Julién passou por uma fase terrível e seu coração ainda está despedaçado. Agora, ele decidiu viver um dia após o outro, tentando compreender as particularidades dessa cidade enorme que é São Paulo, onde ele vive, mas se sente sozinho. Porém, um dia, quando cruza a Avenida Paulista de bicicleta, ele tromba com Bruna, a aprendiz de cineasta mais diferente que já viu. Por causa desse momento tão inesperado - e quase trágico -, eles decidem tomar um café. E, depois desse café, nada mais foi como antes. Talvez algo possa surgir entre as luzes mais brilhantes da Paulista e repetidos cafés no Starbucks. Talvez eles – e os leitores – possam descobrir se e existe ou não amor em SP.
Já fazia um bom tempo que eu não lia um romance, afinal, a minha praia é fantasia e permaneci lá por muito tempo até finalmente ler "As Luzes Mais Brilhantes". O livro possui uma narrativa fácil e extremamente gostosa, os personagens nos cativam e tem tanto amor nessa história que fica difícil não sorrir e também derramar algumas lágrimas com o passar das páginas. É o primeiro livro do Guto que leio e, confesso, estou apaixonado pela maneira como ele construiu a história de Julién e Bruna e triste pelo banho de água fria que tomei nos momentos em que mais precisei.
O livro aborda assuntos bem importantes como, por exemplo: laços familiares e ansiedade. Me vi completamente imerso quando o livro chegou ao seu ápice, quando tudo desmoronou e os personagens ficaram super vulneráveis aos acontecimentos. O livro me surpreendeu positivamente mesmo seguindo a linha de romances YA que costumamos ver por aí. O diferencial de "As Luzes mais Brilhantes" é a sua representatividade, é a maneira madura como a história foi escrita e, principalmente, a quantidade de referências que ela trás. Tem música, tem sorrisos, tem lágrimas e, sim, tem muito amor em São Paulo.