Forçadas a fugir de Águas Santas para escapar à fúria de Tomás Rebelo, Leonor e Guida chegam ao porto de Lisboa e confrontam-se com Corvo, o famoso pirata sobre o qual se contam tantas lendas. Horrorizada com a descoberta de que é filha de Diogo, o Açor, Leonor decide disfarçar-se de rapaz quando Corvo a obriga a embarcar no seu navio, protegendo-se assim dos impulsos masculinos. Inconformada com o seu destino, Leonor resolve fazer tudo para escapar aos piratas. Porém, com o passar do tempo, sente a herança do Açor a despertar dentro dela.
O segredo que ensombra o passado de Corvo começa a inflamar a sua curiosidade, enquanto estabelece amizade com os homens que tanto temia. Conseguirá ela regressar a Águas Santas e desmascarar a perversidade de Tomás Rebelo, ou o apelo da liberdade e da aventura, conjugado com a vontade de conhecer o seu verdadeiro pai, tornar-se-á irresistível?
Sandra Carvalho is a young writer who has been asserting herself as a creator of compelling high fantasy in Portuguese. The Saga das Pedras Mágicas (Magical Stones Saga) that she has published, awakens an enthusiastic and growing interest among lovers of the genre, always waiting with great expectation the next volume. A Última Feiticeira (The Last Witch), O Guerreiro-Lobo (The Wolf-Warrior), Lágrimas do Sol e da Lua (Tears from the Sun and the Moon), O Círculo do Medo (The Circle of Fear), Os Três Reinos (The Three Kindgoms), A Sacerdotisa dos Penhascos (The Priestess of the Cliffs) and O Filho do Dragão (The Dragon's Son) compose, for now, the saga she has been writing.
Aventuras e Desventuras por esse Mar Alto! Gostei muito 😁 Por momentos até me apeteceu entoar aquele velho jingle publicitário: "O que é Nacional é Bom" 😉👍 Não será sempre assim, mas neste caso aplica-se 😉 E viva a Literatura Nacional!!!👍😍
O Olhar do Açor marcou o início de uma nova epopeia histórica e fantástica de Sandra Carvalho. Misturando história de Portugal com um misticismo delicioso, esse primeiro volume de Crónicas da Terra e do Mar apresentou-nos Leonor e a sua história cheia de segredos por revelar, envolta em muito amor, porém terrivelmente assombrado e manchado por Tomás Rebelo. Os acontecimentos finais deixaram-me com um aperto no peito, mas ao mesmo tempo com uma bela dose de esperança. Não resisti em reler esse primeiro capítulo do início ao fim e, logo de seguida, peguei avidamente neste Filhos do Vento e do Mar.
Para quem ainda não leu, preparem-se, as vidas de Leonor e Guida estarão tudo menos facilitadas no início deste segundo volume. Depois dos terríveis eventos que marcaram para sempre as suas vidas, mudando-as irremediavelmente, ambas terão de percorrer caminhos muito diferentes, aceitando ou rebelando-se contra o inevitável. Sandra Carvalho fez um excelente trabalho de narrativa no desenvolvimento das personagens, tanto destas duas protagonistas, como dos restantes piratas. Apesar de nos vermos confrontados com uma quantidade considerável de novos companheiros nesta aventura, cada capítulo está minuciosamente cuidado na forma como introduz e dá forma, gradualmente, a cada um deles, sem que assim nos sintamos perdidos ou enfadados. Também a teia que os une e a forma como interagem uns com os outros, faz com que se crie uma ligação muito próxima com o leitor, pois cada um deles, uns mais do que outros, vai ter um papel importante na história.
Também o decurso da trama se desenvolve a um bom ritmo, havendo espaço para se explorar não só vários dos mistérios pendentes do livro anterior, como para obtermos novas curiosidades sobre a relação entre a descoberta dos Açores e a história de Corvo. Mas não se enganem, enquanto que em O Olhar do Açor nos foi dada uma visão bastante realista de como é que a sociedade na altura funcionava no que toca a estatutos, famílias e descendências, em Filhos do Vento e do Mar é-nos dada toda uma outra visão mais intrépida, pelos piratas. E se no início deste segundo volume só me apetecia esbofetear Leonor, foi com grado que assisti a uma mudança gradual na sua personalidade, mais uma vez calculada de forma muito inteligente pela autora, que, mesmo disfarçada de rapaz, entre a impertinência e a resignação, vai criando uma ligação cada vez maior com Corvo. É nesta expectativa também crescente que vamos devorando página após página até ao desfecho final.
