Este é o livro que inaugurou a turma do gordo. Seu Tomé é um homem bom, proprietário de uma fábrica de figurinhas de futebol. Existem as fáceis e as difíceis, fabricadas em menor quantidade. Quem enche o álbum ganha prêmios realmente bons. Mas surge uma fábrica clandestina que fabrica as figurinhas difíceis e as vende livremente. O número de álbuns cheios aumenta e seu Tomé não tem mais capacidade de dar todos os prêmios. Há uma revolta, as crianças querem quebrar a fábrica. Edmundo, Pituca e Bolachão, e mais adiante, Berenice, entram em cena para descobrir a fábrica clandestina. Acontece que não se trata de simples bandidos. A quadrilha é chefiada por um gênio do crime. A cabeça do gordo é posta para pensar, travando-se um espetacular duelo de inteligências, que começa pelo incrível sistema de seguir pelo avesso. Um livro que, de saída, conquistou o Brasil. O Gênio do Crime foi lançado em 1969. Sem tarde de autógrafos, sem publicidade ou cobertura de mídia, apareceu de repente nas livrarias. Rapidamente as crianças se apaixonaram e as edições foram se sucedendo. Conforme as crianças cresciam, as que vinham atrás se apaixonavam e isso nunca terminou, continua até hoje. Já virou rotina para o autor encontrar crianças com antigas edições nas mãos porque o pai e a mãe quando pequenos leram também. São os filhos e netos d’O Gênio do Crime. Os bisnetos estão chegando.
Eu li esse livro quando eu tinha 11 anos de idade, no ido porém lembrado ano de 1990. Eu era um ávido leitor e tendia a devorar qualquer livro no qual eu pudesse por as minhas mãos, sem que houvesse a necessidade de ninguém me dar a tarefa de assim fazê-lo. Este, entretanto, eu li a mando da professora de português, para que após lido pudesse virar tema de discussões em sala de aula e trabalhos escritos para ajudar na nota do bimestre. Eu lembro ter gostado muito da história e, traça de livraria que eu sempre fui, ter terminado de ler o livro em menos de um décimo do tempo dado. Apesar de ter gostado da história, alguns elementos não combinaram muito com a criança que eu era. A ideia de sair de casa e ir morar num barraco debaixo de uma ponte (ou seja lá onde for que os meninos da história vão morar temporariamente; 25 anos é muito tempo para lembrar desse detalhe) nunca me atraiu por mais excitante que fosse a aventura. O método de seguir alguém ao contrário me pareceu algo genial e quase me inspirou a fazer o mesmo. Acabei nunca tendo ninguém que merecesse a tentativa. Lembro também que o personagem do detetive inglês, mesmo para o menino de 11 anos que eu era, era excessivamente estereotipado e pouco interessante. Clichê era uma palavra que para mim soava como algo feito para mascar e assoprar entre os dentes fazendo uma bola, e ainda assim o personagem não me soou convincente. Entretanto mesmo com esses poucos defeitos, eu lembro que gostei muito de ler essa história e teria gostado ainda de ter lido os outros livros da série, coisa que nunca fiz porque somente alguns dias atrás, aqui mesmo no site, descobri que eles existem.
Divertidíssimo!! [sem spoiler] Eu que curti Tom Sawyer e Harry Potter já adulto, me divirto muito com livro infanto-juvenil. E esse aqui é muito especial porque li na escola, acho que na 4ª série, e acho que a professora é que lia pra nós. Eu lembrava de muitos pequenos detalhes, foi uma experiência muito massa ler agora, vinte e muitos anos depois, sendo que na escola não chegamos no final! Agora minha vida tá mais completa. xD
É um livro de estreia, super espontâneo, visceral, com gramática meio imperfeita às vezes, CHEIO de gírias de SP de 1969, e ele tá cagando se tu vai entender as gírias, mas sempre dá pra entender, e tudo isso dá um clima muito autêntico, cativante. E os personagens são muito bacanas, peculiares, muito fáceis de gostar.
Relendo com a Filha. Muita coisa hoje é politicamente incorreta e até a linguagem, as expressões são difíceis de entender por ser um livro de +50 anos. Ainda é fantástico, envolvente e a Filha se divertiu horrores.
