Por que o Brasil é um país atrasado?, livro de estreia do ativista político, empresário e descendente da família real Luiz Philippe de Orleans e Bragança, revela a construção de um Estado autocrático e interventor, fato que atingiu seu ápice com a Constituição de 1988. No decorrer da obra, o autor aborda os motivos – a partir de uma revisão de princípios universais que estiveram sufocados pelas narrativas que servem aos governos e à burocracia de Estado – pelos quais a nação se encontra mais uma vez em uma situação de decadência política, institucional e econômica. Acessível a todo e qualquer leitor, mesmo aqueles sem conhecimento prévio de teorias políticas e econômicas, Por que o Brasil é um país atrasado? presta um serviço à sociedade brasileira ao combater a desinformação e mitos. Informa aos diversos segmentos da sociedade quais são as bandeiras legítimas na construção e defesa de um Estado de Direito moderno e de sucesso. No Brasil pós segundo impeachment da Nova República, trata-se de uma obra essencial para entender nosso país e as estruturas que causam nossa instabilidade.
Luiz Philippe Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança é um político, ativista e empresário brasileiro. É descendente dos imperadores do Brasil, Pedro I e Pedro II, e, portanto, da família imperial brasileira.
Em 2019 assumiu o cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo, após ser eleito nas eleições gerais de 2018 pelo Partido Social Liberal, com 118 457 votos. É o único descendente da família imperial brasileira a ocupar um cargo político de relevância desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.
Nos últimos anos, andei pensando: um pais que cobra quase 50% dos seus cidadãos (5 meses de trabalho), não pode ser capitalista.
O livro estende este argumento e realmente mostra que vivemos um neo socialismo dominado por oligarquias de funcionários públicos, sindicatos, empreiteiras, frigoríficos, etc.
Mostra uma que a causa disto é uma constituição detalhada e ao mesmo tempo vaga, que força o aumento da carga tributária para suportar o gigantismo do estado e direitos criados pela visão ideológica de esquerda do sec. XX.
Mostra que mediocridade do país é causada pelo o ódio ideológico ao empreendedor, que é massacrado por pesada e burocrática carga tributária e trabalhista, que impede a geração de riqueza e emprego.
Dentre os vários problemas, aponta a fantasia que é nome oficial do país, onde "Federativa" meramente figurativa. Somente 5% dos tributos ficam no município, 25% no estado e o restante para a centralizadora Brasília, o que favorece a corrupção a má gestão do dinheiro público.
Mostra, enfim, que desde a constituição de 1934, o direito a propriedade foi relativizado, o que configura o regime socialista do país. E, finalmente, mostra que não vivemos em um estado de direito de fato, e os eventos recentes de absolvição de figuras com foro privilegiado mostra exatamente isto.
Vivemos e trabalhamos para suportar uma imensa massa parasita que vive de criar dificuldades para vender facilidades para quem realmente produz.
Este livro compartilha uma visão que eu já havia adquirido com o passar dos anos. Gosto da maneira como aborda as questões históricas político-econômicas do Brasil e do mundo ocidental.
A leitura é rápida e fácil, o que torna agradável e indispensável para todos aqueles que têm um pensamento crítico sobre a situação do nosso país.
Acompanhado por uma reflexão histórica da política, desde as primeiras sociedades organizadas até as modernas, o autor traça um paralelo entre o que deu errado e certo para elas e aponta o que deu errado para nós e o que precisamos mudar para deixarmos de ser um pais atrasado. Uma excelente leitura.
Quem tem amigos que te avisam que você está lendo livro de Bolsominion, tem tudo. A Mikaela que lê tudo que lhe cai nas mãos precisa morrer. Estamos atualizando o filtro de livros que entram pra lista de leituras e eu tô buscando a fonte dessa indicação pra não repetir a vergonha. Ainda acho que tenho estudar mais sobre economia tho. Não terminei de ler.
Deveria ser leitura obrigatória para todo brasileiro. Com muita capacidade, e ampla base em pesquisas, o autor apresenta os verdadeiros problemas do nosso Brasil; os quais são muito mais profundos do que a grande maioria imagina. Com maestria, mostra como as escolhas históricas de sistema de governo e de sistemas econômicos nos trouxe até este momento crítico, de tremenda instabilidade. Com coragem, apresenta soluções, que não são fáceis, nem rápidas, mas que, se aderidas pela população, nos elevarão como nação soberana.
