O que move o mundo de Helena Gayer? Em um texto comovente e perturbador, percorremos os altos e baixos da vida de alguém que desde pequena se sentia diferente. Diagnosticada com transtorno bipolar aos 21 anos, ela nos mostra cada estilhaço de sua trajetória enquanto a acompanhamos numa jornada de dor e descoberta, mas, acima de tudo, de superação.
Um relato forte, cru e cruel sobre como é viver com transtorno de bipolaridade. O livro serve para humanizar pessoas que, muitas vezes, são reduzidas a apenas loucas ou surtadas. Muita força à jornalista Helena Gayer. Que ela encontre a paz e o equilíbrio!
Extremamente forte, real e necessário. Trata não só da frieza e muitas vezes crueldade de tratamentos em hospitais psiquiátricos mas também do distanciamento que é imposto às pessoas com transtornos psicológicos do restante da sociedade. A segregação que pode vir até da própria família e que só contribui para que essas pessoas se sintam erradas e completamente sozinhas no mundo.
Uau! A autobiografia de Helena Gayer é um livro arrebatador. Com detalhes que só alguém que viveu na pele os altos e baixos da bipolaridade, o relato da autora é cativante e impressiona muito. O livro é carregado de tanta emoção e sua prosa é tão fluida que cheguei a ficar sem fôlego enquanto lia as passagens que descreviam as crises e as situações em que a autora acabava se metendo. Meu respeito a Helena por se abrir com tamanha sinceridade e sem censura. Recomendo!
Entendo e respeito a relevância da obra para uma compreensão mais empática da bipolaridade. Como relato em primeira pessoa, pode ser útil para quem queira uma visão mais íntima. Valorizo o fato de que ela ajuda a trazer descrição e registo das situações pelas quais quem vive com bipolaridade (e quem convive com bipolares) pode viver. No entanto, achei a leitura confusa e, talvez pelo recorte autobiográfico, um bocado condescendente com a narradora.
Um livro escondido na livraria Da Vinci, a capa me chamou atenção, o preço era acessível - nenhuma expectativa a respeito - sempre o melhor jeito de começar qualquer coisa.
Fiquei extremamente surpresa com o que encontrei, momentos de ingenuidade, momentos de profunda e agressiva tristeza e desamparo, uma reflexão sensível sobre uma vida afetada pela bipolaridade.
Me senti levada por um verão em Santa Catarina, um trabalho de campo no Espírito Santo e as constantes idas e vindas as clínicas no Rio Grande do Sul. Admiro muito a coragem da autora por expôr uma vida fora do holofote da convencionalidade, suas fragilidades e sua trajetória que poderia ter sido considerada tardia, oito anos de graduação, começar a trabalhar após os trinta anos etc, é necessário acessar histórias assim que mostram a dureza de se encaixar em um padrão cruel de funcionalidade no Brasil.