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Espadas e Bruxas

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As três narrativas gráficas do genial artista espanhol Esteban Maroto reunidas pela primeira vez no Brasil em um só volume, protagonizadas pelos guerreiros bárbaros Wolff, Dax e Korsar. Com texto introdutório do estudioso de quadrinhos e autor de ficção científica Juan Miguel Aguilera, declarações e contextualizações escritas pelo próprio autor, um depoimento de Roy Thomas e uma galeria de imagens exclusiva, esta edição é um épico do gênero Espada & Feitiçaria, repleta de batalhas, monstros, aventuras e… belíssimas mulheres!

258 pages, Hardcover

First published January 1, 2012

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About the author

Esteban Maroto

194 books26 followers

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1 star
4 (5%)
Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for Marcel.
23 reviews3 followers
January 25, 2021
A arte é 5 estrelas, mas o roteiro deixa a desejar em algumas histórias que não envelheceram tão bem. Ainda sim uma leitura maravilhosa.
Profile Image for Marcos.
429 reviews41 followers
May 6, 2023
Não funcionou pra mim. A arte é bonita, mas as histórias são meio repetitivas e não empolgam.
Profile Image for Paulo Vinicius Figueiredo dos Santos.
977 reviews12 followers
June 25, 2023
Esteban Maroto é um daqueles casos de autores que ficaram décadas sendo conhecidos por apenas um pequeno número de amantes de quadrinhos. Um artista que tem tudo a ver com o gênero de capa e espada, além de ser um ilustrador de mão cheia. Se formos olhar a quantidade de títulos importantes no qual ele esteve envolvido é de cair o queixo: Eerie, Espada Selvagem do Conan, Vampirella, Aquaman, Red Sonja. Até pela Zatanna ele já passou. Espadas e Bruxas foi o título de estreia da editora Pipoca e Nanquim que na época despontava com um grupo de fãs de quadrinhos que tinham um canal e deram um salto adiante. Anos mais tarde e vários títulos de melhor editora do ano mais tarde podemos dizer que o título representa um marco para os quadrinhos no Brasil. Mas, na época foi uma bela de uma aposta. O marketing foi acertado (como se tornou a marca registrada da editora) e a escolha do autor foi acertada. Espadas e Bruxas é um mish-mash de histórias do autor com três personagens em uma sequência de histórias, mas nos permite perceber as potencialidades de um monstro do PB como é Esteban Maroto. Vamos falar um pouco sobre cada personagem.


No aspecto geral, a HQ é lindíssima, em tamanho europeu, capa dura e papel couché (um artigo de luxo hoje já que o couché se tornou caríssimo). A tradução é de Alexandre Callari e Daniel Lopes e preciso dizer que a tradução ficou muito acima da média. Não posso dizer se catei pequenos errinhos porque não sou tão observador assim, mas posso comentar sobre o estilo do texto que para mim é tão importante quanto. O fato de o Alexandre Callari ser um fã do gênero de capa e espada oferece a ele uma perspectiva única e ele consegue impor essa forma na tradução, mantendo a essência do texto de Maroto. O texto é bem tranquilo de ser entendido e o leitor não vai se perder. Temos três ciclos de histórias: uma com Wolff em um mundo distópico, Dax em um mundo padrão de capa e espada e Korsar que perambula por localidades mais pitorescas. Tem um bom texto de apresentação do Juan Miguel Aguilera falando do impacto de Maroto para o mercado espanhol e mencionando alguns de seus principais trabalhos. No início dos três ciclos de histórias tem um texto pequeno do autor falando como surgiu a ideia e o que ele pensava para o personagem. O texto do Korsair é um pouco maior e de autoria do Roy Thomas.


