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Lendas do Universo DC - Mulher Maravilha #1

Mulher Maravilha - Lendas do Universo DC, Vol. 1

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Em 1987, a Crise das Infinitas Terras havia revolucionado o Universo DC. Sem saber muito bem como apresentar sua maior heroína a uma nova geração de leitores, a Editora da Lendas passou a relutantemente considerar a ideia do roteirista Greg Potter de aproximar a personagem de elementos da mitologia grega. No entanto, somente quando o respeitado e megapopular George Pérez adotou o projeto foi que a editora acabou dando seu aval para o que veio a se provar, logo nas primeiras edições, um clássico instantâneo dos comics! Lendas do Universo Mulher-Maravilha coloca de volta ao alcance do leitor brasileiro a fase mais significativa de toda a carreira da Princesa Amazona!

180 pages, Paperback

Published March 10, 2017

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About the author

George Pérez

1,497 books208 followers
George Pérez (June 9, 1954 – May 6, 2022) was an American comic books artist and writer, known for his work on various titles, including Avengers, Teen Titans and Wonder Woman.

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Gabriela Ventura.
294 reviews135 followers
May 19, 2017
[Alerta para uma resenha que não é de fato uma resenha, mas faz tempo que o Goodreads virou, para mim, uma espécie de diário de leitura. Peço perdão pelo vacilo.]

Para uma pessoa que vive dizendo que não lê quadrinhos de super-heróis, eu meio que tenho lido bastante quadrinhos de super-heróis. Alguns deles, de fato, são consequência direta de ter um namorado que é fanboy de gibizinho de herói. Referências culturais que recebemos por osmose em um relacionamento, não tem muito jeito.

O meu interesse pela Mulher Maravilha, no entanto, vem de uma fonte diferente.

[Senta que lá vem história]

Há coisa de uns dois anos uma moça no Twitter me indicou uma HQ chamada Mulher Maravilha - Hiketeia, escrita pelo Greg Rucka, com arte de J. G. Jones. Eu fiquei fascinada com a estrutura trágica da trama, achei absolutamente sensacional, mas não me aprofundei.

Corta para esse ano. Uma amiga (oi, Stephanie, não consigo te marcar por aqui) escreveu sobre um livro chamado A história secreta da Mulher Maravilha, de Jill Lepore. Me interessei, fui atrás. É um trabalho jornalístico e biográfico que fala não apenas a respeito da gênese da personagem nos anos 40, do ostracismo durante as décadas de 50 e 60 e o posterior renascimento de Diana como ícone feminista nos anos 70; é também a história ~babadeira~ de seu criador, um sujeito definitivamente mais estranho que a ficção. [Fiz uma mini resenha desse livro, aqui: https://www.goodreads.com/review/show...] O livro é fascinante e eu recomendo demais.

Aí vai ter o filme esse ano, todas as publicações relacionadas que andaram saindo... bem, a porteira estava aberta. Primeiro li a reimaginação da personagem por Grant Morrison em Mulher Maravilha - Terra Um. E agora estou finalmente no primeiro contato com a fase George Pérez, responsável por repaginar a heroína no pós-Crise da DC, no final dos anos 80.

A primeira coisa a dizer é que a arte É INCRÍVEL. Diana é - como deveria ser - uma figura mais atlética do que sensual, as paisagens são avassaladoras, a atenção aos detalhes é absurda e a geografia escheriana do Olimpo me conquistaram. Em relação aos roteiros (assinados pelo próprio Pérez, Len Wein e Greg Porter), há sacadas interessantes, como as amazonas como reencarnações de mulheres vítimas de feminicídio e a necessidade de publicizar a figura de Diana para que a mensagem dela seja ouvida - com implicações interessantes como o descontentamento dos militaresm, e o lucro gerado para os que a transformam em produto de consumo.

As reviravoltas e porradarias todas, bem, essas me interessam menos, mas suponho que sejam divertidas para quem goste do gênero. É que eu não leio quadrinhos de super-heróis.