Uma introdução bastante completa! Luis Phillipe de Orleans e Bragança realiza um trabalho excelente para quem (como eu) não é familiarizado as questões sociopolíticos.
O autor é um cientista político que toma para si a responsabilidade de fazer a ciência política acessível a todos os brasileiros. O livro faz isso muito bem, buscando não ser tão técnico nas explicações, inclusive usando gráficos criados por ele mesmo para ajudarem na compreensão das explicaçõestambém serve como uma introdução direta para compreender tudo o que envolve a nossa esfera política. Há uma abordagem histórica bastante concisa da política brasileira. O autor também dá uma introdução ao pensamento liberal.
Infelizmente os brasileiros não são muito próximos à pesquisa. Brasileiros gostam de coisas prontas e mastigadas para "gorfarem" que sabem alguma coisa nas conversas informais. Esse livro me fez ver o quanto os brasileiros (incluindo eu) são completamente desrespeitosos para com a história, são metidos e acham que podem debater política sem nem saber (por exemplos) quantas Constituições o país teve e qual foi o rumo que elas deram ao Brasil. Não somente esses assuntos, mas vários outros que interferem diretamente no dia a dia dos brasileiros.
Caso queiram começar, recomendo esse livro para iniciar a percepção de toda a situação histórica (digo para aqueles que não possuem nenhuma familiaridade com os termos).
O livro, escrito pelo príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, é uma ótima obra de ciência política, ou, pelo menos, de uso de conceitos da ciência política para analisar a realidade.
O autor busca fornecer inúmeras definições, para que o leitor possa identificar o meio em que vive (o que significa Estado, governo, burocracia, constituição, oligarquia, democracia, eunomia, anomia, aristocracia, capitalismo, socialismo, et cetera). Além, é claro, de dar respostas para a pergunta que intitula o livro, e demonstrar alternativas para que possamos sair do atraso.
A reposta para a pergunta que intitula o livro não é nova, o Brasil é um país atrasado por conta do tamanho de seu Estado, politicamente e financeiramente, algo que é causado por suas principais estruturas: a constituição e a forma como poder político está organizado (centralizado e concentrado).
Uma interessante conclusão que se pode chegar, após a leitura da obra, é que a tão aclamada Constituição Cidadão nos manteve no atraso, não respeitou os princípios e valores que regem a vida do cidadão comum, promove a estagnação social, e é uma das mais autoritárias que já tivemos. A Constituição de 1988 é a constituição do Establishment Revolucionário, não do cidadão, tampouco é cidadã.
Um bom livro para quem é iniciante e busca entender a situação atual do Brasil apresentando ideias da liberdade. Para um já iniciado nesta área o livro é mais do mesmo, mas atende o que se propõem a fazer, não é e nem foi sua pretensão ser técnico, o que pelo conhecimento do autor poderia ser assim feito, mas assim não quis. Falou sobre liberdade para um público novo, o que poucos autores liberais fizeram. O livro apresenta de forma bem embasada os pontos do "Por que o Brasil é Um País Atrasado?" Uma leitura simples, rápida, com uma beleza editorial muito boa. Outro ponto positivos são os quadros e esquemas feitos pelo próprio autor que ilustra bem seu conteúdo. O cenário foi bem propicio pois escreveu sobre suas experiências nos movimentos pró impeachment e o cenário pós Dilma.
O Luiz Phillipe de O. e Bragança exclarece de uma forma simples o objetivo do livro. Demonstra Q.E.D. todos os porquês do Brasil não ser um país capitalista, mas sim uma oligarquia. Excelente leitura, de fácil compreensão e simples assimilação. Trata-se de um ótimo portal de entrada para o mundo do pensamento Libertário e uma clara demonstração de que estamos há décadas privados desse pensamento em nosso país.
O livro é uma introdução a visão de política liberal, desmistificando vários conceitos que são aceitos de forma distornida na sociedade brasileira. A mais interessante que pude conferir e concordar é o antagonismo de defender democracia enquanto se busca um estado centralizador, diretriz que os governos autoritários de esquerda tem tentado incutir há cinquenta anos no país, tudo viabilizado pela sequência de constituições interventoras desde 1934.