A Turma do Gordo (e a recente adição da Berenice) estão colecionando figurinhas do álbum dos jogadores de futebol como todo mundo. No entanto, quando um esquema de figurinhas falsas é descoberto, as crianças se envolvem na perseguição do responsável por toda a confusão, o real gênio do crime. Eu entendo perfeitamente como esse livro se tornou um super clássico da época, gostei da experiência de ouvir o livro mais do que acho q teria gostado caso tivesse lido. Me peguei rindo diversas vezes e fazendo algumas caretas de reprovação em outras. Torcendo para a adaptação ser um sucesso!
gente, sou lerda demais! só restavam três páginas deste livro para ler e desde de FEVEREIRO eu simplesmente não li ???? 😂
muito legal ver o quanto o futebol influenciou a série da Turma do Gordo, pois os jogadores mencionados são os que o meu pai viu jogar quando criança/adolescente e ele fala com saudade o quanto os jogadores da época eram talentosos.
já tinha lido dois livros da série na escola e lembro de rir muito. o mesmo aconteceu agora, dei risada alta em várias partes, porém no geral com o tema de figurinhas de futebol tão presente um leitor apaixonado pelo esporte curtiria bem mais.
Extremely simple, absurdingly enjoyable. Good plot, but not very developed characters. But the overall it has a handful of clever twists and schemes. The ending had some heatbreaking parts that made me think, but it was really straightfoward to me.
Didn't like much the describing parts, as some of them seem to be just to make a thicker book (that is not thick)
Li este livro quando criança e agora para os meus filhos, um capitulo por noite. Adoramos a leitura e a experiência. A história e a escrita me mostraram como as coisas mudaram nos últimos 30 anos, mas o livro continua emocionante e muito divertido.
Uma historia tipo goonies, só que escrito e ambientado no Brasil. Livro lançado em 1969 escrito por um advogado nas horas vagas, vou guardar para meu filho ler quando ficar mais velho, historia bacana que não passa na regra dos 15 anos mas, que dá aquela sensação nostalgica.
Publicado na virada para a década de 1970, O Gênio do Crime é um dos livros mais importantes da literatura infantojuvenil brasileira. A história se passa em São Paulo e mistura suspense e investigação. Tudo começa com a febre de um álbum de figurinhas de futebol. O dono da fábrica oficial, Seu Tomé, entra em desespero quando uma quadrilha clandestina começa a falsificar e vender livremente as figurinhas mais raras. Com o enorme prejuízo e o risco de falência, o empresário pede ajuda a Edmundo e seus amigos para salvarem o negócio e descobrirem o paradeiro dos falsários.
O livro funciona como um retrato fiel dos costumes daquela época. Por causa disso, ele traz comportamentos que eram comuns nos anos 1970, mas que hoje são vistos como preconceito. O uso de apelidos baseados em características físicas aparece o tempo todo. O próprio líder intelectual do grupo, por exemplo, é chamado por todos de Gordo ou Bolachão, e o seu peso é usado constantemente para fazer piadas. O que hoje é combatido como bullying era tratado na época com total naturalidade, sem filtros sociais ou patrulha no vocabulário.
Por outro lado, a obra mostra o lado positivo e saudável da infância daquela geração. As crianças tinham uma liberdade que não existe mais hoje: andavam de bonde pela cidade e investigavam pistas por conta própria. A brincadeira de colecionar figurinhas exigia que os jovens se encontrassem na calçada para negociar, trocar e conversar olho no olho. O futebol de rua, a união entre os amigos e o esforço coletivo para resolver os problemas destacam uma infância ativa, baseada na confiança mútua e na cooperação.
No meio da investigação, Seu Tomé contrata o Detetive Invicto para reforçar as buscas. Ele é um profissional brilhante, conhecido por solucionar todos os seus casos, mas o seu grande diferencial é o seu bom caráter. Em um cenário cheio de trapaças criadas pela quadrilha, o detetive age com muita ética, honestidade e senso de justiça, tornando-se um protetor para os jovens. Sem revelar a identidade secreta do grande vilão da história, o livro prende a atenção do leitor justamente por esse equilíbrio entre a esperteza das crianças, o profissionalismo correto do detetive e os planos do criminoso.
eu sempre quis ler esse livro, mas sempre deixei para depois, eu criança teria adorado ainda mais do que já amei essa leitura, primeiro que o autor não tem medo de tratar as crianças como menos incompetentes, ou burras, então ele mostra o bullying, o crime organizado, os vilões são realmente cruéis, e não uns patetas, e eu realmente comprei toda a ideia, inclusive do dono da fábrica ajudar, e de ter um detetive que se torna amigo deles, todos os personagens são bem colocados, e tem seu papel importante na trama, nada ali está apenas para preencher espaço, e olha que o livro é super curto e rápido de ler, extremamente divertido, eu me peguei rindo várias vezes enquanto lia, e acima de tudo, me diverti pra caralho nessa leitura, agora eu quero ler a série completa.
