Em Um farol no pampa, segundo livro da saga de Leticia Wierzchowski, acompanhamos o destino de um jovem chamado Matias na esteira dos assombrosos acontecimentos que levam o Império do Brasil à Guerra do Paraguai. A história de Matias se mescla com a vida das personagens femininas de A casa das sete mulheres e, mais uma vez, Manuela dá a sua voz para nos contar o que foi feito do Rio Grande e da sua gente depois que a Revolução Farroupilha teve seu malfadado final. E traz de volta para o leitor a companhia de personagens queridas como D. Antônia, D. Ana, Caetana, Mariana e Perpétua.
Leticia Wierzchowski nasceu em Porto Alegre, RS, em 1972, e estreou na literatura em 1998 com o romance O anjo e o resto de nós. A autora é considerada uma das maiores revelações da literatura nacional do início do século XXI. Uma das raras escritoras a perceber e a traduzir, em palavras, a personalidade, o sentido e o poder de ação de personagens e cenários brasileiros. Em 2003 o romance A casa das sete mulheres foi adaptado pela Rede Globo em uma série de 50 capítulos. Desde então, a produção televisiva já foi veiculada em quase 30 países, e a obra de Leticia ganhou caminhos internacionais. Ela tem livros editados na Espanha, Portugal, Grécia, Itália e Sérvia-Montenegro.
Um Farol no Pampa (A casa das sete mulheres #2) - Leticia Wierzchowski | NITROLEITURAS #drama #literaturabrasileira #leticiawierzchowski
O segundo volume da saga de uma família do Rio Grande do Sul envolvida agora com a Revolução Farroupilha, na metade do século XIX, na prosa deliciosa e emocionante de Letícia Wierzchowski!
Um Farol no Pampa (A casa das sete mulheres #2) - Leticia Wierzchowski | NITROLEITURAS #drama #literaturabrasileira #leticiawierzchowski | 527 páginas, Bertrand Brasil, 2015 (1ed. 2004) | Lido de 26.08.17 à 28.08.17
SINOPSE
Um Farol no Pampa é um desdobramento do romance A Casa das Sete Mulheres.
Neste livro os espaços se ampliam e perdem seus contornos, já não há a clausura de uma estância sitiada pela guerra, mas há o destino de um jovem de nome Matias.
E há o medo diante dos caminhos que pareciam traçados, mas que se desfazem a cada passo na esteira dos assombrosos acontecimentos que levam o Império do Brasil à Guerra do Paraguai. A história de Matias se mescla com a ida das personagens femininas de A Casa das Sete Mulheres.
E mais uma vez, Manuela, a eterna noiva de Giuseppe Garibaldi, dá a sua voz para nos contar o que foi feito do Rio Grande e da sua gente depois que a Revolução Farroupilha teve seu malfadado final.
Um Farol no Pampa trata do sutil e do épico, do amor e da tragédia, do mistério inescrutável que se esconde por trás de cada instante. E traz de volta para o leitor a companhia de personagens queridas como D. Antônia, D. Ana. Caetana, Mariana e Perpétua.
RESENHA
A saga da família de Bento Gonçalves continua em UM FAROL NO PAMPA, mais um romance emocionante de Letícia Wierzchowski, por quem desenvolvi uma paixão literária dada a beleza de sua prosa e a profundidade emocional de suas personagens. Quem acha que a prosa contemporânea não tem mais espaço para arrebatamentos poéticos e metáforas belas, precisa ler o texto de Letícia. É sentimental sem sentimentalismo, trabalha o dramático sem cair no melodramático, com uma segurança de quem conhece bem as personagens que vivem em suas histórias.
E, a medida que leio as obras de Letícia, seguindo uma ordem mais ou menos cronológica, noto uma evolução na estrutura de suas histórias, com a escritora se permitindo construções mais complexas de tempo, e ousando cada vez mais no modo como mescla o subjetivo de seus personagens com os acontecimentos das tramas.
Uma cena em UM FAROL DO PAMPA me chamou muito a atenção, ao ponto de tê-la lido várias vezes. Um dos protagonistas recebe uma notícia terrível e a narrativa, ao invés de simplesmente descrever o que acontece em sua alma, passa a mostrar uma série fragmentária de memórias horrendas da guerra, em relâmpagos, usando essas imagens para que o leitor experimente o seu tumulto interior. Impressionante. Recursos semelhantes são usados em toda a narrativa, adicionando um prazer extra para a leitura.