Me considero com tendências à esquerda. Estudei em faculdade federal, lá vi que cotas raciais são necessárias e que há uma gritante desigualdade social e de representação das pessoas na nossa sociedade. Escolhi esse livro para ler com a mente de maneira mais aberta possível para entender a direita além da imagem que eu tenho conservadora-extremista que elegeu o Bolsonaro, que parece não se importar com a pobreza e que classifica qualquer luta por direitos das minorias como “mimimi”. Apesar de algumas partes tendenciosas (lembro de uma discussão que o livro faz sobre aristocracia e monarquia onde ele se apega a semântica das palavras ao invés do resultado prático da forma de governo, ou lá pela metade do livro que ele compara injustamente o que tem de pior na esquerda com o que tem de melhor na direita) achei que no geral foi uma leitura que valeu bastante a pena. O livro começa fazendo uma comparação entre constituições, entendi porque a nossa constituição é considerada interventora e diferenças entre a nossa e a dos Estados Unidos (até um direito básico como liberdade de expressão é dado como um direito na americana e na nossa dá a entender que é uma concessão do Estado). Entendi como nosso Estado é ineficiente por ser interventor em chamar as responsabilidades de correção de problemas para si enquanto é incapaz de resolver os problemas, seja emprego, desigualdade, saúde. Entendi o discurso que foi distorcido e virou a ofensa de “sermos educados por uma ideologia de esquerda”, esperando que o Estado resolva o problema de todos e demonizando o empregador, mas que na verdade os problemas existem devido a incompetência de décadas do Estado e que se o país fosse atrativo para os empreendedores teríamos mais empregos etc. Tenho dúvidas de o quão possível isso seria, mas de qualquer jeito foi bom ter uma outra visão. Gostei também que o livro da ideias de como descentralizar o poder no Brasil, seja por um parlamentarismo (consegui entender também.. separar um chefe de estado (presidente) do chefe de governo (primeiro ministro) para não haver tanta concentração de poder e nem disputa pata perpetuação no cargo) OU também por Estados Brasileiros independentes e com a arrecadação diretamente aplicada no estado (Que nem Estados Unidos) Dou nota quatro por partes tendenciosas e repetitivas, nas próximas semanas vou procurar um livro que seja o contraponto da esquerda, aí a nota aqui pode diminuir ou crescer hahaha. Como disse, li com a cabeça bastante aberta, não sei se tudo que o autor escreveu é de fato o motivo do Brasil não ir pra frente e se as soluções realmente seriam corretas e efetivas. Acho que vale mais a pena esse livro ser lido por alguém de esquerda para ver outros pontos de vista e questionar do que por alguém de direita só pra reforçar suas convicções. Ah, mas uma coisa é fato: Uma visão direita-liberal não tem nada a ver com o que o Governo Bolsonaro. Defender o Bolsonaro cada vez mais é pura insanidade.
Livro bem interessante que faz um verdadeiro raio-x do Brasil contemporâneo. Ele foi atualizado até 2017 e não sei como seria hoje a opinião do autor, espero que, diante da situação, ciente que a coisa desandou de novo e um lunático fascista venceu as eleições (Bolsonaro), um mentiroso que vendeu uma campanha em prol dos valores éticos da maioria dos brasileiros e do sonho de um Estado mais liberal, com a decepção do Paulo Guedes.
Enfim, saindo da tragédia em que vivemos, o livro também é interessante, porque ele traz um panorama geral sobre a formação dos tipos de governo na Grécia antiga; comenta brevemente sobre a História do Brasil; traz bons pontos dos motivos de o modelo liberal (capitalismo) ser o criador de riqueza para as nações, de possibilidade de ascensão social, etc. Isso foi legal de ver, porque me bastou relembrar de outras leituras pessoais, tanto dos autores gregos clássicos, como de livros sobre Idade Média, que vão mostrar como que a burguesia crescente iria servir para desmembrar o modelo fixo de classes sociais e levaria a uma chance de ascensão que, até então, era inexistente naqueles tempos, o que vai desembocar na Idade Moderna, etc.
Bem, quem for marxista, de esquerda, etc., provavelmente vai odiar, a menos que seja bem honesto e reconheça que essa visão não vai nunca servir para trazer riqueza, mas sim um Estado controlador, autoritário, etc., como todo país e nação que pensa dessa forma, inclusive o Brasil e muitos brasileiros.
"Por que somos um país atrasado? Uma das respostas é porque o país vem sendo governado por uma sucessão de oligarquias. Com efeito, o oligarquismo é uma das mais dramáticas mazelas do Brasil. O problema, evidentemente, não é novo. Não tem relação apenas com a era do lulopetismo: trata-se de uma antiga doença estrutural."
