Em "Famí Urgências e Turbulências", Mario Sergio Cortella se vê agora desafiado por perguntas que têm provocado preocupação em diversos segmentos da sociedade, especialmente entre os pais que percebem uma irrefreável erosão das relações Como melhorar o convívio entre pais e filhos?+ Como educar os jovens? Como estipular limites a eles?+ Como ser presente na criação e educação dos filhos, diante da vida atribulada que os adultos têm?+ Como evitar a fragmentação das relações familiares? Como não deixar que a tecnologia atrapalhe o convívio e os estudos?+ Como impor autoridade a jovens cada vez mais desacostumados a obedecer?+ Como lidar com crianças e jovens que parecem estar tão mimados, quanto despreparados para enfrentar as dificuldades da vida?A obra traz em suas páginas, além de respostas para estes e outros questionamentos, um posicionamento firme e os pais que enfrentam situações como essas devem estar sempre alertas aos riscos que os conflitos em família podem provocar e, mais do que isso, devem adotar uma postura ativa, urgente e corajosa para encontrar soluções.
Mario Sergio Cortella (Londrina, 05 de março de 1954) é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciência da Religião e da pós-graduação em Educação (Currículo), além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP.
Dicas praticas,e muitas antigas dos pais dos nossos pais, sobre como educar seu filho e não culpar ele por ser distraido, por não fazer xyz. Bem legal, vou ter que ler de novo mais tarde porque meu filho é muito novo.
Em seu livro, Cortella apresenta bons conselhos (ainda que sem muita profundidade), que acabarão revelando uma certa incoerência. O autor trata da dificuldade de criar filhos em um mundo tão veloz como o atual, que tira nosso tempo de convivermos em famílias, em que falta um modelo sobre como formar adequadamente jovens e crianças. Isso gera angústia nos pais, uma sensação de fracasso em sua tarefa. Antes havia mais tempo para conviver, e aparentemente não é possível aumentar esse tempo, então o tempo de que dispomos precisa ganhar em qualidade, ajudando a formar a autoestima dos filhos (para o que é preciso formar os jovens para a perda, tanto quanto para o sucesso). Talvez se justifique atribuir muitas atividades formativas aos jovens, se o objetivo é realmente formá-los, e não como um modo de desobrigar-se de estar com eles ou como a possibilidade de colocá-los em perigo real (na rua ou na internet). É preciso formá-los para que saibam que não podem ter tudo, sempre, já. Uma boa estratégia é dizer que cada família tem um modelo, e que o modelo desta família envolve hábitos e atitudes (por exemplo, contra a homofobia, o racismo, o bullying, que envolva bons modos, etc.), Outra, é deixar claro que, até os 18 anos, a segurança e o bem-estar (não os desejos) dos filhos são atribuídos aos pais, e por isso algumas decisões não estão em discussão. O problema do modelo proposto por Cortella é que ele pressupõe, em termos éticos, um extremo consequencialismo (aquilo que não produz mal a ninguém deve ser permitido). Mas há coisas que são erradas em si mesmas, e não por causa de suas consequências (imagine que eu tenha uma pereira com muitos frutos. Se você furtar alguns, eu sequer perceberei, e certamente não serei prejudicado. Mas isso não faz da sua ação algo certo). Além disso, essa ideia do autor está em conflito com a afirmação do capítulo 15 que, se fizerem tudo para bem formar o filho e ele se desviar, não deveriam sentir-se frustrados na função de pai, ainda que possam se decepcionar com o filho. Essa ideia, como eu disse, está em conflito com o consequencialismo (no consequencialismo, é o resultado da ação que a avalia, e portanto eu devo sentir-me é frustrado mesmo, se meu filho se desviar).
I like Mario Sergio Cortella's version, which gives fascinating interviews, and the short podcasts aired on CBN Radio, a Brazilian broadcasting company with a large audience. Everything changes when I pick up any of his books to read. It seems that I read the author's books because I know I will find gaps susceptible to criticism, mainly when he deals with controversial themes, like family, which is permeated with a worn sense of morality. I liked the philosopher's observation that a family is not democratic but participative. Democracy presupposes equality of rights without hierarchy, while in a participative relationship, the requests are respected under pre-established norms of conduct. The author explained well the difference between being authoritarian and having authority. Good point. I respect Cortella's gift of the word and the way he conducts a good conversation, but there were in this book several passages and conclusions without much or any depth. I even felt the lack of bibliographic references in his works—a dense theme, but a simple approach maybe for a short podcast or an interview.
É um livro excelente para pais desajustados que não sabe criar filhos. É um livro basicamente focado para pais sem liderança, até chegar no momento em que tocou no assunto Religião, o qual ele tentou reduzir sua importância na vida da família/ indivíduos. Se uma família decide criar seus filhos dentro dos dogmas daquela religião, seja ela qual for, isto não compete a ele. Gosto do autor, mas neste sentido, ele errou feio!
Cortella é, como sempre, um deleite em suas ponderações sobre família, modernidade, valores e as dificuldades da vida familiar neste ambiente moderno. Livro recomendadíssimo.
Uma obra bem interessante para quem deseja uma percepção melhor da educação de crianças e jovens nos dias de hoje, dentro dos paradigmas que a vida moderna nos apresenta.