Falando do Wolff, o mundo em que ele se encontra sofreu algum tipo de cataclismo que levou a humanidade à beira da extinção. Alguns indivíduos ganharam habilidades mágicas e consegue manipular incríveis poderes. Estes passaram a ser conhecidos como bruxos. A história começa quando Wolff retorna para a sua vila para ficar junto de sua amada Bruma, mas se depara com um terrível cenário de destruição. Algo deixou a vila em ruínas e através de visões que lhe são conferidas pela Bruxa da Névoa Escarlate, Wolff descobre que isso foi uma obra dos bruxos de Ginza. Ele parte então em uma jornada para tentar libertar seu povo e rever sua amada, mas enfrentará inúmeros desafios envolvendo bruxaria e mulheres curvilíneas e sensuais.


Nessa primeira história já conseguimos ver um pouco do que é a arte de Maroto. Claro que essa é uma coletânea mais cronológica e as mais tardias são as do Korsar, e a gente consegue ver como o traço do Maroto está bem mais refinado. Nessa primeira história o que salta os olhos é o incrível domínio que ele tem da ponta do lápis e do emprego do branco. Esse ano li alguns autores que sabem usar bem o branco como Chabouté ou o Eisner, mas Maroto tem um domínio incrível disso. Dominar o branco é saber como ocupar os espaços, criar contornos para que nossa mente consiga fazer o processo de preenchimento das ausências. Por exemplo, tem uma cena em que o Wolff é atingido por uma criatura e cai estatelado no chão. Só que não há um chão ou um piso desenhado. Maroto apenas posiciona o personagem na diagonal e nos fornece a impressão de que ele está deitado no solo enquanto o inimigo de aproxima. Os indicadores são apenas algumas outras coisas pelo cenário como rochas e elevações. O design de personagens do Maroto é incrível, mas confesso que alguns quadros do Wolff me pareceram um pouco estranhos com partes do corpo que não deveriam estar posicionados como estavam. Foi uma impressão. Falar das mulheres maravilhosas que esse homem deseja é um escândalo. Sério, os detalhes nas maçãs do rosto, nos cílios, os cabelos esvoaçando ao vento. Milo Manara é um monstro nesse quesito, mas o Maroto não fica nem um pouco atrás.


A narrativa segue a jornada de Wolff por vários momentos e nos oferece histórias curtas onde o personagem precisa encarar algum tipo de armadilha ou desafio. As histórias podem ter entre oito ou dez páginas e algumas delas duram duas ou três partes. Narrativamente é que a história me incomodou um pouco porque não há exatamente uma sequencialidade ou coerência. Algumas histórias terminam abruptamente e o capítulo seguinte meio que simplesmente começa em outro lugar. Ele escreveu o Wolff para a revista Drácula que possuía várias histórias de diferentes artistas. Provavelmente ele precisou editar a maioria de suas histórias, o que prejudicou em parte sua compreensão. De toda a forma, a narrativa tem um início e um desfecho então o leitor saberá o que aconteceu depois que o personagem enfrentou seu antagonista. Um detalhe: todas as HQs são bastante carregadas de texto, o que era uma marca da época. Basta ver as primeiras edições da Espada Selvagem do Conan. Aviso porque sei que alguns leitores não gostam muito de quadrinhos mais carregados de texto.


O segundo personagem desta coletânea é o Dax (que era para ter sido chamado de Manly, mas não foi). São histórias curtas com um bárbaro a la Conan, porém loiro. Gostei mais desse ciclo de aventuras porque elas não necessariamente seguem uma narrativa maior. É um guerreiro vivendo todo tip0o de adversidade enquanto luta contra aqueles que cruzam o seu caminho. A gente também percebe um Maroto mais maduro, com roteiros mais complexos. Tem duas histórias que acho sensacionais. Uma delas chama-se O Jogo e é uma criatura muito poderosa que arrasta o bárbaro para o seu salão para jogar um jogo mortal: um xadrez cujas peças são amigos e familiares de Dax que morreram há muito tempo. Dax precisa usar sua inteligência ao invés de seus músculos de aço para superar o bruxo. Outra história bem legal é a adaptação que Maroto faz da história de São Jorge usando o Dax como o guerreiro. A narrativa é bem construída e consegue entregar a mensagem baseada na história da qual se inspirou, dos sacrifícios feitos ao dragão e de como a filha do líder da cidade se tornou a futura sacrificada.