A história é a seguinte: tem um concurso de quem completar o álbum de figurinhas de futebol ganha um prêmio. Contudo, tem um cambista que vende as figurinhas mais difíceis (que são falsificadas). A partir daí, o dono da fábrica pede ajuda à turma do gordo para desvendar o mistério.
A parte do meio e o final também são muito divertidas com as aventuras de detetive da turminha. Um clássico da literatura infanto-juvenil brasileira!
O livro, por ter sido publicado em 1969, é bem politicamente incorreto, o que é um reflexo de seu tempo. Estou animada para ver o filme que será lançado no ano que vem!
Mto bom, comecei suspeitando do gerente mas ele não tinha nada a ver com a história affs, não teve um plot mas enfim né, amei que eu não tinha gostado do mister mas dps ele virou meu ídolo, um super fofo com os meninos e ótimo detetive. Fiquei com dó do filho do cambista poxa, achei o final meio fraquinho e mto aberto🙄, CADÊ A BERENICE CASANDO COM O BOLACHA 😭😭, mas no geral gostei mto, ameei bjoos 😉 #DigaNãoAosÁlbunsDeFigurinha #BolachaMeuÍdolo #MisterJhonEuTeLovo #Berenice&Bolacha,meuCasal #HateBanheirasDeGás 🙄🙄 #Edmundo&PitucaDateWithMe #Edmundo&Pituca&Bolacha,TheBestTrio
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Quando eu era adolescente li outro livro do autor e gostei bastante, então queria ler esse também, e passando os anos meu gosto literário mudou e até tinha esquecido, mas esse livro apareceu pra mim. E que nostalgia boa que me deu!! Senti como se fosse pré adolescente ainda. A história é bem divertida e gosto de como o autor resolve os mistérios que cria e sempre me engana
Poucos livros me fazem mais nostálgico do que esse. Provavelmente o primeiro romance que li inteiro sozinho. Não lembro exatamente do enredo ou da prosa, e nem pretendo reler, mas o que ele provocou em mim foi a faísca e um futuro leitor inveterado. Inesquecível!
Li esse livro com objetivo de sair de uma tremenda ressaca literária, e posso dizer que adorei a leitura leve e a história viciante. Para alguém que iniciou o hábito de leitura a pouco tempo é uma ótima recomendação.
Essa serie “Aventura da turma do Gordo” marcou várias gerações. Lançado pela primeira vez em 1969, vendeu mais de um milhão de cópias e teve mais de 70 edições. É um clássico que marcou a infância/adolescência de muita gente e segue sendo lido nas escolas. Eu reli recentemente e é fácil entender porque esse livro é um clássico. A história tem crianças e adolescentes como protagonistas e dialoga diretamente com os jovens, suas gírias e seus interesses. Os diálogos são irônicos, bem humorados, e o ritmo da história se mantém do início ao fim.
Mas a obra é produto de seu tempo, e como tal tem termos que não são mais aceitáveis atualmente. Capacitismo, gordofobia, e até um certo racismo estrutural. O personagem Bolachão é constantemente zoado por ser gordo. Na parte em que ele se infiltra numa escola pra desvendar o crime, ele se disfarça de portador de deficiência mental, e termos como “mongoloide” e “meningetico” permeiam vários capítulos. Me causou um desconforto tão grande! Nesses mesmos capítulos ele conhece uma “moreninha muito bonitinha de olho grande e cabelo lisinho”. Nenhum personagem é descrito pela cor de pele, só a tal “moreninha”. Não preciso nem dizer que fica claro o racismo estrutural, né?
Pra mim desceu quadrado e causou muito desconforto. Gostei do ritmo da história em si, mas acho que existem outros livros com ritmo parecido que me agradaram mais.