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Um Útero é do Tamanho de um Punho
Depois de lançar Rilke Shake (coleção Ás de Colete, 7Letras e Cosac Naify, 2007), o segundo livro de Angélica Freitas, Um útero é do tamanho de um punho (Cosac Naify, 2012), reúne poemas escritos a partir de um tema central: a mulher. Uma das vozes mais destacadas da geração, Angélica Freitas subverte as imagens absolutamente gastas do que se espera do gênero feminino — anunciadas em capas de revistas e em vitrines de lojas de departamentos —, e joga luz — com inteligência, sagacidade e senso de humor aguçado — sobre o nosso tempo.
96 pages, Paperback
First published September 6, 2012
About the author
Angélica Freitas
36 books89 followersNasceu em 8 de abril de 1973, em Pelotas, Rio Grande do Sul. Estudou jornalismo em Porto Alegre, na UFRGS. Trabalhou como repórter no O Estado de S. Paulo e na revista Informática Hoje, em São Paulo. Atualmente dedica-se à tradução de poesia e ao segundo livro, com pequenos poemas de viagem pela Bolívia. Publicou em diversas revistas como Inimigo Rumor, Diário de Poesía (Argentina) e aguasfurtadas (Portugal). Integra a coletânea Cuatro poetas recientes de Brasil (Buenos Aires, 2006). Rilke shake é seu primeiro livro (coleção Ás de Colete) e está na lista dos 51 títulos que foram aprovados pela comissão do Prêmio Portugal Telecom 2008. Por anos manteve o blog tome uma xícara de chá.
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 180 reviews
November 24, 2017
Uma anedota muito gabrielesca: esse livro saiu em 2012 pela Cosac Naify e eu passei um bom par de anos torcendo o nariz pra ele só porque o título fala de útero.
Quem me conhece sabe a minha cara de AH PRONTO para qualquer implicação sagrado-feminino-vamos-fazer-uma-ciranda.
Nada contra quem romantiza (tenho até amigas que são), porém: o meu útero serve para 1) doer, 2) descompensar minhas ideias com alterações hormonais ao longo do mês e 3) me lembrar de que, por um acaso fisiológico, faço parte de uma "minoria", e sou julgada constantemente a partir desse fato.
Mas o útero da Angélica (como é que eu ia saber, julgando o livro pela capa?) é outro, e só depois descobri. Antes tarde do que nunca.
Outra anedota também profundamente gabrielesca: o meu poema favorito do livro não tem, afinal, nada a ver com o útero - é uma releitura do Kaváfis. É claro.
Ou seja: trouxa fui eu por não ter descoberto antes o quanto Angélica é maravilhosa.
Quem me conhece sabe a minha cara de AH PRONTO para qualquer implicação sagrado-feminino-vamos-fazer-uma-ciranda.
Nada contra quem romantiza (tenho até amigas que são), porém: o meu útero serve para 1) doer, 2) descompensar minhas ideias com alterações hormonais ao longo do mês e 3) me lembrar de que, por um acaso fisiológico, faço parte de uma "minoria", e sou julgada constantemente a partir desse fato.
Mas o útero da Angélica (como é que eu ia saber, julgando o livro pela capa?) é outro, e só depois descobri. Antes tarde do que nunca.
Outra anedota também profundamente gabrielesca: o meu poema favorito do livro não tem, afinal, nada a ver com o útero - é uma releitura do Kaváfis. É claro.
Ou seja: trouxa fui eu por não ter descoberto antes o quanto Angélica é maravilhosa.
December 31, 2012
Alguém poderia dizer que é um excelente livro de poesia que trata da "condição feminina", mas a obra é muito mais do que isso. Com domínio do discurso poético, e com irreverência, Angélica Freitas escreveu poemas que radicalizam a presença das mulheres na literatura, ao produzir seguindo o que se poderia chamar de um axioma: e se o "sujeito da poesia" - expressão que uso para evitar o parnasiano "eu lírico" - fosse mulher, que tipo de poemas teríamos? Por isso que não é um livro apenas sobre uma suposta "condição feminina", o que implicaria um deslocamento apenas temático, mas é uma obra que traz uma mirada da mulher sobre as coisas, femininas ou não. Assim, "Um útero é do tamanho de um punho" desloca não apenas o conteúdo, mas toda uma perspectiva.
