O livro reconstrói com ensaios, discursos e entrevistas a trajetória de João Batista Vilanova Artigas (1915-1985), um dos mais importantes arquiteto modernistas de São Paulo. Depois de edições nos anos 1980, o livro ganha uma nova organização que conduz o leitor pelos primeiros escritos do arquiteto, as aulas inaugurais, ensaios sobre o projeto moderno e depoimentos e entrevistas que revisam sua trajetória pessoal. Também incorpora “A função social do arquiteto”, material de seu concurso para professor titular da FAU-USP em 1984. Artigas discute com grande clareza e lucidez o papel histórico e social da arquitetura moderna.
João Batista Vilanova Artigas foi um arquiteto brasileiro. Graduando-se engenheiro-arquiteto pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Artigas se envolveu ainda estudante com um grupo de artistas de vanguarda (dentre os quais destacar-se-ia mais tarde o pintor Alfredo Volpi) conhecido como Grupo Santa Helena, devido ao seu constante interesse pela atividade do desenho. Artigas fez parte do grupo de professores que deu origem à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU). Tornou-se um dos professores mais envolvidos com os rumos desta nova escola: é de sua autoria o projeto de reforma curricular implantado na década de 1960 que redefiniria o perfil de profissional formado por aquela escola e foi responsável, junto ao arquiteto Carlos Cascaldi, pelo projeto da nova sede da Faculdade. Em 1969, por determinação do regime militar vigente no país, foi afastado da FAU e obrigado a se exilar brevemente no Uruguai, devido à sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Embora tenha vivido no Brasil na década de 70, foi impedido de atuar plenamente pelo regime. Seu retorno à faculdade se deu em 79, onde lecionou até sua morte em 85. Principais Obras: 1952; Estádio do Morumbi 1961-69; Edifício-sede da FAU-USP 1973; Estação Rodoviária de Jaú
Ideal para quando se sente necessidade de reencontrar os princípios mais nobres e humanistas da Arquitectura.
“Pensei que este espaço fosse a expressão da democracia. Pensei que o homem na Faculdade de Arquitetura teria o viço e que nenhuma atividade aqui seria ilícita, que não teria de ser vista por ninguém, e que os espaços teriam uma dignidade de tal ordem que eu não podia pôr uma porta de entrada, porque era para mim um crime.”
Vilanova Artigas, Caminhos da arquitectura, Pag 194
Quando eu for Grande, gostava de ser tão Grande como o Artigas.
Conjunto de textos que ajudam a compreender o processo de criação do arquiteto tanto quanto seus pensamentos e o contexto histórico no qual estava inserido.