Estou muito curiosa com o próximo, e último, volume, pois ainda existem muitas perguntas por responder e, claro, espero ansiosamente pelo encontro entre Leonor e o Açor. Sandra Carvalho mostra mais uma vez porque é que é a grande rainha do fantástico em Portugal, pois os seus livros são sempre muito mais do que a soma dos seus capítulos, são sempre pequenos tesouros que nos enternecem, comovem, enfurecem e redimem. Existe espaço para tudo: para a bondade, para a benevolência, para o amor, para a paixão, mas também para a violência, para o ódio, para a vingança, para a luta incessante pela justiça. Com sorte, um pouco de redenção. São sempre narrativas envolventes e mágicas que nos fazem sair deste universo por uns instantes. É claro que recomendo.
5 estrelas! Adorei! Este segundo volume da trilogia Crónicas da Terra e do Mar ainda é melhor que o primeiro! Sandra Carvalho apresenta-nos um grupo de piratas inusitados que conquistam o leitor de uma forma irrefutável, e preenchem a narrativa de momentos divertidos, cheios de acção e até emotivos! Opinião completa aqui: https://momentosdemagia.wordpress.com...
Opinião conjunta da trilogia Há muito que ouvia falar muito bem desta trilogia de Sandra Carvalho e que abordava a descoberta dos Açores, por isso estava à espera de um romance histórico mas, quem parte com estas expectativas poderá sentir-se algo defraudado. Eu adorei, quer a história, quer as personagens mas não é um histórico sobre a descoberta dos Açores. Encarem como um romance de fantasia com uma pontinha de histórico.
Em O Olhar do Açor conhecemos Leonor, uma jovem fidalga e que nós, leitores, sabemos logo de início que é filha de Constance e do corsário Diogo, e não de Gonçalves Vaz, como toda a gente pensa. Leonor tem uma vida pacata e feliz, com os seus pais e os seus amigos, principalmente com Guida, que apesar de negra, é a sua melhor amiga. Mas quando o fidalgo Tomás Rebelo tenta "tomar" a Herdade de Águas Santas, Leonor e Guida, têm que fugir e acabam em Lisboa, num barco de piratas portugueses. E, ao longo das páginas de Filhos do Vento e do Mar vamos acompanhando a viagem de Leonor e Guida, e a vida no barco, e a vida na ilha das Flores em O Grito do Corvo.
O primeiro livro tem um ritmo um pouco mais calmo e que serviu muito bem o propósito de nos dar a conhecer as personagens e, parte, dos seus problemas. E, a minha sorte, foi ler os três livros todos de seguida pois, o final de cada um, "pede" logo o próximo livro. Imagino o "desespero" de quem teve que esperar que o livro seguinte fosse editado. Os livros têm a qualidade que a Sandra Carvalho já habituou os leitores. Uma grande história, com personagens incríveis e descrições que nos fazem viajar sem sairmos do lugar. Adorei principalmente as cenas de aprendizagem de Leo no barco. E com piratas destes, também eu gostava de viajar eheheh
A saga de Leo, Corvo, Guida e Rodrigo continua a bordo do "Rouxinol". Mais um volume destas Crónicas que nos agarra ao livro e a estas personagens construídas a partir da tão fadada alma lusitana.
Wow. Normalmente, nas trilogias, o segundo livro é o pior. Só serve para enrolar a história. Nas crónicas da Terra e do Mar isso não acontece. Este livro é muito superior ao primeiro. A Leonor sofre uma evolução estrondosa e a história do Corvo é tão incrível. As interacções entre os dois são espectaculares e divertidas. Aqui está uma história de superação.
