À la faveur d’une approche anthropologique des comportements en vigueur dans les camps nazis, Primo Levi reprend, en les élargissant, les thèmes déjà abordés dans l’essentiel de ses écrits. Il insiste notamment sur la différence entre l’œuvre du témoin et celle de l’écrivain. L’auteur de Si c’est un homme nous offre une leçon exemplaire de mémoire et de lucidité.
Primo Levi was an Italian Jewish chemist, writer, and Holocaust survivor whose literary work has had a profound impact on how the world understands the Holocaust and its aftermath. Born in Turin in 1919, he studied chemistry at the University of Turin and graduated in 1941. During World War II, Levi joined the Italian resistance, but was captured by Fascist forces in 1943. Because he was Jewish, he was deported to the Auschwitz concentration camp in 1944, where he endured ten harrowing months before being liberated by the Red army.
After the war, Levi returned to Turin and resumed work as a chemist, but also began writing about his experiences. His first book, If This Is a Man (published in the U.S. as Survival in Auschwitz), is widely regarded as one of the most important Holocaust memoirs ever written. Known for its clarity, restraint, and moral depth, the book offers a powerful testimony of life inside the concentration camp. Levi went on to write several more works, including The Truce, a sequel recounting his long journey home after liberation, and The Periodic Table, a unique blend of memoir and scientific reflection, in which each chapter is named after a chemical element.
Throughout his writing, Levi combined scientific precision with literary grace, reflecting on human dignity, morality, and survival. His later works included fiction, essays, and poetry, all characterized by his lucid style and philosophical insight. Levi also addressed broader issues of science, ethics, and memory, positioning himself as a key voice in post-war European literature.
Despite his success, Levi struggled with depression in his later years, and in 1987 he died after falling from the stairwell of his apartment building in Turin. While officially ruled a suicide, the exact circumstances of his death remain a subject of debate. Nevertheless, his legacy endures. Primo Levi’s body of work remains essential reading for its deep humanity, intellectual rigor, and unwavering commitment to bearing witness.
"Uma colecção mínima para um tempo de espera mínimo: o tempo de uma viagem, de uma espera, de uma insónia"... Assim se apresenta esta colecção da editora Civilização, a colecção "Brevíssima" e foi exactamente no tempo de uma espera que o li. Um espera longa e solitária no hospital, que teminou com um diagnóstico de infecção respiratória própria da época, mas cujos sintomas "covidescos" levaram ao meu total isolamento. Mas claro, quem tem um livro nunca fica só e este habitava já há algum a minha mala para "um caso de emergência" como este 😁
E que agradável companheiro de espera este pequeno livro me saíu!
Trata-se de uma entrevista/conversa com Primo Levi, esse autor tão amplamente conhecido pelo seu "Se isto é um Homem" e não só, livros que resultam da sua experiência enquanto prisioneiro num campo de concentração nazi.
Apenas li Se Isto é um Homem e lembro-me de quão perplexa fiquei pela frieza e falta de emotividade dessa narrativa. Horrores inimagináveis, vividos na primeira pessoa e contudo descritos com uma objectividade e clareza impressionantes não havendo lugar para qualquer tipo de discurso mais íntimo, parcial ou incorpóreo. Um testemunho deveras poderoso e acutilante, mas que enquanto leitora me deixou também de fora, onde faltou aquela ligação imaterial e subjectiva que caracterizam as leituras inesquecíveis. Como se a "falsa" e "imposta" distancia no texto entre o narrador e o que é narrado de alguma forma me tivesse também afastado, negando-me uma oportunidade de genuína ligação.
E foi aqui que este livrinho entrou a responder-me a várias dúvidas e questões que perduravam desse primeiro "contacto" com o autor, bem como a levar-me a construir uma imagem de Primo Levi bem diferente da primeira que havia formado.
"Parecia-me um pouco ligeiro introduzi-los em Se Isto é um Homem. (...) era um testemunho quase de natureza jurídica e eu entendia fazer dele um acto de acusação, não com o objectivo de represálias, de vingança, de castigo, mas como testemunho e, por essa razão, certos temas pareciam-me então marginais." diz Primo Levi sobre a não inclusão de certas conversas ou diálogos com colegas e amigos, ao responder ao entrevistador sobre a selecção das experiencias a incluir em Se Isto é um Homem.
