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Cão Como Nós

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Cão Como Nós: Não era um cão como os outros. Era um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, ou mais que o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era cão como nós.

127 pages, Paperback

First published September 1, 2002

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About the author

Manuel Alegre

76 books71 followers
MANUEL ALEGRE nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Fez os estudos secundários no Porto, altura em que fundou, com José Augusto Seabra, o jornal Prelúdio. Do Liceu Alexandre Herculano, do Porto, passou a Coimbra, em cuja Universidade foi estudante de Direito, de par com uma grande actividade nas áreas da política, da cultura e do desporto. Destacado elemento dos movimentos estudantis, fez parte da Comissão da Academia que apoiou a candidatura de Humberto Delgado a presidente da República; foi um dos fundadores do Centro de Iniciação Teatral da Universidade de Coimbra (CITAC) e membro do Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), foi ainda director do jornal A Briosa, redactor da revista Vértice e colaborador da Via Latina; praticante de natação, representou a Académica em provas internacionais.

Em 1962, foi mobilizado para Angola, tendo aí participado numa tentativa de revolta militar, pelo que esteve preso no forte de São Paulo de Luanda, cárcere onde conheceu Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Libertado da cadeia angolana, foi desmobilizado e enviado para Coimbra em regime de residência fixa. Em 1964, exilou-se para Argel, onde viveu dez anos. Ali seria dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN), presidida por Humberto Delgado, e principal responsável e locutor da emissora de combate à ditadura de Salazar, A Voz da Liberdade. Após o 25 de Abril, regressou a Portugal, passando a dedicar-se à política no seio do Partido Socialista de que é membro da Comissão Política. Foi Secretário de Estado da Comunicação Social e Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro para os Assuntos Políticos do I Governo Constitucional (1976-1978), deputado à Assembleia da República (1976-2009) e membro do Conselho de Estado, do Conselho das Ordens Nacionais e do Conselho Social da Universidade de Coimbra. Em 2006 foi candidato à Presidência da República, obtendo 20,7% dos votos, tendo-se recandidato em 2011, onde obteve 19,7% dos votos.

Foi o primeiro português a receber o diploma de membro honorário do Conselho da Europa. Entre outras condecorações, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (Portugal), a Comenda da Ordem de Isabel a Católica (Espanha) e a Medalha de Mérito do Conselho da Europa.

Como poeta, começa a destacar-se nas colectâneas Poemas Livres (1963-1965), publicadas em Coimbra de par com o «Cancioneiro Vértice». Mas o grande reconhecimento dos leitores e da crítica nasce com os seus dois volumes de poemas, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), logo apreendidos pelas autoridades, mas com grande circulação nos meios intelectuais. Começando por tomar por base temática a resistência ao regime, o exílio, a guerra de África, logo a poesia de Manuel Alegre evoluiria num registo épico e lírico que bebe muito em Camões e numa escrita rítmica e melódica que pede ser recitada ou musicada. Daí ser tido como o poeta português mais musicado e cantado, e não só em Portugal, mas também, por exemplo, na Galiza (Grupo «Fuxan Os Ventos») e na Inglaterra (Tony Haynes, BBC). Daí Urbano Tavares Rodrigues: «Os dois grandes veios que alimentam a poesia de Manuel Alegre, o épico e o lírico, confluem numa irreprimível vocação órfica que dele faz o mais musical (e o mais cantável) dos poetas portugueses contemporâneos.»

Estreando-se na ficção com Jornada de África, em 1989, Manuel Alegre não deixa de arrastar para a prosa e pela prosa a sua vocação fundamental de poeta. «A poesia é a sua pátria», lembra Marie Claire Wromans, e confirma-o a prosa de A Terceira Rosa.

Para além das revistas e jornais já citados, Manuel Alegre tem colaboração dispersa por muitos outros jornais e revistas culturais, de que destacamos: A Poesia Útil (Coimbra, 1962), Seara Nova, o suplemento do Diário Popular «Letras e Artes», Cadernos de Literatura (Coimbra, 1978-), Jornal de Poetas e Trovadores (Lisboa, 1980-) e JL:

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87 (5%)
1 star
27 (1%)
Displaying 1 - 30 of 142 reviews
Profile Image for Maria Espadinha.
1,165 reviews520 followers
July 11, 2025
Cães como Eu


Esta leitura foi um reencontro com os cães que entraram pela minha vida.

