Hanói é um romance sobre deslocamentos, sobre detalhes que mudam um destino, e sobre a transitoriedade da vida. É também uma história contemporânea sobre o encontro de culturas distintas e miscigenação.
David é brasileiro, filho de mãe mexicana e de pai brasileiro. Alex é uma garota que vem de uma linhagem de mulheres vietnamitas que se envolveram com americanos; primeiro na Guerra do Vietnã, agora em Chicago, onde tanto ela quanto David tentam sobreviver, contornando as adversidades. São filhos de imigrantes, vivendo numa mescla de hábitos e culturas, num mosaico de identidades que tantas vezes perpassa o mundo contemporâneo. Alex é mãe solteira, e procura conciliar os estudos ao trabalho no mercado asiático. David está na casa dos 30 anos, é apaixonado por jazz, toca trompete e teria o futuro à sua frente, se não fosse por uma notícia inesperada: foi diagnosticado com uma doença terminal.
Ao entrelaçar essas vidas tão díspares, Adriana Lisboa cria uma história de amor e determinação, mas também de aceitação e renúncia, em que as escolhas de uma pessoa podem mudar o destino dos que estão ao seu redor.
A escritora brasileira Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro. Publicou doze livros, entre os quais seis romances, uma coletânea de poesia, uma coleânea de narrativas breves e livros para crianças e jovens. Seus livros foram traduzidos para nove idiomas, entre os quais inglês, alemão, espanhol, francês e árabe, e publicados em treze países.
Ganhou o Prêmio José Saramago pelo romance Sinfonia em branco, uma bolsa da Fundação Japão para o romance Rakushisha, uma bolsa da Fundação Biblioteca Nacional, no Brasil, e o prêmio de autor revelação da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) por seu livro de poesia para crianças, Língua de trapos. Em 2007, o Hay Festival/Bogotá Capital Mundial do Livro incluiu-a na lista dos 39 mais importantes autores latino-americanos até 39 anos de idade.
Graduada em música pela UniRio, com mestrado em literatura brasileira e doutorado em literatura comparada pela Uerj, Adriana Lisboa viveu na França – onde atuou como cantora de música popular brasileira – e atualmente mora nos Estados Unidos, no Colorado.
P. 27- "O último a sair por favor apague as luzes."
P. 90- "Será que todas as pessoas que conhecemos, ela se perguntou mais tarde, têm alguma função na nossa vida, algum papel a desempenhar (ou nós em sua vida, o que em essência dá no mesmo)?"
A David viene diagnosticata una malattia incurabile. Morte in quattro mesi.
“Sarebbe diventato un oggetto su una barella, che solo per caso aveva un cervello ancora funzionante e strane emozioni e desideri che gli oggetti non hanno. Sarebbe diventato un oggetto con cose da dire, alle quali nessuno avrebbe prestato la giusta attenzione perché gli oggetti non parlano, e quando parlano le persone fingono di non sentire.”
Senza dire nulla a nessuno, lascia il lavoro da commesso, inizia a regalare le sue cose a chi le vuole per prepararsi per un lungo viaggio lontano, anche se ancora non sa quale sia la sua meta. Come gli elefanti che al termine della loro vita si isolano in un luogo remoto. Il racconto dei preparativi di David è naturale e triste, ma nello stesso tempo sereno.
Il fatto che nessuno sia al suo fianco rende per noi la situazione irreale, abituati come siamo ai nostri molti legami famigliari.
“La famiglia serve solo a farti abbandonare i tuoi sogni e farti diventare una macchina per riempire la pancia agli altri. E quando, alla fine, i figli vanno via di casa, tua moglie non è più quella ragazza carina e gentile di cui ti eri innamorato anni prima, ma non è colpa sua, se anche tu ti sei trasformato in un rozzo che non ha voglia di portarle dei fiori o di invitarla a ballare.”
È il caso a fargli conoscere una giovane cassiera figlia di immigrati vietnamiti, che gli dà l’idea della meta del suo viaggio finale, Hanoi. Con lei e con la sua famiglia David si distrae un po' dall'idea della morte e dall'idea di andare a morire solo e lontano.
Strano libro, triste, cupo, malinconico, a volte strappalacrime e, ovviamente, un po’ prevedibile.
Uma história curta e que de certo ponto é previsível, mas a maneira que foi contada é que muda tudo. Adriana tem uma narrativa direta mas muito sensível e bela. Aquele típico livro que você lê em um fluxo, pois é uma história bem contada e instigante.
A construção dos personagens - mesmo que rápida - é ótima, e consegui me afeiçoar rapidamente a todos. A música também está presente de forma constante, com inúmeras referências de músicas, especialmente do jazz. Anotei e pretendo ouvir.
Meu primeiro livro da autora e fiquei encantada, doida para conhecer mais dela. E empolgada para nosso encontro virtual com ela para debater a obra! ❤️
Meu primeiro livro da autora e, certamente, quero ler outros! Amei a escrita e fiquei cativada por todos os personagens construídos. Foi maravilhoso acompanhá-los. Tirei uma estrela porque ainda que seja nítido o trabalho de pesquisa dele sobre o Vietnam, o livro é permeado por uma linguagem bastante equivocada (a cada ''rosto ocidental'' eu chorava hahah)
Nossa era é marcada pela preponderância do espaço sobre o tempo, também pelo (suposto) esmaecimento das fronteiras – a tal da globalização. O romance HANÓI, da carioca Adriana Lisboa, procura (e encontra) o que pode haver de mais cruel nisso tudo. Ao centro personagens que moram nos Estados Unidos, mas filhos de imigrantes, herdeiros de num não-pertencimento típico do presente.
