Com prefácio de Roberto Campos, este é um dos livros mais procurados de José Osvaldo de Meira Penna, cuja única edição havia se esgotado há décadas e agora ganha nova roupagem pela VIDE Editorial.
O auto faz uma análise magistral sobre a alma do brasileiro, dissecando os elementos que a formam e as tendências e traços que lhe são característicos.
Segundo Roberto Campos: “A posição do autor quanto ao problema brasileiro é muito clara. O brasileiro é um tipo afetivo e intuitivo. É dessa constatação inicial e da definição da coletividade brasileira como uma ‘sociedade erótica’ que ele parte para a análise de nossas dificuldades coletivas no terreno da economia, da política e das grandes decisões objetivas”.
José Osvaldo de Meira Penna é um escritor e diplomata liberal brasileiro. É um dos expoentes do liberalismo e do conservadorismo no Brasil, além de ter sido um dos maiores defensores da criação de cursos universitários e de centros de estudos dedicados à análise das Relações Internacionais no Brasil.
Formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, tendo ingressado na carreira diplomática em 1938, na qual permaneceu até 1981, ano de sua aposentadoria. Serviu o país em diversas localidades, tendo chefiado, ao longo de sua carreira, sete embaixadas brasileiras.
Cursou também a Universidade de Columbia (Nova Iorque), o Instituto Carl Gustav Jung de Psicologia (Zurique), e a Escola Superior de Guerra no Rio de Janeiro.
Os primeiros anos de sua vida diplomática foram vividos em Calcutá, Xangai e Ankara. Foi secretário-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores para a Europa Oriental e a Ásia, e embaixador em Israel, Nigéria, Noruega, Equador, Estados Unidos, França e Polônia.
Quando foi nomeado cônsul do Brasil em Calcutá, teve o nome vetado pela Grã-Bretanha, que recusou a concessão do Exequatur, formalidade exigida para que Meira Penna pudesse exercer as funções consulares.
Criou em 1986, com outros intelectuais de inspiração liberal, a Sociedade Tocqueville. Presidiu o Instituto Liberal de Brasília e é membro da Sociedade Mont Pélérin. Foi palestrante e deu aula na Universidade de Brasília, na Espanha, na Argentina, na França e nos Estados Unidos.
Autor de cerca de vinte livros, dos quais se destaca Em berço esplêndido, no qual faz uma aprofundada análise junguiana do caráter da civilização brasileira, Meira Penna é também atuante colunista em importantes periódicos brasileiros e mantém um website na internet.
Uma análise inspiradíssima do embaixador Meira Penna que quase 50 anos depois não perdeu a força. O retrato psicológico que faz do brasileiro e da nossa sociedade não mudou e a história das últimas décadas confirma seu diagnóstico. Fica claro porque, desde o início, a Nova República está destinada ao fracasso. Uma democracia plena com a associação de políticos ignorantes e corruptos e um povo sem educação, com comportamento de massa, não tem como dar certo.