença na cena ou na trama. Ah sim, nomes dos designers das roupas também não precisam aparecer em cada traje. A não ser que seja uma inserção proposital, a título de merchandising. Ah, o sapato é Jimmy Choo, a camisa é Armani. Irrelevante. Não é Sex in the City.