"Aquele que escreveu Se Isto é um Homem não era um escritor no sentido habitual do termo, quer dizer não se propunha um sucesso literário, não tinha nem a ilusão nem a ambição de escrever uma bela obra" acrescenta mais à frente em resposta a outra questão, o que vem corroborar o que já anteriormente dissera, em como pretendia que Se Isto é um Homem fosse um testemunho forte e objectivo, um relato claro dos horrores que tiveram lugar naquele lugar e tempo.
Esta entrevista, muito interessante e agradável de acompanhar (que em dois ou três momentos parece até assemelhar-se a uma conversa informal) levou-me assim a pensar Primo Levi e a sua obra "Se Isto é Um Homem" de uma outra forma e a ficar até interessada em voltar a lê-lo.
Falava ele a certa altura sobre o porquê de já não ir falar às escolas, de como se sentia um homem de outros tempos, que o seu discurso já não interessava ou servia as gerações mais novas, sobre como ele não conseguia comunicar com os mais jovens que lhe pediam uma explicação para a guerra e ele não encontrava qualquer explicação para dar... Ah! Como seria bom que esta questão da guerra fosse já nos nossos dias um "não assunto", mas volta a estar (infelizmente) muito presente, tornando a leitura deste livro ainda mais oportuna e importante.
"...punir o outro porque ele é outro, na base de uma ideologia abstracta, parecia-me o cúmulo da injustiça, da estupidez e da irracionalidade."...
- How can I believe in God if extermination camps existed? - It’s not always people that are inherently mean, politically interested and all, that should count for about 10%, it is that those who are unbothered, do not see their problems solved and see quick fix and a “new alternative worth trying” - Fearing charismatic leaders
Something I found very interesting that he said in the book is that firstly he didn’t consider himself a historian just because he lived and knew a lot about it, but that his mission was another, that of writing and reporting; secondly, that he couldn’t understand why: why Germany, why at that time, what motivated, etc.
Leí esto en Iom Hashoah 2020 con el objetivo de encontrar un libro corto que encapturara el dolor del Holocausto y esta corta entrevista con Primo Levi no decepcionó. Levi, lúcido como siempre, analiza la ética (o falta de ella) entre los prisioneros de Auschwitz al ser reducidos a un estado animal, la corrupción de la sociedad alemana y la dificultad de ser italiano en el Lager. Aunque la historiografía reduzca a las víctimas del Holocausto como un colectivo, es importante leer a Levi para entender las diferencias entre los judíos en el campo de concentración y su modo de vida (si se le puede llamar así) ahí. Hacia el final, Levi hace un guiño al concepto de la banalidad del mal y el poder de la corrupción para hacer crímenes inhumanos.
La forme de l'entrevue a ses limites, mais certains passages sont extrêmement puissants :
《La peur de la mort n'était pas qualitativement différente, pour autant que je m'en souvienne, de celle que l'on connaît dans la vie normale. Aujourd'hui, nous avons beau être libres, nous savons que nous allons mourir, et là-bas non plus on n'ignorait pas que la mort frappait : non pas dans dix, vingt ou trente ans, mais dans quelques semaines, dans un mois. Étrangement cela ne changeait pas grand-chose. La pensée de la mort était refoulée, comme dans la vie courante. La mort ne figurait pas au registre des mots ou des peurs quotidiennes, on manquait si cruellement de tout, de nourriture, de chaleur, il était si vital d'éviter la fatigue et les coups, que la mort, qui n'apparaissait pas comme un péril immédiat, était escamotée 》.
Un livre nécessaire par son contenu aussi bien que par sa bibliographie et la citation de la littérature sur le même sujet. Cet échange entre Primo Levi et des historiens offre des outils d’analyse, de compréhension et presque d’éthique qui sont très innovants pour le lecteur qui a déjà lu et étudié le sujet.