February 7, 2017
OH MY GAWD ESTE LIVRO
June 14, 2016
Não há palavras ou frases feitas suficientes para descrever o quanto gostei desse livro. Obra prima feminista.
November 28, 2025
adoro
A D O R O
quando acham
que separar
palavras [words]
no texto
e brincar
com $1mb0|0$
e escrever
| entre linhas |
faz de um texto
uma boa
GRANDE
poesia
poesiazinha
im grindi tixti
adoro ser feminista
e usar temas
TEMAS
importantes!
para a sociedade
e escrever
um monte
N
O T
M E
de palavras
sem sentido
para ganhar
dinh€iro
adoro ser gay
adoro abortar
adoro ser mulher
adoro sexo
viva as mulheres
viva o feminismo
viva a universidade que me fez ler isto
no entanto
ao chegar chegando
chegante
ao fim destas fezes
percebi que
gostaria muito
que pegassem
num cabide
não para abortar
[mas viva o aborto!]
mas para me
espetarem
nos olhos
para nunca
N U N C A
+
ter de ler
algo assim♡
A D O R O
quando acham
que separar
palavras [words]
no texto
e brincar
com $1mb0|0$
e escrever
| entre linhas |
faz de um texto
uma boa
GRANDE
poesia
poesiazinha
im grindi tixti
adoro ser feminista
e usar temas
TEMAS
importantes!
para a sociedade
e escrever
um monte
N
O T
M E
de palavras
sem sentido
para ganhar
dinh€iro
adoro ser gay
adoro abortar
adoro ser mulher
adoro sexo
viva as mulheres
viva o feminismo
viva a universidade que me fez ler isto
no entanto
ao chegar chegando
chegante
ao fim destas fezes
percebi que
gostaria muito
que pegassem
num cabide
não para abortar
[mas viva o aborto!]
mas para me
espetarem
nos olhos
para nunca
N U N C A
+
ter de ler
algo assim♡
May 18, 2020
Quando bem feita a poesia tem um efeito arrebatador. Quando não, ela costuma ser pretensiosa, rasa e sem sutileza - é o caso desse livro.
Apesar de me identificar com a temática do livro, achei a escrita seca e sem técnica. Problemáticas e pesos comuns na vida das mulheres são apenas cuspidos e jogados na página, sem nenhum desenvolvimento, sutileza ou reflexão.
Além disso, revirei os olhos com a pretenção do livro. Entendo que Angélica é tradutora e domina algumas línguas, mas ficar trocando de idioma sem tradução alguma foi algo que me irritou. Claro, toda mulher brasileira e leitora do livro fala português, espanhol e alemão. Super acessível...
Apesar de me identificar com a temática do livro, achei a escrita seca e sem técnica. Problemáticas e pesos comuns na vida das mulheres são apenas cuspidos e jogados na página, sem nenhum desenvolvimento, sutileza ou reflexão.
Além disso, revirei os olhos com a pretenção do livro. Entendo que Angélica é tradutora e domina algumas línguas, mas ficar trocando de idioma sem tradução alguma foi algo que me irritou. Claro, toda mulher brasileira e leitora do livro fala português, espanhol e alemão. Super acessível...
January 7, 2018
O primeiro livro de poemas que li para o Projeto Ler Poesia e não comecei mito bem. Não é um livro mau mas simplesmente não me identifiquei com nenhum poema e não senti nada. Com um título que promete, estava à espera de mais.
opinião completa: https://sohappy-withbooks.blogspot.fr...
opinião completa: https://sohappy-withbooks.blogspot.fr...
