Para não dizer adeus marca o retorno de Lya Luft à poesia - normalmente escrita a margem de algum romance, como se uma de suas personagens escrevesse com sua mão invisível - é só na forma de expressar de maneira diferente a sua arte, apenas mais um jeito de dizer tudo o que diz a sua prosa, sem perder a intensidade, a inquietação ou a beleza que marcam todos os seus textos. Como diz a autora: "É natural ter várias possibilidades de expressão, como um pintor emprega aquarela, óleo acrílico, esculpindo ou desenhando. A gente abre portas, espia, apanha, e usa o que ajuda a ver melhor, a respirar melhor. Muda, deve mudar; volta, pode voltar: importam a liberdade de ação e a fidelidade à arte - essa que não admite interferências nem faz concessões." Mais uma vez, os leitores de Lya encontrarão aqui material para reflexão de questões do seu cotidiano: a relação entre pais e filhos, a relação entre amantes, o medo da morte, as dificuldades em aceitar as perdas, as amarras que, muitas vezes , nos impedem de ousar e amadurecer.
Lya Luft was a Brazilian writer, a novelist, a poet, a prolific translator (working mostly in the English-Portuguese and the German-Portuguese language combinations) of German descent. She was also a college professor of linguistics and literature.
Foi meu primeiro contato com a autora, ainda espero ler outros livros dela. Mas gostei desse primeiro contato. Não tenho muito costume de ler poemas ou poesias, então foi uma experiência diferente. É até difícil de definir, porque o critério de avaliação acaba sendo outro. Porém foi uma leitura boa, me trouxe algumas reflexões, bons sentimentos e a vontade de querer ler mais poemas e poesias, me encontrar mais nesse tipo de escrita também.
4,5 ⭐ nossa, teve uns aqui que bateu FUN-DO, e mesmo aquele que não bateram, são muito bons
"13. AVISO
Se me quiseres amar, terá de ser agora: depois estarei cansada. Minha vida foi feita de parceria com a morte: pertenço um pouco a cada uma, pra mim sobrou quase nada.
Ponho a máscara do dia, um rosto cômodo e simples, e assim garanto a minha sobrevida.
Se me quiseres amar, terá de ser hoje: amanhã estarei mudada."