Λαός - μια λέξη που υποδηλώνει την εξαφάνιση του υπαρκτού κράτους; Λαϊκός - ένα επίθετο μέσω του οποίου οι κυριαρχούμενοι αποδέχονται τις πιο δυσμενείς συνθήκες για την ίδια τους τη γλώσσα; "Εμείς, ο Λαός" - μια επιτελεστική εκφορά με την οποία συγκροτούνται ως λαός τα σώματα που συνενώνονται στον δρόμο; Όχι ένας λαός, αλλά λαοί που συνυπάρχουν; Συσχετισμός δύναμης, μια ιστορία συσχετισμού δυνάμεων; Και ο λαϊκισμός, ένα σχήμα που κατασκευάζεται με τη μείξη μιας ικανότητας -της γυμνής δύναμης του μεγάλου αριθμού- και μιας ανικανότητας - της αδαημοσύνης που αποδίδεται στον ίδιο αυτό μεγάλο αριθμό; Ο Alain Badiou, ο Pierre Bourdieu, η Judith Butler, ο Georges Didi-Huberman, ο Sadri Khiari και ο Jacques Ranciere φωτίζουν σ' αυτό το βιβλίο μερικές από τις όψεις του λαού. Διαφορετικές προσεγγίσεις, σίγουρα, που έχουν όμως ένα κοινό σημείο, παρά την πολυσημία της λέξης και την πολυσθένεια της ιδέας: ότι τοποθετούν χωρίς δισταγμό τον λαό στο πλευρό της χειραφέτησης. (Από την παρουσίαση στο οπισθόφυλλο του βιβλίου)
Alain Badiou, Ph.D., born in Rabat, Morocco in 1937, holds the Rene Descartes Chair at the European Graduate School EGS. Alain Badiou was a student at the École Normale Supérieure in the 1950s. He taught at the University of Paris VIII (Vincennes-Saint Denis) from 1969 until 1999, when he returned to ENS as the Chair of the philosophy department. He continues to teach a popular seminar at the Collège International de Philosophie, on topics ranging from the great 'antiphilosophers' (Saint-Paul, Nietzsche, Wittgenstein, Lacan) to the major conceptual innovations of the twentieth century. Much of Badiou's life has been shaped by his dedication to the consequences of the May 1968 revolt in Paris. Long a leading member of Union des jeunesses communistes de France (marxistes-léninistes), he remains with Sylvain Lazarus and Natacha Michel at the center of L'Organisation Politique, a post-party organization concerned with direct popular intervention in a wide range of issues (including immigration, labor, and housing). He is the author of several successful novels and plays as well as more than a dozen philosophical works.
Trained as a mathematician, Alain Badiou is one of the most original French philosophers today. Influenced by Plato, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Jacques Lacan and Gilles Deleuze, he is an outspoken critic of both the analytic as well as the postmodern schools of thoughts. His philosophy seeks to expose and make sense of the potential of radical innovation (revolution, invention, transfiguration) in every situation.
C’est une collection éclectique d’essais, où les auteur•ices n’ont pas la même angle d’analyse de ce qu’est un peuple. Par conséquent, ils ne sont pas tous accessibles si vous n’avez pas de base (comme moi!) et je ne recommande pad forcément ce livre pour une première approche de cette notion. J’aurais aimé que les textes se complètent plus les uns avec les autres, qu’il y ai un fil conducteur plus précis, une sorte de progression. J’ai beaucoup aimé l’essai de S. Khiari, très bien écrit, ainsi que celui de J. Butler.
Another book I read in attempt to educate myself for the upcoming presidential election. It's a great book that attempts to show individual importance in hopes of sparking a group change; however, the substance lacked. It's a rather short book that tries to capture a big topic.
Tenho gostado de ler livros compostos por artigos. O tema é particularmente interessante: o conceito de povo. Gostei de todos os artigos, uns mais que outros mas não tem um que seja ruim. A Introdução de Bosteels é ótima, já introduz a discussão e puxa o debate althusseriano/pós-althusseriano de maneira bem articulada. O artigo de Badiou é o highlight para mim. Uma proposta político-teórica bem construída, frontalmente comunista e que delimita bem as fronteiras entre as formas de produção do "povo" enquanto identidade, enfatizando o aspecto da classe proletária enquanto aquela que abole a si mesma, sendo a tarefa política por excelência a abolição do Estado. Apesar de ser algo que deveria ser textbook-marxism, o século XX e as recuperações recentes das posições hegemônicas dentro do "campo marxista" ainda fazem que tais afirmativas sejam controversas. Bourdieu faz talvez o mais fraco, mas ainda assim muito interessante: o debate sobre as formas históricas do conceito de "popular". Butler enfatiza o ato de fala "nós, o povo" como uma construção performática que depende retroativamente de uma "assembleia" de corpos, trazendo um bom caldeirão de discussões sobre materialidade e discurso. Didi-Huberman começa seu texto com uma das melhores discussões do livro, indo da filosofia da história de Benjamin à questão da percepção em Merleau-Ponty. Sua síntese, acompanhado de Racière, é talvez a forma mais desenvolvida e bem articulada da posição que critico no meu artigo de outubro pela Revista Iconoclasta, para quem se interessar. O problema da visibilidade é algo que o "tornar sensível" de Didi-Huberman ainda precisa resolver. A nota final de seu texto o blinda, entretanto, da crítica que eu faria sobre o discurso da impotência, ao enfatizar a diferença entre puissance e pouvoir, já feita por Deleuze em seu Nietzsche. Achei uma boa saída, honestamente. Ainda assim, elaborarei mais profundamente minhas críticas ao texto numa palestra no fim desse mês. Fiquem ligados. O texto de Khiari traz o debate decolonial, racial e étnico para as discussões sobre povo na França, insistindo na exigência de um Fora ao qual o Dentro constrói como contraposto. Bom texto; gosto especialmente da discussão sobre as implicações racistas do discurso "secular". O texto final e curtíssimo de Racière é um bom encerramento, uma análise breve sobre o conceito de populismo. A conclusão de Olson fecha o livro com chave de ouro, fazendo um balanço crítico dos textos do livro e oferecendo uma interpretação acuradíssima. Sua proposta final também não é algo a ser ignorado, uma bela síntese dos desenvolvimentos do livro. Ajuda bastante a construir uma interpretação coesa das diferentes posições, além de não poupar ninguém de suas insuficiências. Recomendo demais, belos debates de filosofia política contemporânea.
Alain Badiou analyse en 24 petites notes l'histoire de plusieurs révolutions et en dégage sa définition du peuple, toujours minoritaire par rapport à la "population". Bourdieu examine l'épithète "populaire" appliqué à la langue, expose la sociologie de l'argot, et conclut que l'ambivalence du terme constitue souvent un "support objectif" pour certains intérêts et fantasmes. Judith Butler glose ennuyeusement sur le "We the people" américain, à la fois constitutionnel et indigné. D'autres approches suivent, mais le thème est le même, et le résultat très inégal, peut-être est-ce la richesse du livre? Badiou et Bourdieu restent dans une sphère supérieure de clarté, d'intelligence et de pertinence.