3,5
A princípio os personagens não me agradaram. Gêmeas que cresceram distantes, não fisicamente. Mas em comportamento. Uma, Harper era todo contraste, rebelde, atraente, pintora e famosa, casada com um homem rico e teve dois filhos; a outra, Liz, era comedida, calma e uma sombra ofuscada pela irmã.
Mas, a morte da filha de Harper (Doe)vai trazer algo de bom em meio a dor: a relação de proximidade que não tiveram antes.
Liz vai ao enterro da sobrinha e fica próxima do sobrinho que sofre a ausência da irmã. Calado e triste, não quer muito a aproximação da tia, mas a ausência da mãe, que se afasta viajando para tentar se recurar da dor (fato que me incomodou, porque no momento que o filho mais precisava, ela vai se recuperar da perda da filha preferida e a mais velha). Liz fica com o sobrinho e tenta fazê-lo sentir bem. Ele será o elo que a ligará a David. Este é uma homem que ao perder a mãe, torna-se um apreciador e observador dos astros (daí o título), porque a relação deles cresce num observatorio onde ele vive.
A relação cresce rápida, mas a descoberta de que ele fora amante da irmã, rompe a magia e os sonhos de Liz que esperava e sonhava que conseguiria ser feliz, casada e com filhos. Só após esse rompimento é que as irmãs criarão laços de família, a camaradagem depois de 36 anos. E liz terá que se decidir, então, se perdoa a irmã e a ele por não contar a verdade.
David cansado de esperar se afasta dela. A vida segue... Mas Harper, convida-a para a exposição da sobrinha e faz uma surpresa para irmã: Um retrato de Liz, uma Liz luminosa e cheia de vida (Do momento em que estava com David) e então, será Liz que terá que recuperar o amor perdido.