Luís Phillipe de Orléans e Bragança faz uma análise concisa do panorama político brasileiro, sempre com o enfoque de um liberal econômico em sua análise. O livro trata do assunto de maneira consistente e clara, acessível a qualquer pessoa interessada no tema. As breves digressões históricas, que buscam estender o pano de fundo são, também, bem montadas e escritas, é um texto de linguagem leve sem deixar de carregar um conteúdo relevante. É um livro introdutório, mas bem embasado e concatenado, tanto sem suas análises quanto em seus dados e fontes. Meu único apontamento, que não é necessariamente uma crítica, pois é um aspecto que demandaria um volume muito maior de páginas e análises, é o fato do autor não tratar das questões morais que fizeram o Brasil derrocar na balbúrdia. Mas, quem sabe, o autor não se debruce sobre o assunto no futuro.
O livro discute a estrutura de poder no Brasil atual por meio de uma análise crítica da constituição de 1988 sob uma perspectiva histórica, desde os primeiros regimes de governo na Grécia e Roma antigas. Apresenta explicações bem embasadas para o paternalismo dos governos brasileiros e para concentração de poderes nas oligarquias, como políticos, grandes empresas e classes de funcionários públicos. Não traz respostas e soluções para tudo e propõe algumas com as quais não concordo, mas traz um alerta importante: a constituição brasileira abriga um regime oligárquico, que pode se tornar totalitário, independentemente da opção ideológica de quem está no poder. Outro ponto importante é que talvez nossa constituição cidadã não seja tão democrática e liberal quanto pensamos... Em tempos como os atuais, é importante manter a mente aberta, ler opiniões diversas e refletir sobre nossas próprias opiniões.
Luiz Philippe parte de um princípio, que para apresentar qualquer solução é preciso antes diagnosticar o problema. Considerando que os cientistas políticos brasileiros são mais políticos do que cientistas, ou seja, querem mais atuar politicamente e influenciar do que entender os fenômenos, ele faz no livro o caminho oposto. Recupera os conceitos das ciências políticas para analisar o caso brasileiro e responder sua pergunta de pesquisa, que faz com rara serenidade e lógica racional. Só então, em forma de conclusão, aponta alguns caminhos que devemos seguir para superar os entraves que nos impedem de ser o que podemos ser.
A perspicácia do Luiz Philippe aliada ao seu conhecimento histórico acerca da construção do país enquanto nação (provavelmente este conhecimento foi herdado por conta de sua linhagem), permitiu que ele explicasse com clareza (na verdade a análise mais lúcida que eu já li) sobre onde pensamos que estamos; onde estamos de fato; como chegamos até aqui; onde deveríamos estar; e o que precisamos fazer pra chegar onde deveríamos estar.
O príncipe expõe as principais causas econômicas e político-estruturais do Brasil de forma fácil de entender, e o livro potencialmente quebra alguns simplismos sobre os atrasos do Brasil. Trata-se de uma visão liberal (ainda que não neoliberal, como o próprio autor explicita). No mérito, concordo, e na escrita, aprovo a simplicidade. Boa argumentação e plano de fundo histórico.
Um livro claro, preciso e que fala diretamente ao brasileiro médio. Sem tecnicismos. Leitura recomendada para todos (independente do alinhamento político-ideológico). Luiz Philippe faz uma leitura bastante satisfatória do cenário atual.
Uma análise muito bem fundamentada. A forma com que os dados são apresentados é bem didática, usando de tabelas, gráficos, etc. E as propostas de resolução dos problemas do país são coerentes mas ainda estão um pouco distante de nossa realidade.
Excelente leitura! Livro explica bem o liberalismo político e a sua inexistência no Brasil. Autor faz um bom diagnóstico político-econômico do nosso país e o rotula como um oligarquismo. Leitura bem apropriada para o nosso momento atual.
Excelente livro, demonstra claramente o atraso e seus motivos de forma bem didática e simples - qualquer um que não tenha o hábito de leitura e nem conhecimento do assunto poderia le-lo sem nenhuma dificuldade.
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O autor demonstra um conhecimento diferenciado, para níveis nacionais, da ciência política e propõe mudanças interessantes. Ótimas abordagens históricas, desde a Grécia antiga aos famigerados movimentos de rua de 2013/14.