Uma característica importante de Dax é o fato de ele ser um espírito livre. Ele não gosta de nada que tome dele a sua capacidade de escolher. Em alguns momentos ele tem a possibilidade de permanecer ao lado de mulheres maravilhosas e estonteantes lhe agradando de todos os jeitos possíveis e imagináveis. Só que ele não deseja também estar preso a um lugar para sempre. Ele também é bastante questionador e não aceita necessariamente o que lhe é dito sem contestar algum ponto. Um bruxo que diz a ele ser impossível derrotar as criaturas que o aprisionam, uma mulher capaz de prever o futuro tem sua habilidade posta em dúvida. Ou até mesmo lendas que são postas à prova. Mesmo sendo um personagem típico de capa e espada, Dax revela uma sagacidade bastante interessante. Gosto de pensar que Maroto teve a possibilidade de colocar mais coisas no personagem do que se espera deles.


Dos três o último é o Korsar e esse tem histórias um pouco diferentes. Tendo sido escrito para uma revista de viés mais sexual, temos cenas mais explícitas aqui. O personagem começa como um escravo na corte de uma rainha cujo prazer é ver homens agonizando em sua arena de lutas. Ela gosta de ter relações sexuais com homens suados e recém saídos de combates mortais. Mas, o cartano, desejando se ver livre daquele circo de horrores, arquiteta um plano ao lado da curvilínea Sayda. Depois de escaparem da sombria Naja, eles começam a viver várias aventuras envolvendo lutas mortais, feitiçaria e muito sexo. As histórias de Korsar envolvem dois grandes arcos: a chegada na cidade de Opar e a jornada rumo ao covil da bruxa Atla. São boas histórias e a arte do Maroto está em um nível descomunal de precisão. Suas formas e silhuetas conseguem impressionar e cada página é como um enorme poster. Dos três personagens é o que menos curti muito por causa dos roteiros medianos, mas dá para perceber uma certa poesia nas frases do Maroto. É uma série dedicada ao amor e à exploração do prazer em todas as suas formas. Se não te convenci com esse argumento, ficam as belíssimas imagens de cenários devastados, cidades luxuosas e arenas mortais. E essa é a própria essência dos quadrinhos de Maroto onde o barbarismo e a sensualidade se encontram em histórias emocionantes. Já quero a próxima HQ do Maroto e que bom que tenho tanta coisa ainda a explorar.
Profile Image for Siegfried.
349 reviews8 followers
January 2, 2025
Kinda harsh.
Art? Beatifull. Truly a thing of beauty.
The stories? Crap.
Some people say 'it didn't age well', but even the original stories from Conan and the Barsoom Chronicles are still relevant. Cloak and dagger can be relevant and even if a little iffy on some subjects, still have a deeper meaning.
That's not the case here.
If you wanna look at some gorgous women and some nice fights, hell yeah.
But if you wanna be entertrained... look elsewhere.
Profile Image for Lucas Barcellos.
4 reviews1 follower
December 30, 2022
Caso queira adquirir esta coleção somente pela arte do Esteban Maroto, vale muito a pena. Por outro lado, se espera que tanto os desenhos quanto a narrativa visual sejam comparáveis a escrita, vai se decepcionar. A esmagadora maioria das histórias são péssimas, particularmente aleatórias e envelheceram muito mal. As mulheres das histórias de Maroto, por exemplo, servem dois própositos: foder e morrer.

Incrível edição para folhear e se perder na arte perfeita de Esteban Maroto.

