Edição comemorativa ao centenário de publicação, de Augusto dos Anjos, totalmente revista e com projeto gráfico inovador. O poeta é considerado um precursor do modernismo. Sua obra é singular e eclética em termo de tendências: recebe influências do parnasianismo, do decadentismo e do simbolismo. Entre as principais características temos o uso da linguagem científica e de temas ligados à materialidade da morte, como a putrefação, a decomposição da matéria. A melancolia, a desesperança e o pessimismo próprios do existencialismo também marcam a obra do autor, que produziu uma poesia de negação.
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos was a Brazilian poet and professor. His poems speak mostly of sickness and death, and are considered to forerun the Modernism in Brazil.
Único livro de Augusto dos Anjos publicado em vida, “Eu” é dominado por sonetos, quase todos muito bons. O que não é soneto também é ótimo. Pena ele ter morrido tão jovem, mas morrer deve ter sido interessante ao que muitos definem como o mais estranho poeta brasileiro.
10/10 Vermiforme! Já estava muito bom, porém os poemas finais garantiram-lhe minha nota máxima. Por vezes louvando o abismo e o nada, por vezes reconhecendo o vazio em que se colocou e achando pontas de esperança na beleza da Criação; do escárnio ao infinito ao pedido de redenção; da sujeira, do horrível, do escatológico! Do domínio último dos vermes à insignificância humana, da orgia e do hedonismo à vergonha sentida por seus atos, da loucura advinda do enclausuramento à contemplação do Sol!