Este livro lê-se num ápice e faz totalmente o meu género, então estava preparada para lhe dar umas 4 ou 5 estrelas. Acabei por não o fazer pois penso que teve algumas falhas que não posso ignorar. Achei que o primeiro volume podia ter um ritmo melhor, contudo dei um desconto por se tratar de um livro introdutório ao mundo e às personagens. No entanto, esperava neste segundo volume poder começar a avançar na trama e na acção a todo o gás e infelizmente tal não aconteceu. O livro inteiro foi passado a bordo do Rouxinol e nem sequer se concretizou o elemento principal da história para o qual esta caminhou em crescendo o tempo todo!
A primeira metade foi quase toda passada com a Leonor a ser mimada e insuportável. Quase dava dó de tão ingénua, presunçosa e arrogante! Percebe-se perfeitamente a razão de Leonor se comportar dessa forma, mas mesmo para tudo o que passou está a exagerar!
Na segunda metade fomos de 8 para 80!
Apesar de a primeira parte me ter incomodado por ser chata e a segunda por ser inverosímil, ambas pecaram por se arrastar para além do que seria necessário para o progresso feito na história. E por isso com grande pena minha, não consigo avaliar melhor a obra no seu todo.
Personagens:
Enredo: Enfim, não desgostei do rumo da história, mas devido à forma lenta como esta avançou, acabou por ficar aquém das expectativas. Depois de um livro que deixa em suspenso a descoberta da ascendência por Leonor e firma Tomás Rebelo como o grande vilão da história, nenhuma das vias chega a lugar algum. Ficamos a saber um pouco mais sobre a vida de Açor, nomeadamente o que lhe aconteceu depois de se separar de Constance e um grande protagonismo é dado ao Corvo e aos marinheiros do Rouxinol. No entanto, passamos um livro inteiro em que o avanço da história se resume a Leonor aceitar a sua herança de sangue por parte do verdadeiro pai e desenvolver as suas capacidades de luta e uma pequena parte no uso dos seus poderes especiais que mal conhece e não controla.
Romance:
Pontos fortes: novos personagens; ambientação no barinel; destaque dado ao Corvo; passado do Açor e do Corvo; potencial da história.
Pontos fracos: desconstrução da Guida; ritmo demasiado lento; falta de acontecimentos relevantes.
"— Sabes porque é que eu não te denunciei a Corvo mal descobri que o fidalguinho era uma fidalguinha? — E ao vê -la arregalar os olhos e negar com a cabeça, murmurou: — Porque, apesar de mentires sobre quem és, consegues ser mais verdadeira na lealdade para connosco do que a Guida, mesmo quando ela ri, canta e dança ao nosso lado. A Leo que deixou o Rouxinol em Lagos era a filha de Gonçalves Vaz… Mas a Leo que regressou para nos avisar da ameaça de Espinosa é a filha do Açor! No teu lugar, Guida teria voltado apenas para te buscar. Jamais tornaria a embarcar, disposta a arriscar a vida por «um bando de piratas». Guida está aqui porque nós lhe oferecemos a melhor hipótese de sobrevivência… Tu estás aqui porque o apelo do teu sangue é mais forte do que a razão! Estás connosco porque te apaixonaste pelo mar e pelo vento, pelo vigor do navio e pela emoção da aventura… Estás connosco porque és uma de nós!"
«Começando vagarosamente e ganhando ritmo cadenciadamente, tal como um navio que anseia entrar no mar, insuflar as velas e atingir a velocidade perfeita para a sua viagem, o segundo livro das Crónicas da Terra e do Mar acabou por me conquistar ao longo do seu percurso e recordar-me os motivos por que sempre sugeri e gostei de Sandra Carvalho. Dando continuidade à história de Leonor e a sua companheira de fuga, Guida, a narrativa torna-se mais abrangente a outras personagens e oferece uma perspectiva interessante sobre piratas e a sua influência na História de Portugal. Uma vez mais, uma pitada de romance e magia tornam-se aliados de um texto que vai tendo momentos cativantes de acção, intercalados com os dilemas íntimos dos protagonistas.
Após conhecermos a história de amor de Constança e Açor, a terra especial de Águas Santas e termos um primeiro olhar pelo lado mais negro da cobiça e da nobreza portuguesa, Filhos do Vento e do Mar apresenta-nos uma segunda geração de personagens e um novo cenário cativante para os que desejam saber mais sobre as conquistas marítimas e aqueles que davam as suas vias em alto-mar. (...)»
