Breves narrativas numa coletânea de contos que tratam das irremediáveis relações humanas, das buscas de algo que não se sabe bem o que seja, da presença atual do mito, do lugar incomum. Um livro que oferece, tal numa loja de bricabraques, diferentes detalhes estéticos em dramas sortidos. Esta coletânea de contos recebeu menção honrosa no Programa Nascente da USP na categoria texto em 2014 e foi obra pré-selecionada ao Prêmio Sesc de Literatura em 2016.
Na poeira do visível o conto se forma e se contorna. “Bricabraque”, contos de André Mellagi se apresentam como no fantástico e na realidade, uma locomoção complexa e evolutiva para uma escrita mesclada de força, criatividade e inventividade, os contos de “Bricabraque” são progressos inteligentes de associações de palavras da boa escrita. “Bricabraque” fabula o encanto e o desencanto, o comum e o ordinário. Perceber o conto como questões individuais, humanas, interpretativas e metafísicas faz com que “Bricabraque” ganhe o seu espaço de leitura aclamada com um diálogo com o relógio literário da vida. O tempo de “Bricabraque é o destino da sua estrutura fundamental de reinvenção, da arte, do desenho literário, da natureza ontológica de sensibilidade crua e respiro poético.
O autor em “Bricabraque” faz do seu espaço e chão literário o preenchimento da verdadeira atenção ao tecido de cuidados com as palavras. A capacidade de fazer transferências poéticas para e consolidá-las e transformá-las em relicários, onde se guarda o mais caro recurso do escritor: a fonte da sua inspiração e a capacidade de ser simples para atingir níveis altos de uma potente escrita literária.
“Bricabraque” pode ser a melhor versão de André. Mas essa reinvenção só se dá pelo tempo de estudo da produção do autor, que essencializa seus escritos e os promove com altas nuances de boa produção literária.