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Distraídos Venceremos

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Última obra poética publicada em vida, Distraídos venceremos foi lançado em 1987 e rapidamente se tornou um clássico contemporâneo. Para a poeta Alice Ruiz — a quem o livro é dedicado —, embora o título desta seleta escrita ao longo de quatro anos remeta ao livro anterior, Caprichos e relaxos, “o teor dos poemas aponta para um maior ceticismo”. Estão aqui a experimentação, a coloquialidade e o constante diálogo com as poesias concreta e marginal, além do flerte com a cultura oriental, que marca a parte final do volume. Incluído em Toda poesia, Distraídos venceremos traz Leminski em sua melhor forma: “Tudo o que eu faço/ alguém em mim que eu desprezo/ sempre acha o máximo.// Mal rabisco,/ não dá mais pra mudar nada./ Já é um clássico”.

96 pages, Paperback

First published January 1, 1987

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About the author

Paulo Leminski

53 books156 followers
Paulo Leminski Filho (Curitiba, August 24, 1944 – Curitiba, June 7, 1989) was a Brazilian poet and writer. He took pride in being of mixed Polish and African descent.
His first small-press collection came out in the late 1970s. Although he never finished college, by the 1980s he knew Japanese, French, and English well enough to do translations. His most noted renderings are of Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Beckett, and Yukio Mishima. He also helped to produce a number of albums and was said to have taught judo.
Leminski was a prolific poet, wrote experimental prose / essays, occasionally wrote songs, and was a cultural agitator. He was the leading voice of his generation, having followed different paths of Brazilian lyric from the early 1960s through the late 1980s. His style of poetry has been compared to that of American poet e. e. cummings (song writer / singer Luciana Souza on the Tom Schanbel show on KCRW 89.9 fm 06/24/2009). He contributed to the journal Invenção, while still a teen and would maintain a strong sense of visuality and layout in his poetic output. Some of Leminski's poetry of the late 1970s/early 1980s has been linked to the controversial labe of poesia marginal. But his dedication to resolution in language set him apart. His collections Caprichos & Relaxos (1983) and Distraídos venceremos (1987) are landmarks. In the latter, his rigor and intertextual urges are clear. A neo-baroque narrative, Catatau (1975), has become a cult book. His home town Curitiba has sponsored a yearly celebration of his legacy and cultural vibrancy in Brazil. The event's name Perhappiness is taken from a one-liner by the poet.

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1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 22 of 22 reviews
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,738 reviews
December 24, 2016
Merda e ouro

Merda é veneno.
No entanto, não há nada
que seja mais bonito
que uma bela cagada.
Cagam ricos, cagam pobres,
cagam reis e cagam fadas.
Não há merda que se compare
à bosta da pessoa amada.
Profile Image for Márcia Figueira.
140 reviews3 followers
January 11, 2021
“ATÉ MAIS

Até tu, matéria bruta,
até tu, madeira, massa e músculo,
vodka, fígado e soluço,
luz de vela, papel, carvão e nuvem, pedra, carne de abacate, água de chuva, unha, montanha, ferro em brasa,
até vocês sentem saudade,
queimadura de primeiro grau,
vontade de voltar pra casa?

Argila, esponja, mármore, borracha, cimento, aço, vidro, vapor, pano e cartilagem, tinta, cinza, casca de ovo, grão de areia, primeiro dia de outono, a palavra primavera, número cinco, o tapa na cara, a rima rica, a vida nova, a idade média, a força velha, até tu, minha cara matéria,

lembra quando a gente era apenas uma idéia?”