Há muito tempo que um livro não me prendia assim e esta trilogia está a ser fantástica! Para além disso descobri uma nova autora portuguesa que não conhecia e fiquei fã!
O Filhos do Vento e do Mar vem na sequência do primeiro livro, o filho do Açor. Como bem sabemos Leonor e Guida fugiram desalmadas de Águas Santas para se salvarem após o ataque do malfadado Tomás Rebelo. Assumindo a entidade de dois rapazotes tentam entrar num navio inglês que as levasse para Inglaterra, mas após vários desvarios, uma fuga desesperada, encontram nada mais nada menos de que O Rouxinol, o navio do famoso Açor... comandado pelo Corvo, que se revela ser aquele por quem Leonor chamou...
Após permitir que Guida e “o filho do Açor” entrassem no navio, Corvo e a restante tripulação tomam como missão fazer do “fidalgo” nanico um “homem de barba rija”.
Este livro pejado de aventuras no mar, de magia e revela-nos também uma história fantástica repleta de camaradagem, amor e o significado do que é ser uma família.
Adorei (tanto que o li em dois serões) e recomendo, este vale mesmo as 5 estrelas!
Neste segundo volume das "Crónicas da Terra e do Mar", Leonor depara-se com desafios com os quais necessita de enfrentar e vergar a sua teimosia face ao seu destino. Inicialmente, a sua aversão aos piratas e a sabotagem que provoca levam-nos ao limite da paciência. Só com o prenúncio de uma desgraça é que "acorda" para a realidade e abraça a aventura de ser marinheira do "Rouxinol". Na segunda metade do livro, ocorre o inverso: começamos a sentir uma adrenalina perante a sua evolução, as técnicas de combate ensinadas por Gavião e as tropelias com Corvo.
Já Guida torna-se uma desilusão. Compreendo que queira proteger a honra e inocência da melhor amiga (assim como mantê-la no pedestal de princesa), mas não o faz da melhor forma. Os ultimatos, as escolhas para denunciar a amiga, assim como as suas atitudes contraditórias colocam-na numa posição delicada. Creio que a Guida tem potencial para mais e podia ter apoiado mais as decisões de Leonor em vez de as criticar.
A autora sacia a nossa fome de conhecimento em relação ao passado de Açor e Constance. Aquele prólogo é maravilhoso! Conhecer o mini-Corvo, a bela Helena e as resoluções de Açor responde a algumas perguntas (mas não a todas!) Quando a história de Corvo nos é apresentada conseguimos compreender melhor a sua postura e determinação, assim como as relações femininas pouco duradouras. É incrível o que ele teve de enfrentar e superar em criança! E dá-nos mais razões para odiar Tomás Rebelo.
Também gostei de saber mais sobre Cachalote. Este rapazinho em corpo de adulto tem mais bondade no coração do que toda a corte portuguesa (da época em questão). A forma como toda a tripulação do "Rouxinol" o protege e acolhe elucida para a verdadeira natureza do Homem: não importa a nossa aparência, opções de vida ou profissão para definir a nossa personalidade. Um rico traje não significa necessariamente que se tenha boa índole.
Algo que me fascinou nesta trilogia é a forma como a autora ensina tudo o que há para saber de navegação, sem ser enfadonho e demasiado técnico. Todos os componentes do barinel, métodos de navegação, de orientação e rotinas dos marinheiros estão envolvidas na trama, tornando a leitura fluída e enriquecedora.
O toque de magia neste "nanico" e no seu Capitão derrete o coração de qualquer leitor. Quase que sinto as bochechas a ferver como a Leonor quando leio a caracterização de Corvo! Aquele olhar verde-tempestade condiz com o seu temperamento.
Garcia e Açor continuam a ser os meus preferidos e adoro cada momento em que leio sobre eles. Gostava que existissem mais páginas sobre eles e sobre o seu passado.
Gostei muito do ambiente do livro, de conhecer melhor a tripulação e o Corvo. Foi interessante descobrir o que se passou entre ele e Tomás Rebelo e conhecer a forma de vida dos piratas. O livro não avançou nada na estória, apenas serviu para conhecermos personagens e evolução das mesmas. Por incrível que pareça, até achei interessante - e lê-se rápido! Mas não dá para fugir a Leonor. Fica aqui o aviso que fui picuinhas com esta personagem, porque senti que não há um caminho natural entre uma fidalga e uma pirata. É muito abrupto. Na minha opinião, é uma personagem com muitas falhas na sua construção (ou então a falha é minha que não a compreendi).