Exceto quando eu os leio.
Profile Image for Paulo Vinicius Figueiredo dos Santos.
977 reviews12 followers
December 22, 2022
Em 1987, a DC começa um processo de modernização de seus personagens, tentando solidificar seus mitos e origens e atrais novos leitores. Crise nas Infinitas Terras serviu como uma maneira de criar uma tábula rasa onde os roteiristas e desenhistas poderiam começar tudo do zero. É mais ou menos a época em que comecei a ler gibis pela extinta editora Abril (lembrando que o material de super-heróis chegava com alguns anos de defasagem) e peguei algumas fases icônicas como o Superman do exílio e os Novos Titãs do Contrato de Judas. Foi nesse último que conheci o lendário George Perez e seu traço me fascinava porque tudo era cósmico e grandioso em sua pena. Os perigos pareciam ser de uma escala incompreensível para nós. Hoje começo a trazer para vocês a fase dele com a Mulher-Maravilha (porque sei que se pegar Novos Titãs agora vai ser uma resenha só de elogios e puxa-saquismo).

Esse primeiro volume nos traz a origem e o primeiro arco de histórias onde somos apresentados a todos os personagens que cercam Diana Prince além de seus poderes e habilidades. Criadas pelas deusas que queriam criar uma raça formada por mulheres guerreiras que pudessem desafiar os preconceitos estabelecidos, Artemis, Atena, Deméter, Afrodite e Hermes usam o útero de Gaia para enviar almas que estavam perdidas e restaurá-las no corpo de mulheres capazes de levar adiante os ideais dos deuses. Claro que isso desperta a ira de Ares que deseja ser o mais poderoso entre os deuses e começa a fazer planos para levar todo o Olimpo à inexistência. Depois de uma longa história de lutas e disputas, Hipólita se estabelece como a rainha de Themyscira e recebe a possibilidade de criar sua filha, Diana, usando o barro dos deuses com a graça deles. Nasce Diana, a princesa de Themyscira que terá um futuro brilhante ao mesmo tempo em que será terrível pois ela será a ponte que ligara o mundo dos deuses ao mundo dos homens. Mas, será ela forte o suficiente para conter a influência nefasta de Ares?

Quem tiver contato com Crise nas Infinitas Terras verá uma Mulher-Maravilha muito diferente da que conhecemos. Uma história bastante confusa que você não entende o que a faz ser quem é. Quando George Perez assume o título ele coloca a personagem mais próxima dos deuses do Olimpo, o que faz com que ela tenha um mito de origem mais palpável e compreensível. Quando o editorial da revista diz releitura e renovação, não está brincando. O que aparece aqui é uma personagem completamente nova, com seus poderes delineados adequadamente (antes ela tinha vários que não faziam sentido, inclusive telecinésia) e inimigos cujos objetivos se associavam aos problemas de sua época. Quando chegarmos ao final deste arco na sétima edição já conhecemos a personagem como um todo, suas motivações e desafios bem delimitados, possíveis próximos inimigos e aliados e a inexperiência da personagem em viver no mundo dos homens. Tudo isso permite aos roteiristas enormes possibilidades para ela.

Falar da arte do falecido George Perez é covardia. Ele desenha muito. Hoje estamos acostumados demais a uma arte mais digital e que proporciona aos artistas certos atalhos que eles não tinham antes. Estamos diante de um artista clássico, versado na pena, na tinta, na composição de quadros. Tudo feito manualmente, com storyboards, gastando horas de desenho e precisando produzir em uma escala quase industrial porque precisava atender a um mercado faminto por novidades. Perez se destaca em um momento em que apenas monstros ocupavam as grandes... pessoas como Walt Simonson, John Buscema, Barry Windsor-Smith, Jim Starlin. Não apenas isso como Perez era responsável pela arte E pelo roteiro em algumas edições (argumentista em outras). Ou seja, ele fazia um trabalho voltado para duas pessoas. Os detalhes nos quadros são absurdos como no Olimpo onde ele usa as linhas arredondadas e as colunas dóricas com clara inspiração nas artes clássicas, ou em como ele consegue detalhar um caça americano ou em como ele alterna o olhar do leitor para nos fazer acreditar que no mundo de Ares nossa concepção sobre eixos pode ser fragmentada. Tudo é muito detalhado. E ele usa tipos corporais diferentes como quando ele precisa desenhar Etta Candy, auxiliar do coronel Trevor que é um pouco mais gordinha do que as esbeltas amazonas. Ou seja, ele não fica preso a copiar modelos corporais, podendo demonstrar flexibilidade. Quando ele precisa entregar uma pessoa comum, ele o faz, mas quando ele precisa oferecer algo mais bizarro e monstruoso, isso fica claro em suas linhas.

