Um homem precisa encarar seus Demônios, mas também precisa ter talentos que garantam sua sobrevivência. E John Constantine tem talentos como ninguém! Constantine é um despreocupado e um tanto amoral ocultista inglês vindo de uma família de origem operária da cidade de Liverpool. Ele é um herói. Ou melhor: um anti-herói, que conseguiu chegar ao topo usando um misto de habilidades distintas, como sorte, truques e magia. Estas histórias, do começo de sua carreira-solo, mostram Constantine em seus melhores – e alguns dos piores – momentos, além de trazerem a participação mais do que especial do Monstro do Pântano, personagem cuja publicação testemunhou o nascimento de Hellblazer!
Jamie Delano aka A. William James began writing comics professionally in the early 1980s. Latterly he has been writing prose fiction with "BOOK THIRTEEN" published by his own LEPUS BOOKS imprint (http://www.lepusbooks.co.uk) in 2012, "Leepus | DIZZY" in April 2014, and "Leepus | THE RIVER" in 2017.
Jamie lives in semi-rural Northamptonshire with his partner, Sue. They have three adult children and a considerable distraction of grandchildren.
Ainda estou confuso. Um pouco menos do que quando comecei essa empreitada, mas ainda assim razoavelmente confuso. Tenho a impressão de que isso é, em parte, um déficit meu — embora talvez seja um misto entre isso e a forma como a narrativa se constrói. Minha experiência com Constantine não está sendo tão prazerosa quanto eu esperava. Já o conhecia “de vista”, por outras HQs, mas é a primeira vez que me aprofundo em um conteúdo solo dele. Não que eu esteja odiando o que leio, mas tenho dificuldade em acompanhar o ritmo do Delano. Em compensação, admiro muito a atmosfera que ele cria. Como fã de David Bowie, não consigo evitar as associações — algo na ambientação me puxa direto pra ele. Li por aí que as coisas começam a fazer mais sentido a partir do volume três, então sigo e depois volto com uma nova opinião.
O primeiro volume me surpreendeu, e depois dele eu passei a esperar ainda mais desse segundo compilado. Temos aqui altos e baixos. Muito do que foi construído no volume 1 volta nesse volume com mais profundidade. O desenvolvimento dos personagens é evidente, coisas importantes para a mitologia de John Constantine acontecem aqui. Em geral, gostei mais das histórias do primeiro compilado do que dessas, mas não deixamos de ter histórias excelentes aqui, com destaque para Fantasmas na Máquina. Os traços de John Ridgway dispensam comentários.
Dos pontos altos dessa HQ, destaco a cena do Ritchie entrando na quinta dimensão - muito bem desenhada a transição em bits - e a história por completo do Constantine pós-transfusão com o sangue do Nergal, em que você tem uma leitura visual das angústias do protagonista, desde preocupações mundanas se transformando em fantasmas - notícias cotidianas, dinheiro - a uma bola de demolição que parece onipresente.