May 28, 2018
bobo e pretensioso
April 17, 2024
ao mesmo tempo que muitos trechos carregaram críticas importantes, eu senti como se estivesse lendo tweets mal formulados.
sinto como se esse livro tivesse feito um sátira de meia tigela sobre assuntos que definitivamente deveriam ser levados mais a sério!
mas eu entendo esse livro ter feito sucesso para algumas pessoas em 2012...
sinto como se esse livro tivesse feito um sátira de meia tigela sobre assuntos que definitivamente deveriam ser levados mais a sério!
mas eu entendo esse livro ter feito sucesso para algumas pessoas em 2012...
November 26, 2024
O título é muito melhor do que todo o restante. Decepcionante.
June 15, 2016
3.5 na verdade. Gostei bastante de alguns poemas, interessante o que ela faz, mas apesar disso pouco bateram fundo em mim, em tenho que dizer que alguns outros passaram batidos, ou acabei não entendo o ponto dela.
April 24, 2018
Eu não consigo dar 2 estrelas, mas se eu fosse um pouco mais fria e menos apaixonada em literatura, eu daria duas. Porque gostei de oito poemas, que, na minha opinião, são muito bons, mas só oito.
January 1, 2020
???????????
January 8, 2021
decepcionante
May 1, 2021
“metonímia
alguém quer saber o que é metonímia
abre uma página da wikipédia
depara com um trecho de borges
em que a proa representa o navio
a parte pelo todo se chama sinédoque
a parte pelo todo em minha vida
este pedaço de tapeçaria
é representativo? não é representativo?
eu não queria saber o que era
metonímia, entrei na página errada
eu queria saber como sye chegava
perguntei a um guarda
não queria fazer uma leitura
equivocada
mas todas as leituras de poesia
são equivocadas
queria escrever um poema
bem contemporâneo
sem ter que trocar fluidos
com o contemporâneo
como roland barthes na cama
só os clássicos”
alguém quer saber o que é metonímia
abre uma página da wikipédia
depara com um trecho de borges
em que a proa representa o navio
a parte pelo todo se chama sinédoque
a parte pelo todo em minha vida
este pedaço de tapeçaria
é representativo? não é representativo?
eu não queria saber o que era
metonímia, entrei na página errada
eu queria saber como sye chegava
perguntei a um guarda
não queria fazer uma leitura
equivocada
mas todas as leituras de poesia
são equivocadas
queria escrever um poema
bem contemporâneo
sem ter que trocar fluidos
com o contemporâneo
como roland barthes na cama
só os clássicos”
June 26, 2026
Eu me senti tão estúpida
Read
June 25, 2019Li há uns anos atrás, reli agora porque poesia é o tema do mês do #clubedolivrismo. O próximo vai ser um da Alice SantAnna, que nunca li nada.
February 12, 2025
Claramente no soy el lector a quien esta dirigida esta obra, aun así disfrute mucho la lectura, me ayudo a salir un poco del bloqueo de estar leyendo un texto largo, me encontré con una poética irónica y confrontacional que se dedica a romper los estereotipos de mujer establecidos por la sociedad patriarcal, textos como Mujer deprisa y Mujer de Maleante fueron de mis favoritos.
Destaco de esta edición de Bisturi 10 por sobre todas las cosas el trabajo de traducción que hace Isabel Suárez Escobar, utilizando chilenismos para mantener el sentido general de los poemas, una escritura posicionada desde lo cotidiano y desde esa ironía de contrastar la alta cultura Europea con nuestras realidades latinoamericanas.
Destaco de esta edición de Bisturi 10 por sobre todas las cosas el trabajo de traducción que hace Isabel Suárez Escobar, utilizando chilenismos para mantener el sentido general de los poemas, una escritura posicionada desde lo cotidiano y desde esa ironía de contrastar la alta cultura Europea con nuestras realidades latinoamericanas.
February 25, 2017
Que livro! Que livro!