Comoveu-me 🥲
Profile Image for Luís.
2,387 reviews1,385 followers
September 14, 2025
This book explores the bond between people and dogs. When I finished reading the book, I even cried. It is a magical story. I recommend this book to everyone who believes in true friendship!
Profile Image for Ana.
Author 14 books218 followers
April 16, 2021
"(Sei que andas por aí, oiço os teus passos em certas noites, quando me esqueço e fecho as portas começas a raspar devagarinho, às vezes rosnas, posso mesmo jurar que já te ouvi uivar, cá em casa dizem que é o vento, eu sei que és tu, os cães também regressam, sei muito bem que andas por aí.)"

Há livros que nos marcam por variadíssimos motivos, que nos entusiasmam a ponto de não conseguirmos parar de falar ou de pensar neles.

E depois há livros como este. Que nos calam e deixam de cara molhada.
"Cão como Nós" foi assim para mim.
Profile Image for Rita.
912 reviews189 followers
June 10, 2017
Nunca tinha tido curiosidade para ler Manuel Alegre, mas como foi o vencedor do Prémio Camões 2017 resolvi pegar neste Cão Como Nós e dar-lhe uma hipótese.
Ainda bem que o fiz porque adorei a prosa poética do autor.

Quanto ao livro, mais do que uma homenagem, é uma declaração de amor a Kurica.

Como nós eras altivo
fiel mas como nós
desobediente.
Gostavas de estar connosco a sós
mas não cativo
e sempre presente-ausente
como nós.
Cão que não querias
ser cão
e não lambias
a mão
e não respondias
à voz.




Profile Image for Marta Xambre.
254 reviews29 followers
June 14, 2022
"Cão como nós" é, acima de tudo, uma declaração de amor. A homenagem que Manuel Alegre faz ao seu cão falecido neste pequeno livro é bela e enternecedora.
A importância do canídeo na sua vida e na vida da sua família é deliciosamente explícita através de episódios que conta desde o nascimento do cão até ao seu falecimento.
O comportamento humanizado do Kurika e a sua personalidade é, sem dúvida, a alma do livro e as melhores recordações que o autor manifesta nestas páginas.
Pensamentos, sensações, comoção estão, também, muito presentes. Manuel Alegre dirige-se ao seu cão, mas não obtém resposta, só sinais...
Gostei muito, este livro só peca por ser tão pequeno. Queria saber mais do Kurika... 😊❤️
Profile Image for Joana Fernandes.
112 reviews24 followers
February 20, 2016
Há muito tempo que queria ler este livro. Há muito tempo que queria ler um livro de Manuel Alegre.
E eis quando surge este mesmo título por entre os meandros de um fim-de-semana, ali, disponível, pegar ou largar. E eu peguei.
Trata-de de um livro pequeno, que se lê rapidamente, e que conta, sob a forma de curtos relatos, a relação que se foi construindo entre o autor e o seu cão ao longo do tempo. Como acontece com este tipo de relação em particular, entre humano e canídeo, primeiro estranha-se, depois entranha-se, depois morre-se de amor. E morre-se mais tarde de desgosto, quando essa relação se perde. Fica o amor.
Tudo passa, como um rio. E o que fica, perguntaram a Alegre numa recente entrevista. E responde ele: fica o que passa.

Quem teve ou tem um cão saberá do que estou a falar.


Não era um cão como os outros. Era um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, ou mais que o nosso cão, um cão que não queria ser cão e que era cão como nós.

Palavra de poeta. Palavra de humano rendido.
Recomendo vivamente.
Profile Image for Bruna.
58 reviews13 followers
November 28, 2014
um cão que foi o companheiro de uma família, partilhando as suas alegrias e tristezas. li-o com um sorriso no rosto, lembrando a minha cadela recentemente falecida, reconhecendo paralelismos que só demonstram o facto de os cães serem os nossos melhores amigos e "cães como nós".
Profile Image for Ricardo Santos.
41 reviews14 followers
February 27, 2023
Um pequeno, mas muito muito bonito livro..