Esta entrevista del escritor italiano Primo Levi, a parte de retomar temas de su experiencia en el Lager, me interesó en tanto que se distingue de la Trilogía de Auschwitz dando forma, con la perspectiva del tiempo, a lo que significa ser testigo. ¿Qué voz lo distingue del autor? ¿Cómo la memoria nos define? ¿Por qué dar su testimonio? ¿Qué pasa cuando todas las voces quedan apagadas? No es lo mismo la historia que la memoria viva. Este libro reapareció de modo muy peculiar, estaba buscando un libro para mi compañero, un libro que había leído este año, y había en él una nota manuscrita: "Abduratham Avtorkhanov", a la vez que deslizaba el folio doblado de entre las páginas del libro, cayó de la biblioteca "El deber de memoria". Al terminar este libro, coloco la nota en el libro negro con estrellas de colores, quizá sea su sitio. En los testimonios, a veces, pocas palabras bastan para expresar una vivencia, a veces solo una presencia llega a tocar el alma.
Το συγκεκριμένο βιβλίο εκθέτει μια συνέντευξη μεταξύ του Primo Levi η οποία ηχογραφήθηκε τον Ιανουάριο του 1983.
Ο Primo Levi είναι λακωνικός στις απαντήσεις του τονίζοντας ότι όσα αναφέρει βασίζονται στη δική του εμπειρία. Τονίζει τη σημασία της αντικειμενικότητας αλλά και αυτή της μαρτυρίας. Επισημαίνει ότι δεν απαντά σαν ιστορικός αλλά σαν μάρτυρας που απαντά στις ερωτήσεις.
Οι περιγραφές του Primo Levi είναι ζωντανές και καθηλωτικες, με έκαναν να μεταφερομαι στην εποχή εκείνη, να νιώθω όπως ένιωθαν οι άνθρωποι αυτοί που βίωσαν την απάνθρωπη φύση και τη σκληρότητα του ανθρώπου.
Primo Levi escreveu sobre a sua sobrevivência a um campo de concentração nazi várias vezes, para que o seu testemunho pudesse ter consequências. Neste volume está a sua entrevista para um projecto de recolha de memória oral de 220 deportados italianos. Perplexidade e receio de que tudo se repita, pois somos seres humanos e as circunstância podem repetir-se, foi a sensação com que fiquei depois de uma leitura de poucas páginas, mas muito complexa.
«Mas punir o outro porque ele é outro, na base de uma ideologia abstracta, parecia-me ser o cúmulo da injustiça, da estupidez e da irracionalidade». P. 35
"(...) no nosso campo, se havia uma ideia que se procurava recalcar a todo o custo era a da câmara de gás. (...) Temos de pensar que, nas condições em que estávamos mergulhados, o deportado não possuía a nossa sensibilidade e a nossa emotividade. Tinha o espírito embotado e esse embotamento era a sua salvação pois permitia-lhe aguentar até ao fim do dia preocupando-se apenas com realidades imediatas e quotidianas, recalcando tudo o resto." - p.27 (edição da biblioteca Público, 2023, com prefácio de José Manuel de Vasconcelos).
Es una entrevista bastante corta, por lo que no se dice mucha cosa que no se dijese ya en las obras anteriores de Levi (Si esto es un hombre, La tregua, El sistema periódico) o en la que se publicaría tres años más tarde, Los hundidos y los salvados (1986). Aun así, nunca está de más escuchar/leer a Levi.
Una entrevista híper corta con Levi sobre ser el testimonio vivo de un evento histórico tan importante, sobre el deber de la memoria. Ya tenía ganas de leer “Si esto es un hombre”, ahora más. Cae este año seguro.
“Existe Auschwitz, por isso Deus não pode existir”
Το μικρό αυτό βιβλιαράκι με το τεράστιο νόημα το διάβασα πριν κάποιους μήνες, αλλά πρώτα ήθελα να κατασταλάξει μέσα μου και μετά να γράψω γι'αυτό.
Ο Primo Levi ήταν επιζών του ολοκαυτώματος και μέσα από αυτό το βιβλίο μας διηγείται να όσα έζησε. Είναι μία μαρτυρία των όσων συνέβησαν.
Μας μιλά για τα στρατόπεδα συγκέντρωσης και για τις συνθήκες που ζούσαν. Μας λέει ότι το καθήκον όσων έχουν ζήσει τέτοιου είδους τραυματικά γεγονότα είναι να μην τα ξεχνάνε. Αυτό γιατί είναι πολύ εύκολο ότι έχει συμβεί μία φορά να συμβεί και πάλι.
Ένα δύσκολο, επίπονο βιβλία στην ανάγνωσή του, αλλα επίσης ένα βιβλίο που πρέπει να διαβαστεί από όλους.