Não só "Um útero é do tamanho de um punho" representa uma obra estética e de experimentação poética que vive o seu tempo e uma posição de fala que tanto me inspira, como ela consegue falar daquilo que diz respeito à mulher/às mulheres de uma forma orgânica.
Há poemas inesquecíveis, ainda que o poema que dá nome ao livro seja o melhor de todos (na minha leitura). Gente, que livro.
Leiam porque é poesia, leiam porque a autora é mulher, leiam porque é muito bom.
Não só "Um útero é do tamanho de um punho" representa uma obra estética e de experimentação poética que vive o seu tempo e uma posição de fala que tanto me inspira, como ela consegue falar daquilo que diz respeito à mulher/às mulheres de uma forma orgânica.
Há poemas inesquecíveis, ainda que o poema que dá nome ao livro seja o melhor de todos (na minha leitura). Gente, que livro.
Leiam porque é poesia, leiam porque a autora é mulher, leiam porque é muito bom.
August 28, 2018
Meu conhecimento de poesia ainda é minúsculo, principalmente quando falamos de obras brasileiras e/ou de autoras lésbicas. É gratificante ler algo tão político que fala tanto com a realidade de todas as mulheres. Sou muito grata por esse livro ter aparecido em algum momento na minha frente e planejo reler diversas vezes. Agora a única coisa que quero é ler e reler mais Angélica.
January 14, 2020
Por não ser uma exímia leitora de poesia, eu tendo a gostar só daquilo com que me identifico muito. Se eu tivesse lido esse livro há mais tempo, talvez tivesse batido mais. Mas é bom, é bonito, só não conversa mais comigo.
June 12, 2020
Esse livro dá prazer. Sorri em alguns momentos e gargalhei em dois. Deu pra ler numa sentada, mas preferia que desse pra guardar e, pelo menos, ler mais um pouco no dia seguinte. Esse livro tem uma coisa lúdica, pra quem gosta de ironia, e do som das palavras. Amélia e mulher barbada: um casal sensacional! Recomendo fortemente às mulheres sujas e, também, para as limpas.
December 5, 2020
Gostei de alguns poemas. Destaco: “Uma serpente com a boca cheia de colgate”; “pós” e os 3 poemas com o auxílio do google.
March 26, 2024
DNF al 38%, culpó a la traducción del libro en español 🙌🏻 son un no che de palabras sin sentido, que pena que no hagan bien el trabajo
October 8, 2019
Que livro maravilhoso. Achei sem querer e me apaixonei. Muito bom
January 15, 2014
Em Um útero é do tamanho de um punho, Angélica faz uma poesia fina, direta e cheia de verdade, com um humor inteligente, meio que jocoso, com uma doce certa de ironia, força de alguém que não tem medo das palavras, ao contrário, as usa muito bem e sabe pra onde as está levando.
Como o próprio título sugere, o mote de suas poesias é o feminino, as mulheres, é um livro feminista? Sim, mas não é de e nem há panfletagem. Há denúncia, mas não é algo bruto; ela observa e relata como a mulher é vista, apontada, moldada, o que fica muito claro na primeira parte do livro com O "uma mulher limpa". Angélica reinventa e dá uma nova roupagem ao preconceito, quando o incorpora para expor justamente toda a sua face cômica que já deveria ter sido percebida por todos há muito tempo!
As poesias são cheias de nuances e significados que vão além de sua rima forte e de sua falsa simplicidade.
Falam da forma ostensiva que a mulher é vigiada, seja sobre a forma como se veste, pelo seu peso, sua beleza. Ainda traz poemas sobre a transsexualidade, o homossexualismo feminino, falam das ilusões, desilusões e desejos de toda mulher.