Outro ponto que vale destacar na arte de Perez é em sua capacidade de utilização dos quadros. Estamos falando de alguém que trabalha em uma das duas grandes, e ele não tem medo de usar uma quadrinização menos convencional para detalhar sua história. Ele consegue usar uma estrutura de 6 a 9 quadros, mas é tão mais legal quando ele enlouquece e cria grandes estruturas com quadros interpolados. Ou até supermolduras com a ação se passando no interior dela e os quadros servindo como janelas literais para que possamos dirigir nosso olhar. Para mim, me agradam os momentos mais lisérgicos dos seus desenhos lá pelas edições 6 ou 7 quando o leitor já não sabe mais aonde é o eixo X ou Y. Ele usa uma estrutura clássica nas cenas de ação e senti que faltou um pouco de dinamismo nestas cenas até porque conheço o trabalho do Perez de Crise e dos Novos Titãs e sei que ele consegue entregar mais. Não sei se era porque se tratava de um arco de origem e ele se conteve mais. A cena de ação que mais me agradou aconteceu durante o confronto com Deimos em um tipo de outra dimensão onde ele e o irmão habitavam.

Precisamos lembrar também da colorista, Tatjana Wood. É ela quem faz as cenas explodirem em cores por toda a parte. Lembrando que as cores da personagem giram no amarelo, azul e vermelho e a colorista faz um bom uso dessas cores e das adjacentes. Em nenhum momento as cenas pareceram confusas e isso se deve bastante à habilidade da colorista. Em vários momentos consegui associar esse primeiro arco de histórias, no quesito colorização, ao primeiro arco de Superman com o do Último Filho de Krypton. São esquemas de cores muito parecidos principalmente ao representar o mundo real. No caso de Diana, a cidade de Boston; no caso do Clark, Smallville e depois Metropolis. Tatjana entende muito bem aonde o Perez deseja chegar e funciona como um complemento ao nanquim do artista. Ao mesmo tempo, ela dá a personalidade dela às cores.

A primeira edição deste arco é radicalmente diferente em tema das outras. Perez começa a abordar um tema que ele acaba não retomando mais depois aqui neste primeiro volume. Não sei se houve algum tipo de mandato editorial porque estava claro o direcionamento da história que depois pegou outro rumo. Vemos as deusas do Olimpo sendo motivo de piada e até de certa irritação por desejarem criar uma raça de guerreiras para combater Ares. Zeus faz troça alegando que mulheres jamais conseguiriam fazer frente a ameaças muito poderosas. Não é só Zeus, mas vários outros como Apolo que escolhe apenas ignorá-las. Perez tem um discurso bastante feminista pregando a igualdade de gênero e demonstrando a capacidade criativa e inovadora das mulheres. A ideia de usar Ares como antagonista talvez tenha a ver com a própria inclinação do homem de seguir o caminho da guerra. Ares seria então o representante máximo desse ideal bélico e conservador masculino. Ao mesmo tempo Zeus também é representado como um ser reprovável. Em um dado momento, Hera se ressente da criação das amazonas imaginando que seu marido logo iria traí-la com uma delas. Mas, posteriormente nessa primeira edição, Hera se aproxima das outras delas e confessa seus temores. A partir do segundo volume, esse tema acaba não voltando mais sendo substituído por uma trama ligada à guerra e armamentos nucleares.