A palavra que resume Leonor é "exagero". Na primeira parte é exageradamente arrogante, mimada e insuportável. Na segunda parte é exageradamente incrível. Leonor não é uma personagem coerente.
Eu sei que Leonor é a protagonista e tem de ganhar a confiança das pessoas e um lugar de destaque a bordo do Rouxinol. Mas não o conseguiu fazer com naturalidade. Continuo a sentir aquilo que sentia no primeiro livro, tudo em relação a Leonor é forçado e as coisas não acontecem naturalmente.
Guida... Guida tinha tudo para ser uma personagem incrível.
A magia...
O rapaz.
O que senti no final do livro foi que no lugar de Leonor faria mais sentido estar Guida. E seria bem interessante ver o crescimento de uma escrava para alguém poderoso. Ainda assim, vale a pena frisar que o livro vale a pena. Há mais no livro para além de Leonor e, por isso, espero que quem o leia não antipatize tanto com ela como eu.
Não se faz. Lançar um livro, aguardadíssimo, que se lê em menos de 24 horas porque é impossível parar, (até às 2 horas da manhã ontem e recomeçar às 7.30 horas hoje) e depois dar a novidade que para saber como a história acaba temos de esperar até junho... Não se faz. Brincadeira à parte o livro é brilhante. A história está magnificamente escrita, as sequências dos acontecimentos são avassaladoras o que não permite parar e a transformação da personagem principal é tão interessante quanto plausível. A história e a loucura da Sandra Carvalho (palavra dela) está tão bem interligada que a nós leitores parece inevitável que assim seja e assim aconteça. Muitos parabéns. O livro é magnifico! Aguardando ansiosamente a chegada de junho!
Muito, muito melhor que o volume anterior! É que nem se compara! Sandra Carvalho tem um dom qualquer para falar de marinheiros e da vida em barcos e, por isso, este livro foi fantástico. A Leonor foi durante a primeira parte do livro a maior cretina, senhora de si, convencida que é melhor que toda a gente sobre a qual eu alguma vez li. Melhorou certamente mais para o final do livro mas mesmo assim, por vezes, ela ainda tem reacções e pensamentos que me fazem querer atirar o livro para o chão. E, se Leonor melhorou a sua atitude ao longo deste livro, Guida piorou... e muito. Este é muito capaz de ser um dos meus livros favoritos de Sandra Carvalho.
Segundo livro da trilogia, é um livro que se lê muito bem, mas arrasta-se um pouco na história, tanto que chegamos ao fim do livro e não temos a tão esperada batalha, o que quer dizer que provavelmente ação vai toda acontecer no terceiro livro, o que é uma pena.
Apeteceu-me dar uns abanões à Leonor, por ser tão mimada, insuportável e muitas vezes ingénua, com o tempo foi mudando a atitude e maneira de estar e reagir, não deixou de ser quem era, mas talvez tenha ganho alguma maturidade com tudo o que viveu e foi vivendo ao longo do livro.
A Guida, se por um lado percebo a atitude dela, por outro não compreendo, a atitude para com os piratas que as receberam e respeitaram, também não compreendo como é que uma personagem forte e destemida, passa a ter aquela atitude e no fim vai contra a amiga daquela forma, vamos ver o que o terceiro livro nos revela desta personagem.
Os piratas conquistaram-me.
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Ao inicio custou-me a entrar no ritmo, já não me lembrava de algumas coisas do primeiro livro e não estava com espírito para o reler antes de começar este. Mas à medida que fui relembrando, que vi Leo passar de uma menina mimada a uma jovem marinheira corajosa, comecei a sentir uma ligação maior com ela e com a maioria da tripulação do Rouxinol e um ponto muito bom deste livro é que consegue fazer-nos sentir como se estivéssemos mesmo lá. As personagens são coloridas e preenchidas e a partir de meio do livro, já me sentia completamente imersa nele. Tenho de dizer que gostei mais deste que do primeiro devido a acção não estar tão dispersa e ao amadurecimento das personagens. O fim, apesar de não ser tão caótico como noutros livros, deixou uma grande interrogação que me vai fazer ir a correr comprar o terceiro livro.