E antes de ir, a histórias que são de fato boas, caso você tenha essa coleção, mas não tenha lido ainda: Jogo, A Bruxa, O Templo das Sombras, Dédalo, O Vampiro, Sacrifícios, Gemma 5, Sono de Amor e Morte, e a história inspirada pelo mito de São Jorge.
Profile Image for Allison Silva.
126 reviews1 follower
May 19, 2024
Talvez seja a melhor edição de algo que li e que envolva espada e feitiçaria, Maroto não só encanta com seus belíssimos traços e narrativa visual intocável, como, em alguns poucos momentos vale ressaltar, pelo roteiro de algumas das historias aqui contadas.
Destaque para o primeiro herói que tem sua odisseia narrada aqui, a jornada de Dax é o melhor dos três aqui de longe, lembrando muito o também bom Avrack de Ricardo Barreiro, em muito momento o Dax é exposto a situações que o fazem refletir sobre a sua natureza e sobre a barbárie presente nela, algo que parece simples para o expectador mas que é praticamente inexistente neste tipo de historia.
Profile Image for Brian Braga.
5 reviews
April 9, 2020
Definitivamente uma obra datada, mas que sabe valorizar seus méritos. A arte do Esteban Maroto é muito diferenciada e dá outra conotação ao livro, uma vez que o roteiro é simplório e por muitas vezes repetitivo. Não é uma obra para todos e é preciso ler de cabeça aberta. Caso consiga se situar na época em que foi originalmente concebida, vale a leitura. Quer algo mais ágil, contemporâneo e de fácil digestão? Passe longe.
Profile Image for Marcos Morce.
21 reviews1 follower
October 27, 2017
os desenhos de maroto são fenomenais vale a apreciação com certeza
Profile Image for Rosea Bellator.
168 reviews5 followers
November 28, 2017
a ideia é até interessante.... mas me irritou horrores o fato de toda hora "mimimi mulher gostosa ali", "mimimi, voz sexy aqui", "mimim mulher pelada desnecessariamente lá"...
Profile Image for Unai.
975 reviews55 followers
March 2, 2016
De vez en cuando toca un disfrute setentero de autores españoles y con este tomo me hice por un precio muy apañado no hace mucho. Es un señor tebeo, con un tamaño nada desdeñable y una hojas de calidad. Vamos, lo que viene a ser, preparado para el disfrute de espada y brujería de la de antes, de la de revistas de cómics, señoritas contudentes y héroes de eras pasadas.

Estoy haciendo también la colección de Conan Rey y como es un tema que me gusta y son cercanas en el tiempo estas historias, pues no pude evitar hacerme con él. Esteban Maroto ademas, tiene en su haber, no solo haber trabajado para Marvel, Eerie, Dracula y todos los grandes lugares del momento tanto en América como en Europa, si no, y esto no lo sabia antes de leerselo al propio Roy Thomas en este tomo, Maroto fue el creador del celebre bikini de cota de malla con el que asociamos a Red Sonja hoy en día.

La diferencia principal de las historias de Conan con las de Wolff, Dax o Korsar, es que las del Cimmerio son seriadas y mas largas. Están pensadas de otra manera como historias, y también en cuanto a proceso creativo. En cambio las historias de Maroto son mas cortas y directas. De mejor encaje en revistas de comics y en 4 o 5 paginas te soluciona una historia completa.

En este tomo tenemos 3 personajes. Wolff y Manly Dax por un lado, muy parecidos en su papel e historias, aunque para diferentes editores. Por otro a Korsar, concebido para una editorial que quería un toque mas erótico en la espada y brujería, aunque es “un toque” nada mas. De los 3 personajes, el que mas me ha gustado quizás sea Wolff, por el asunto mas de venganza y por encontrar incluso en la magia una herramienta. Dax es mas directo y mas vagabundo, aunque también triunfa como la coca cola con cualquiera que sea la fémina con la que se cruce, ya se mujer, diosa, de otro mundo o dimensión. Lo que si que tiene Dax, aparte de historias mas dinámicas, es un dibujo acojonante. Todo el dibujo de Maroto es soberbio, pero especialmente en Dax me ha parecido mas detallado y cuidado. Que yo no se de estas cosas, pero vaya que es el que mas me ha gustado. Mas que recomendable y si lo veis por ahí a buen precio, no dudéis haceros con él.
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