David é filha de uma mexicana e um brasileiro, de Minas Gerais; Alex, filha de uma vietnamita e um soldado norte-americano. Ele, logo na abertura do romance, descobre que está com dos dias contados, não há tratamento para o seu câncer, nem paliativos. Há apenas espera. Ela, por sua vez, trabalha num pequeno mercadinho, cria o filho pequeno, com raras visitas do pai do garoto (um técnico de basquete casado).
Poderia ser um romance sobre as dores dessas existências sofridas – ou mesmo sobre a poesia do sofrimento ou qualquer outro viés lacrimoso em que Hanói poderia cair, mas Adriana encontra nessas duas figuras e naquelas que as cercam – a mãe e a avó de Alex, o dono do mercadinho etc – a possibilidade de explorar as incongruências e falsas promessas de vida melhor que o mundo contemporâneo oferece aos moradores da periferia. Mesmo nascido nos EUA, David é um latino; mesmo filha de um americano, Alex é uma imigrante.
É pelas entrelinhas que Adriana investiga o papel dessas personagens nos EUA do século XXI. É também com um olhar melancólico e carinhoso que ela expõe as falácias da contemporaneidade, do falso louvor do mundo multiétnico, onde os papeis são claramente definidos, embora, cobertos por uma bruma enganadora.
Em "Hanói", Adriana Lisboa introduz-nos no universo de dois personagens que traduzem bem sua opção pela delicadeza como opção estética, por meio de uma busca pelo recolhimento, pela discrição, mas também pelo pertencimento e, portanto, essa delicadeza encontra-se voltada à sutileza e à sensibilidade, sem a necessidade de gritar aos quatro ventos toda a alma dos seus personagens. E, de fato, não precisamos de muito nessas belas páginas para sentirmos o toque humano.
David nasceu e cresceu em Chicago. Seu pai, brasileiro, sua mãe, mexicana, ambos já falecidos. Músico amador, trabalha em uma loja de materiais de construção. Começamos a leitura no momento em que um médico oncologista lhe dá um diagnóstico terminal. Tem menos de um ano de vida. Sozinho no mundo, e depois de processar a informação que lhe foi dada, a qual não se processa com facilidade, em que vivemos num limbo em que não sabemos como agir, David aos poucos resolve se despedir da vida.
É nesse despedir, que tenta fazer coisas ligeiramente diferentes e nesse caminho acaba no pequeno mercado vietnamita não tão longe de seu apartamento, mas onde nunca havia estado. Ali conhece Alex, filha de mãe vietnamita e pai americano, estudante de astrofísica, atendente de caixa, mãe solteira. A história flui de forma cativante a partir dai. E não, não se trata de uma histórica romântica tradicional, um "Love Story" reinventado.
Para o leitor desavisado, pode parecer que David é um ser resignado com o seu destino. E até certo ponto, de fato, o é. Mas há muito dor, medo, há amor, querer-bem, tantos outros sentimentos em cada um dos personagens, apenas que a opção pela delicadeza significa no desenvolvimento da narrativa que de certo modo, essas sensações e sentimentos não precisam ser escancarados, detalhados, jogados como numa luta-livre na cara do leitor. Ocorrem por meio da própria escrita, por vezes nas entrelinhas, no ponto final de um parágrafo e no início do próximo. Ocorre na técnica, mas também na sensibilidade da autora de nos contar histórias que vão muito mais além e que também tocam nossos sentidos. Da mesma forma, são os personagens de André de Leones em "Dentes negros", ou Antônio, o personagem de "Enquanto os dentes" de Carlos Eduardo Pereira.
Hanói, enfim, é o Shangri-la de David. Mas pode ser o reinício da vida para Alex. De qualquer forma, é um livro escrito com delicadeza.
Entremos sin titubeos: es un libro malo. Malo literariamente, quiero decir. Mal escrito, con una historia inverosímil. Con cabos sueltos y giros sin sustentos lógicos por doquier. parece escrito por una amateur. La historia tierna, de amor, llena de luz por todos lados (aunque se narra el proceso hacia la muerte), es naif, ingenua y donde el mundo parece estar lleno de personas lindas, sumado a una edición preciosa de edhasa, parece ser construida buscando ser un best seller (y creo que lo consiguió).
Cuento brevemente la historia. Es libro se ambienta en Chicago y narra la vida de David, un trompetista que no ha conseguido lo que se concibe por éxito y trabaja en una tienda, se entera que tiene un cancer terminal y le quedan un par de meses de vida. La novela narra su proceso hacia la muerte y en ese proceso, su cruce con Alex, una descendiente de inmigrantes vietnamitas, que trabaja en un supermercado vietnamita y es madre soltera. Entre ellos se forma un vínculo amoroso que debería influir mucho en David, pero esa incluencia no está bien lograda. Algo a favor de la historia, es que mantiene hasta el final, la intriga del desenlace de la enfermedad de David, lo que no revelaré acá, aunque advierto que el final es bastante insulso.
Además de la edición y la intriga final, resalto la cantidad de referencias musicales que llenan el libro. Ésto sí es algo que me encantó. Si alguien llega a querer disfrutar ésto sin tener que fumarse el libro, los invito a visitar la Playlist que armé siguiendo las menciones:
Con éstos destaques, es probable que la novela sea del agrado de lectores novatos o de aquellos que quieran pasar un rato: https://open.spotify.com/playlist/0jg...