"(Sim, cão, eu sei que é difícil, não só para ti mas para aqueles de quem mais gosto, não posso fazer nada, não estou a ouvir ou estou a ouvir outras vozes, estou e não estou, mas é por isso que te pressinto e sei que estás aí, se não fosse como sou já tinhas morrido completamente.)
Profile Image for Margarida.
146 reviews47 followers
July 14, 2014
Simplesmente ternurento! Delicioso! Grande tributo ao melhor amigo do Homem!
Tocou-me especialmente, talvez por a minha "piquena" ser um "Cão como nós"!
Adorei!
Recomendo a quem tem cão e... a quem não tem cão!
Profile Image for Filipa Ribeiro Ferreira.
473 reviews15 followers
July 1, 2024
Pelos vistos em agosto de 2018 eu já tinha lido este livro e considerei-o 3 estrelas. Reli-o hoje, enquanto a família nervosa assistia ao jogo de Portugal, com o cão também nervoso buscando abrigo no meio das minhas pernas e não consigo dar menos de 5 estrelas. Porque será? O cão nestes seis anos que passaram estreitou relações comigo? De certeza que não.
Profile Image for Inês Honório.
114 reviews8 followers
May 5, 2024
Que delícia. Lê-se em meia hora, é mesmo curtinho mas muito bonito. Que bela homenagem a este cão. Emocionei-me no final.
Profile Image for Diana Melo.
39 reviews2 followers
May 4, 2022
Este livro tem um espaço particular no meu coração porque descreve com bastante detalhe aquilo que era o meu cão num momento em que seria inevitável perdê-lo.Ficam estas palavras como recordação.
Profile Image for Anna L.
165 reviews37 followers
April 24, 2021
Também tenho uma epagneul Breton, branca e castanha, e identifiquei me tanto com este livro 🤍
Profile Image for Margarida Magalhães.
95 reviews11 followers
December 15, 2025
Terminei o ano com a melhor das companhias, uma leitura sobre o animal mais amigo do Homem: o cão. Ou não fosse eu uma team dog 🐕😊
Profile Image for Sara.
617 reviews67 followers
June 14, 2013
Cão como nós de Manuel Alegre é uma novela curta mas com aquilo que é necessário para admirar um livro deste tipo. Kurica, cão do narrador, é um cão que muito provavelmente tem características semelhantes aos nossos cães, e é isso que o torna tão especial para nós, leitores, não só nos identificamos com o animal como com o dono.
Manuel Alegre conseguiu descrever o seu cão e a relação com ele de uma forma bonita. Capítulos curtos mas com substância, quase como se o narrador estivesse a escrever um diário sobre o seu cão.
Os nossos animais domésticos, principalmente os cães (apelidados de melhores amigos do homem) estabelecem uma relação com os donos muito semelhante às relações entre os seres humanos, só lhes faltando a fala, deixando marcas em nós como gente.
Recomendo!
Profile Image for Inês Lóio.
120 reviews5 followers
August 30, 2021
“(Sei que andas por aí, oiço os teus passos em certas noites, quando me esqueço e fecho as portas começas a raspar devagarinho, às vezes rosnas, posso mesmo jurar que já te ouvi a uivar, cá em casa dizem que é o vento, eu sei que és tu, os cães tambem regressam, sei muito bem que andas por aí.)”
Profile Image for Mariana.
708 reviews28 followers
August 6, 2017
Quem ama ou já amou um cão vai entender este livro.
Profile Image for Vanda.
15 reviews8 followers
February 11, 2021
Livro muito bonito, especialmente para quem gosta de animais, neste caso específico trata-se de um cão :) Recomendo a sua leitura.
Profile Image for Cláudia.
26 reviews2 followers
August 11, 2024
Não pude desviar o olhar deste pequenino livro, assim como não podia desviar o meu olhar do dele. Um (re)despertar da saudade que habita em mim desde que se foi. Há a vida antes de um cão e há a vida depois de se perder um melhor amigo.

“(Há momentos em que parto para não sei onde. Navegação espiritual. Ou dispersão na terra abstracta, a única que se vê quando não se vê. São as grandes caçadas dentro de mim mesmo, a busca da magia perdida, uma palavra cintilante, uma perdiz imaginária, um sopro, um ritmo, uma espécie de bafo. Como o teu. Às vezes sinto-o, outras não. Mas sei que estás aí, algures, enroscado na minha própria solidão.)”
Profile Image for Érica Moreira.
41 reviews4 followers
July 26, 2025
O meu pai colocou-me este livro na mesinha de cabeceira para curar uma má leitura que tinha recentemente lido. Também eu tive vários epagneul breton e, portanto, foi fácil conectar-me com o livro, com a mensagem e emocionar-me com o final. Gosto muito de Manuel Alegre e a leitura foi leve, mas sentida.
Profile Image for Susana.
50 reviews
July 7, 2024
Porque também tenho uma cadela como nós, senti o peso da poesia nas palavras e toda a energia do amor que emana.
Profile Image for Rita Carmelo.
57 reviews1 follower
December 1, 2025
Hoje, conheci o Amarelinho, um cão abandonado à berma da estrada, com uma paulada na cabeça, com certeza dada por alguém que não merece partilhar o mundo com o ser maravilhoso que é o cão.