Li este segundo livro em 12 horas. Acho que não seria necessário dizer mais nada.
Muito melhor que o anterior! Sandra de Carvalho tem este dom de nos manter colados à história. Tinha de me obrigar a largá-la de vez em quando. Gostei da introdução com o Açor, gostei de ler as cenas da sua personagem, ainda que breves. Tive pena do pequeno afastamento das amigas neste livro pois gostei bastante da sua ligação no primeiro livro. Adoro o personagem do Corvo, o seu sarcasmo e autoridade. Gostei muito de saber mais do seu passado e como a sua relação com o "nanico" se desenvolvia. Agora que o segredo foi desvendado, estou bastante curiosa para saber o que acontece! Escusado será dizer que irei já ler o terceiro volume pois esta história cativou-me bastante!
O segundo livro das "Crónicas da Terra e do Mar" é literalmente uma aventura sob o Atlântico 😊 A história continua a bordo do barinel "Rouxinol", onde no meio de ação, momentos de tensão, alegrias e tristezas há espaço para aprender sobre "a vida do mar": técnicas de navegação, a constituição da embarcação e suas funcionalidades, o dia a dia da tripulação e dos diferentes postos que ocupam.
Um merecido 5*. Leitura fluída, sem momentos aborrecidos, incrível evolução da protagonista Leonor, mistérios desvendados na dose certa... Estou muito empolgado para inciar o próximo livro destas crónicas.
Neste 2º volume da trilogia "Filhos do vento e do mar", Sandra Carvalho continua a descrever-nos as aventuras de Leonor e Guida. Desta vez ambas embarcam a bordo do "Rouxinol" e vivem muitas aventuras com estes piratas castiços. Mais uma vez a magia do nó eterno ajuda Leo a evoluir. Estes livros da Sandra Carvalho são ideais para o público juvenil. Muito bem escritos, num bom português apresentam-nos personagens cativantes e bem exploradas.
Depois de um primeiro livro até bastante empolgante e inesperado, este segundo livro é "o livro do meio": não há praticamente história, a leitura inteira é passada a conhecer os piratas e o treino do "novo membro" da tripulação. Nada mais. A própria história que se começa no primeiro livro (por sinal bastante épica) é colocada de parte em prol de uma aventura muito "básica".
O terceiro livro trará certamente tudo o que este interlúdio não trouxe (ou seja, trará mesmo tudo).
4,5 estrelas - sequela brilhante - lembra os Piratas das Caraíbas - Leonor tem as suas razões para aparvalhar, mas no fim é Guida que me tira do sério - impossível parar de ler, teria acabado mais cedo não fossem outras obrigações
Se no primeiro livro eu achava que a Leonor não era uma personagem que se adequava à minha personalidade... Neste segundo livro tive que morder a língua! O crescimento dela é fascinante! Não pode mesmo negar a sua herança de sangue e que é filha do Açor! Quer mostrar do que é capaz, e a sua força de vontade é inabalável.
Gostei de saber mais sobre o misterioso capitão Corvo, como é possível a Sandra ter tanto talento para criar personagens cativantes??
Todos os piratas/marinheiros do Rouxinol tem algo de especial, Leonor cresce bastante com eles! É incrível que tenhamos personagens tão boas que nos façam querer saber mais e mais! Uma desilusão ... foi a Guida... juro que estava a irritar-me com ela... ainda que as suas atitudes, na sua ótica, fossem mais do que justificadas.
Adoro as histórias de piratas, adoro as suas aventuras no atlântico, adoro tudo sobre o barinel Rouxinol!
A época dos descobrimentos é fascinante, e ler este livro que consegue conjugar fantasia com história de forma tão deliciosa é brutal!