É aí que precisamos nos focar no quando essa história foi conceitualizada. Era 1987 e estávamos ainda durante a Guerra Fria, com a União Soviética fazendo o outro pólo de um conflito sem guerras explícitas entre eles e os EUA, mas se utilizando de outras localidades para estabelecer sua hegemonia. Havia um forte temor do uso de armas nucleares que poderiam destruir o planeta várias vezes. Claro que em 87 ninguém mais enxergava a URSS como uma ameaça iminente, mas o medo ainda existia. E sempre existe o bélico em qualquer administração. Vamos pensar que ainda estamos sobre a égide dos republicanos no poder com Reagan e depois o Bush Sr em seguida. Perez usar essa narrativa é muito fruto de seu tempo e ele mostrar a banalidade da guerra. O que resta depois que você destruir o mundo quatro vezes? Absolutamente nada. Governar um deserto calcinado não é dominar de verdade. Diana está em um momento em que ela tenta entender o papel do homem no universo e Ares possui esse discurso de destruição extrema. O foco maior está na desconstrução do discurso da guerra e a protagonista ainda não tem o discurso mais solidificado de igualdade e liberdade que conhecemos. Ela tateia ainda por ter sido criada junto a sua mãe Hipólita e as demais amazonas e não conhecer tanto assim do mundo. Aos poucos ela vai percebendo o valor daqueles que a ajudam mesmo que ela não consiga se fazer entender por boa parte da história.

Esse é um ótimo começo para um belo épico, inspirado em uma corrente de histórias tipicamente clássicas. A protagonista é uma personagem ainda em construção que precisa se provar ao leitor para ganhar o seu espaço no panteão de heróis. A maneira como Perez consegue recriá-la é fascinante, além de posicioná-la em um mundo mais moderno. Sua releitura ajuda a tornar algumas de suas alterações como permanentes contribuindo para tornar tudo homogêneo. Sua história deixa pistas de para onde ele deseja seguir e veremos aonde isso vai nos levar. A arte é um desfrute para os olhos, algo que hoje é algo em extinção diante de tantos recursos digitais. Apenas apreciem esse clássico sem moderação.
Profile Image for Erika Neves.
125 reviews3 followers
April 11, 2019
A resenha de hoje vai ser sobre o ótimo primeiro volume de "Lendas do Universo DC - Mulher Maravilha"
Esse primeiro encadernado, serão 3 volumes no total, com a arte de George Perez, mostra as origens da Mulher-Maravilha, de forma bem introdutória.

Acompanhamos o nascimento da Ilha Paraíso, assim como o da Princesa Diana, que acaba sendo surpreendida com o aparecimento de Steve Trevor, um homem, o primeiro e único a pisar os pés na ilha. Tudo por conta de um plano de Hares, o deu da guerra, que deseja semear a discórdia em meio á raça humana. Diante disso, Diana se vê obrigada a partir sozinha pata a Terra, com o objetivo de não somente salvar o planeta, como também impedir que os próprios Deuses sejam destruídos.

A arte desse quadrinho é simplesmente espetacular.Alguns são tão lindos que dá até vontade de colocar em uma moldura e pendurar na parede. Mas não só a arte é maravilhosa, o roteiro também é excelente, com um ótimo desenvolvimento dos personagens secundários. Eu realmente me preocupei com o destino de diversos personagens, mesmo os considerados "secundários".

Definitivamente esse quadrinho é altamente recomendado tanto para fãs mais antigos como para os mais recentes.
Profile Image for Carolina.
456 reviews7 followers
September 15, 2019
Ler a Mulher Maravilha de George Pérez foi uma surpresa muito boa. A história é redondinha e, embora tome algumas liberdades narrativas se comparada a MM idealizada por William Moulton Marston, não deixa nada a desejar. A arte é incrível e a leitura super fluida. Vou correndo pegar meu segundo volume. :)
12 reviews1 follower
March 17, 2019
Ótima origem para uma personagem tão maravilhosa quanto a Princesa Diana. Décima segunda história do ano, acrescentei 180 páginas o que soma com que já tinha lido e resulta em 3667 páginas só este ano. Mulher Maravilha merece cinco estrelas.
#mulhermaravilha
#mesdasmulheres🌹
Profile Image for malu.
90 reviews7 followers
April 18, 2021
essa run é essencial pra qualquer pessoa que se declare fã da Diana, ainda mais se for apaixonado pela mitologia grega. se sim, esse primeiro volume em específico é um deleite. me ganhou no exato momento em que a Diana aparece pela primeira vez caracterizada como Mulher Maravilha, dali pra frente foi só lucro.
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