Profile Image for PS.
58 reviews
April 2, 2024
É tão bom ler Leminski qu’eu daria o céu cheio de estrelas pra esse - distraídos venceremos- .
Talvez seja Paulo, o único sulista que simpatizo, foi ele e Ana C. que me apresentaram a poesia tal qual como a concebo. É incrível, Leminski é bicho-poeta solto, se guia pela palavra exacta, é mordaz, é único, é nosso salvador da pátria.
Viva
Viva
Viva
O Leminski ermitão
Pra sempre em meu 🤍
Profile Image for Leila Mota.
659 reviews6 followers
January 9, 2021
Não entendo de poesia nem é meu gênero favorito, mas adorei esse livrinho (o diminutivo é só pelo tamanho, ñ pelo valor ou qualidade). Nem sei falar sobre ele, só sei que me encantou a forma como o poeta encaixa palavras que fazem sentido de um jeito inteligente e delicado. Me perguntava a cada poema lido como é possível alguém ter esse tipo de talento e raciocínio, juntar palavras de um jeito que não precisa de sentenças completas para gerar sentimentos, sensações e reflexões no leitor. Senti inveja, confesso, mas uma profunda admiração bem maior.
Profile Image for Natália.
16 reviews3 followers
July 28, 2025
li pela flip e acho que não é pra mim, meio nem fede nem cheira, fede um pouco mais que cheira
Profile Image for Matheus Cunha.
28 reviews
December 15, 2024
uma brincadeira das coisas sérias. no lugar da diversão, expande-se o frescor interessado de uma brisa velha que antecede todos os grandes ventos. a ludicidade da palavra numa tentativa para o imbricado de viver. recolhimento reconhecido da poesia na vida. os sentidos que trazem o mundo de uma maneira que carrega a experiência como forma para existência. reflexão inescapável da potência do dito, expresso como hão de fazer sentido seus efeitos distraídos pela dificuldade de si, mas nunca desinteressados de serem. a vivência dos sentidos significa e nunca se fecha, como se desistisse sabendo que ser dói mais que a vida: se reorganiza na experiência e se faz desejosa de continuar a ser - e é sendo que as palavras são sentidas como poesia. pulsante afetação diante das coisas que ainda surpreendem e pra sempre significam - iminência de vida no ajuste singular da palavra traz uma crescente saudade na forma de sabedoria, que se torna uma razão a ser sentida, um abrigo arquitetonicamente sentimental.
Profile Image for Pedro Santos.
186 reviews8 followers
June 6, 2025
Sabe qual é o pior? Eu não sei muito o que fazer do Leminski. Ao mesmo tempo que alguns poemas são muito charmosos (com aquele ar pueril de uma juventude setentista-oitentista, o verso coloquial despojado contaminado de uma pretensãozinha gostosa), outros poemas me dão um cansaço... Num geral, o impacto é de pouco a nenhum, é um poeta fofo e meio que morre aí. Num geral, lembrando sempre, num geral. Tem poemas afiados sim, mas nem esses me impressionam muito não. Versos legais pra se ler num café, ou sonolento do dia, deitado na cama depois pensando letras.
Profile Image for Anac.
31 reviews
July 8, 2024
eu, hoje acordei mais cedo
e, azul, tive uma ideia clara.
só existe um segredo.
tudo está na cara.


sorte no jogo
azar no amor
de que me serve
sorte no amor
se o amor é um jogo
e o jogo não é meu forte,
meu amor?


eu ontem tive a impressão
que deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos
quem sou eu para falar com deus?
ele que cuide dos seus assuntos
eu cuido dos meus
Profile Image for tH..
93 reviews2 followers
September 20, 2020
eu adoro demais a poesia de Leminski. incrivelmente poético. (minha iniciação à poesia moderna está recheada de seus poemas).
Profile Image for Melissa Class.
71 reviews4 followers
May 6, 2023
Li a edição poesia de bolso, da companhia das letras, achei dois dos meus poemas favoritos do Paulo. Incrível a leveza que esse cara conseguiu trazer pras poesias dele. Amei amei amei.
127 reviews
December 28, 2024
Descobri is haicais de Leminski atraves da agenda da tribo, de quem sou fã até hoje. Li, e reli, várias vezes fui atrás dos outros livros dele. Gosto muito
Profile Image for Gustavo Saraiva.
79 reviews2 followers
June 30, 2025
Primeira vez lendo Leminski. Sempre achei o título do livro genial e o lendo agora eu tenho certeza.
Profile Image for Israel Cedillo.
106 reviews
August 11, 2025
Hubiera deseado conocer la poesia BRasileña antes, pero no me arrepiento de conocerla ahora
Profile Image for jose coimbra.
175 reviews22 followers
February 25, 2017
Minifesto

[...]Vim pelo caminho difícil,
a linha que unca termina,
a linha bate na pedra,
a palavra quebra uma esquina,
mínima linha vazia,
a linha, uma vida inteira,
palavra, palavra minha.
p. 18

Como pode?
[...]
Marginal é quem escreve à margem,
deixando branca a página
para que a paisagem passe
e deixe tudo claro à sua passagem

Marginal, escrever na entrelinha,
sem nunca saber direito
quem veio primeiro,
o ovo ou a galinha
p. 70
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