Também me impressionou a maneira hábil com que Letícia usa do ponto de vista narrativo, que é fechado na subjetividade dos personagens, mas que passa de personagem para personagem, como se fosse onisciente, porém, sem causar distanciamento. Nas mãos de um escritor mais inexperiente, esse recurso poderia causar confusão, mas Letícia mantém a clareza na narrativa, ao mesmo tempo que se permite investigar a subjetividade de uma miríade de personagens. Legal mesmo!
E o drama também merece destaque. Muitas das narrativas segue a linha de personagens que agem da melhor maneira possível mas que mesmo assim, suas ações resultam em desastres. É o segredo do drama sem melodrama! :)
Recomendo a leitura de UM FAROL DO PAMPA logo depois da A CASA DAS SETE MULHERES ( que resenhei nesse link: https://goo.gl/Q8zWYC ). Quem curtiu o livro anterior vai adorar esse volume, onde descobrimos o que aconteceu após a Revolução Farroupilha com a família de Bento Gonçalves. Um pulinho na Wikipedia para uma leitura da Revolução Farroupilha e da Guerra do Paraguai, o conflito abordado neste volume, ajuda muito na imersão na história.
UM FAROL DO PAMPA aborda temas caros à escritora, como os diversos modos de lidar e superar (ou não) a perda de entes queridos, os horrores da guerra, as questões da fé em Deus e da fé em um amor impossível, e o modo como a culpa mina os esforços de buscar a felicidade pessoal.
O livro é um panorama de protagonistas diversos cujas histórias se entrelaçam, ou melhor, como em A CASA DAS SETE MULHERES, o protagonista é a própria família de Bento Gonçalves e a cultura dos proprietários de terra rio grandenses do século XIX.
Recomendado para quem curte romances históricos, histórias trágicas porém verdadeiras, e quem curte chorar um pouquinho enquanto lê. :) ___________________________________________ Se você gostou, se inscreva no CANAL NITROBLOG no YOUTUBE! https://goo.gl/3ZNWbM
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Sequel to A casa das sete mulheres but I'd say it's more of a big epilogue. We begin by learning about what followed in the lives of the protagonists of the first book, after the end of the war, and all that it brought. There are of course also some other stories, those of the descendants of the family, which show that things repeat themselves, with the men going to war and suffering hardships and the women staying behind and suffering the agony of waiting. Overall I would say that these are two similar books, written in the same sensitive and beautiful way, which is why I enjoyed this second book almost as much.
Η συνέχεια του Το σπίτι των επτά γυναικών αλλά θα έλεγα ότι περισσότερο είναι ένας μεγάλος επίλογος. Ξεκινάμε μαθαίνοντας για όσα ακολουθήσανε στις ζωές των πρωταγωνιστών του πρώτου βιβλίου, μετά το τέλος του πολέμου και όλα όσα έφερε. Υπάρχουν βέβαια επίσης κάποιες άλλες ιστορίες, αυτές των απογόνων της οικογένειας, οι οποίες δείχνουν ότι τα πράγματα επαναλαμβάνονται, με τους άντρες να πηγαίνουν στον πόλεμο και να βασανίζονται από τις κακουχίες και οι γυναίκες να μένουν πίσω και να αγωνιούν. Γενικότερα θα έλεγα ότι πρόκειται για δύο παρόμοια βιβλία, γραμμένα με τον ίδιο ευαίσθητο και όμορφο τρόπο, για αυτόν τον λόγο μου άρεσε σχεδόν εξίσου και αυτό το δεύτερο βιβλίο.
Livro triste e muito belo. O laço de Dona Antônia e Matias é, sem dúvida, a parte mais rica dessa história. Me tocou muito ver as fortes mulheres do livro anterior envelhecendo e partindo do mundo. A tragédia da vida de Matias depois de voltar da guerra e toda a tristeza da situação nos prendem com a curiosidade de saber qual atitude ele tomou, e como se sentiu perante àquilo. A única coisa que me incomodou foram os períodos de guerra que me pareciam cansativos de lerem, mas deve ser questão de gosto pessoal.