«Muito bem. Uma história à deriva. Novela erótica, dizia-me você! E o que vejo? Um ladrão a dissertar como sociólogo de esquerda arcaica, metendo a aiveca no campo da literatura policial. Depois queixe-se: editores saprófitas, fogem como o demo da cruz se farejam autor imberbe na porfia da glória. Assim, Herberto, você não mata caça e enxota o freguês... Oiça, ainda vai a tempo, nefelibata usa-se em sentido figurado. Desça ao mundo, homem!»
FRANCISCO DUARTE MANGAS nasceu em Rossas (Vieira do Minho), em 1960. É licenciado em História, jornalista de profissão (O Primeiro de Janeiro, Diário de Notícias), romancista premiado (Diário de Link, 1993; Geografia do medo, 1997; A morte do Dali, 2001; O coração transido dos Mouros, 2002, etc.), contista e poeta (Pequeno livro da terra, 1996; Transumância, 2002, etc.), Francisco Duarte Mangas é também autor de uma obra no domínio da literatura para a infância, repartida pelo conto, pelo conto em formato de álbum e pela poesia. Vários dos seus livros para adultos foram traduzidos e editados em Espanha e na Itália.