O Amarelinho é hoje um cão feliz. Após enchê-lo de mimo, peguei neste pequeno livro que reli ao fim de 23 anos. Adoro este livro e todas as memórias que o Kurika inspirou à partilha. Não merecemos os cães.
Profile Image for Cristina Torrão.
Author 9 books24 followers
October 28, 2016
Todos os amantes de animais gostarão de ler este pequeno grande livro de Manuel Alegre. Mas também o aconselho a pessoas que nada têm a ver com animais, principalmente, a quem não entende como se pode considerar um animal um membro da família. A escrita poética e assertiva do autor torna evidente, em poucas palavras, o facto de também os cães terem sentimentos e conseguirem comunicar de forma incrível com os humanos.

«- Fiteiro, disse eu numa dessas ocasiões.
- Como tu, retorquiu Joana, minha filha. Tu também fazes fitas, pai, às vezes amuas para chamar a atenção ou para que a gente te dê mimos, o cão percebe isso tudo. E os manos fazem a mesma coisa. Até a mãe. O cão imita-nos a todos, tudo o que ele faz é para que se repare nele e se lhe dê mais carinho. Não é por ser cão que ele não tem sentimentos». (p. 49)

O cão de que fala este livro já morreu e Manuel Alegre, que, no início, não o queria conceber como membro da família, acaba por lhe prestar esta homenagem, dando-nos pequenos episódios marcantes de um animal que, segundo ele, «queria ser gente», «cão como nós».

«Quando envelheceu, passou a ter mais relutância em meter-se dentro de água. Se a minha mulher se afastava um pouco mais, ele abocanhava a toalha, atirava-a ao ar e começava a ladrar. Se ela nadava a favor da corrente, ele vinha pela margem fora de toalha na boca. Era uma cena que se repetia e começava a juntar pessoas que vinham ver aquele cão que trazia na boca a toalha da dona como forma de lhe dizer que o seu lugar era em terra. Então eu tinha ternura pelo cão. A agitação dele era uma forma de amor. Um amor atento, aflito e vigilante. Estou a vê-lo na praia, de toalha nos dentes. Cão bonito, apetece-me dizer». (p.65)

O Kurika foi um cão que conquistou o seu lugar dentro de casa, junto da sua família. E Manuel Alegre dá-nos momentos magistrais:

«Creio que ele também gostava da música da poesia, da alquimia do verso, da litania e da celebração mágica que todo o poema é. Algo que os bichos talvez entendam melhor do que os especialistas de literatura.
Às vezes, eu dizia-lhe aquele fabuloso verso de Camilo Pessanha:
«Só incessante um som de flauta chora.»
E ele arrebitava as orelhas. Tenho a certeza de que estava a ouvir a flauta». (p. 104)

Um livrinho que se lê em duas horas, que faz as delícias dos amantes dos cães e que ensina muito a todos os outros.

P.S. Podia fazer-se uma edição ilustrada. Aqui fica a sugestão.
Profile Image for Mistery.
79 reviews66 followers
July 13, 2015
É um livro bastante pequeno, atrevo-me a dizer que se lê, no máximo, numa hora. Muitas páginas não têm texto, a fonte da letra é grande, muito capítulos só têm uma página e essa mesma página começa sempre abaixo do meio. Basicamente, o espaço ocupado pela texto é menor que todos os espaços em branco das páginas (muito papel para muito pouco).
Este livro conta a história de um cão, Kurika, que queria ser tratado como gente. Era um cão desobediente, mas muito ligado à família, à exceção do seu dono, narrador desra obra, com quem partilhava uma relação complicada. São pequenos momentos deste cão em inúmeros momentos da sua vida. É um livro com uma escrita simples, que retrata o amor de um cão, a sua ligação ao homem e como poderá ser ele afinal "o melhor amigo do homem". É a história de um cão que era «cão como nós». É um livro bonito, para quem ama cães, como eu, e também para quem gosta, mas não adora, no entanto, não é o livro mais belo sobre este tema e para os apaixonados por estes seres peludos de quatro patas e língua sempre de fora. Porém, no geral, gostei bastante de conhecer Kurika, lembrou-me muitas vezes a minha cadela e algumas das suas atitudes mimadas e fofinhas, como querer dormir na cama dos donos, e pedir constantemente carinho e atenção.
Enfim... é um livro sobre um cão querido, rebelde, dedicado, carinhoso e que, como muitos outros "ama mais o seu dono que a si mesmo". Merece as três estrelinhas.
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