Gostei ainda mais que do primeiro Uma verdadeira aventura de piratas Cheia de emoção, lealdade, honra, traições Lutas e espadas Adorei Ansiosa pelo terceiro volume
A aventura começa! E, é tão deslumbrante e entusiasmante. O arco da personagem principal é brilhante, e apesar de no início a sua arrogância e persistência em ser irritante e preconceituosa, me incomodar profundamente, os piratas, o vento, e o mar, e um capitão de olhos verdes vão mostrar-lhe o que está escondido no seu sangue e torná-la numa guerreira, numa deles, uma pirata. As estórias dos piratas e, especialmente, do Corvo são grande parte do apelo do livro. Todos os personagens me entraram no coração, só a Guida me desiludiu. Também gostei bastante de ler as referências à cidade que adoro e em que vivo, Sesimbra, e à cidade onde nasci e vivi 18 ano, à cidade que é o meu coração, Lagos. Mal posso esperar pra ler o próximo livro e ver o que vai acontecer à Leo e ao Corvo, e aos seus inimigos, e claro ver Leo conhecer o pai.
Se no volume anterior somos apresentados a Leonor e Guida e seguimos o seu percurso desde que saem de Águas Santas para fugir a Tomás Rebeli, neste volume passamos o tempo quase todo a navegar.
Leonor, agora escondida sobre a identidade falsa de Leo vai ter de mostrar o que vale e evidenciar junto de toda a tripulação que é digna de ser filha do Açor. É brutal a evolução desta personagem ao longo de todo o livro e a forma como a tripulação começa a encará-la como um deles.
No meio do mar, Leonor vai ter de mostrar a sua garra, a sua determinação e convencer Corvo de que merece a sua confiança. As desavenças com o capitão são constantes mas são também episódios engraçados e que nos divertem ao longo da narrativa.
A amizade de Guida e Leonor será também posta à prova. Os desafios sucedem-se e nem sempre as amigas conseguem compreender a posição uma da outra, o que gera sucessivas discussões e desentendimentos.
Ao longo deste livro, também eu me senti uma pirata e senti que fazia parte da tripulação. Com o tempo, assim como Leonor, também eu aprendi a gostar de todos eles e a querer fazer parte das suas aventuras em alto mar. Cachalote conquistou o meu coração, assim como Gavião e Corvo. Cada um deles com as suas idiossincrasias.
Tendo um registo bastante diferente do primeiro livro da saga este livro consegue, igualmente, manter-nos sempre colados à nareativa e com mais sede de mar e aventuras. Um bom pronuncio para o volume seguinte das Crónicas da Terra e do Mar.
Eis que, três desesperantes anos depois, surge a tão aguardada continuação de O Olhar do Açor; mais posso dizer que o desenlace vem no seu encalço dentro de um mês! É completamente impossível resistir e ficar indiferente à escrita de Sandra Carvalho e este volume, carregado de atribulações, revelações, mal-entendidos, narra a viagem na qual, em parte, Leonor e Guida se vêem forçadas a embarcar para sobreviver. É então que Leonor descobre capacidades que desconhecia, à medida que descobre que, de certo modo, a sua história se entrelaça com a dos piratas que tanta aversão lhe causavam, tornando-se mais forte ao abraçar o legado paterno; ao passo que Guida se torna medrosa e cautelosa demais, tornando quase excessivo o seu ensejo de proteger a amiga. Agora que a verdade foi revelada, o que será que irá acontecer antes do fim da viagem? Tomara que a providência do destino não se engane e o próximo volume leve esta história a bom porto!
Obrigada a entrar na embarcação de Corvo, o temível pirata, disfarçada de homem, Leonor não podia estar em piores lençóis... ou assim pensava ela! Ocupada a tentar manter a sua farsa, fingindo ser um homem e estar noiva de Guida, com medo dos marinheiros que a acompanham, e tentando desesperadamente arranjar uma maneira de voltar para casa e alcançar a sua vingança, Leonor é confrontada com a verdade: é filha de Açor. Revoltada com as atitudes da mãe no passado e com a herança da magia do seu verdadeiro pai a rapariga vê-se ainda frente a frente com a possibilidade de se tornar amiga dos marinheiros que tanto a assustavam e dos sentimentos que certos membros da tripulação vão despertar em si e em Guida. O que fazer? Em quem confiar? Deverá deixar-se levar pela hipótese de se encontrar entre novos companheiros e contar-lhe a verdade sobre quem é realmente ou continuar a sua mentira e tentar voltar para casa? A não perder!