Um útero não é o mesmo que um punho e muito menos tem a sua força física, isso é claro, mas se você quiser parar e pensar só um pouco, mesmo não estando muito acostumado a isso, vai entender que esse órgão de posse apenas do feminino, carrega toda uma supremacia, tem sim muito poder! Mas ao mesmo tempo, se formos analisar o avesso dessas costuras tão bem tecidas pela autora [e como sugere tão belamente a capa da edição], vamos enxergar que esse mesmo útero deixa de ser algo sagrado, prendendo a mulher à uma única prioridade.
Como eu falei, não sou boa para falar de poesia, aliás, nem sei se sou boa em fazer poesia, mas Angélica Freitas é, e muito! Ela nos atinge em cheio e, o melhor, sem precisar empunhar um punho fechado!
Postado originalmente aqui: http://almadomeusonho.blogspot.com.br...
Como o próprio título sugere, o mote de suas poesias é o feminino, as mulheres, é um livro feminista? Sim, mas não é de e nem há panfletagem. Há denúncia, mas não é algo bruto; ela observa e relata como a mulher é vista, apontada, moldada, o que fica muito claro na primeira parte do livro com O "uma mulher limpa". Angélica reinventa e dá uma nova roupagem ao preconceito, quando o incorpora para expor justamente toda a sua face cômica que já deveria ter sido percebida por todos há muito tempo!
As poesias são cheias de nuances e significados que vão além de sua rima forte e de sua falsa simplicidade.
Falam da forma ostensiva que a mulher é vigiada, seja sobre a forma como se veste, pelo seu peso, sua beleza. Ainda traz poemas sobre a transsexualidade, o homossexualismo feminino, falam das ilusões, desilusões e desejos de toda mulher.
Um útero não é o mesmo que um punho e muito menos tem a sua força física, isso é claro, mas se você quiser parar e pensar só um pouco, mesmo não estando muito acostumado a isso, vai entender que esse órgão de posse apenas do feminino, carrega toda uma supremacia, tem sim muito poder! Mas ao mesmo tempo, se formos analisar o avesso dessas costuras tão bem tecidas pela autora [e como sugere tão belamente a capa da edição], vamos enxergar que esse mesmo útero deixa de ser algo sagrado, prendendo a mulher à uma única prioridade.
Como eu falei, não sou boa para falar de poesia, aliás, nem sei se sou boa em fazer poesia, mas Angélica Freitas é, e muito! Ela nos atinge em cheio e, o melhor, sem precisar empunhar um punho fechado!
Postado originalmente aqui: http://almadomeusonho.blogspot.com.br...
December 26, 2017
http://leiturasdelaura.blogspot.com.b...
Mais um livro de uma autora brasileira, meio que só pra dizer que eu li algo de literatura nacional esse ano. Mas, ao mesmo tempo preciso dizer que estava namorando esse livro desde a Bienal que aconteceu em setembro desse ano, e onde acabei não comprando o bendito porque o estande da editora estava cheio demais e eu já estava sem paciência.
Mas depois eu o vi novamente na Livraria Cultura e não resisti. Comecei a ler agora no final do ano, e como o livro é muito curtinho e as poesias dele funcionam quase que em bloco, ele foi devidamente lido rapidinho, mesmo no esquema de ler de manhã.
Angélica Freitas, autora do sul do país, caprichou na sua temática feminina, o livro é quase que um manifesto sobre o que se fala e pensa da mulher, com foco mais voltado para a parte complicada disso na sociedade brasileira e, por que não, mundial. Diversos textos não funcionam bem sozinhos, pois a obra foi feita meio em pedaços e em cada sessão as poesias são correlacionadas, funcionando muito melhor quando lidas seguidinhas.
De forma geral eu gostei muito do livro, mas como ele tem essa questão do conjunto da obra e não de cada poema em si, confesso que não marquei nenhum deles como excelente. Talvez isso também tenha acontecido por conta do incômodo que me pareceu proposital nos textos. Ou talvez eu tenha exagerado um pouco na temática feminista esse ano e o assunto esteja temporariamente carregado demais para mim. Afinal, tive um problema parecido com outro livro nesse final de ano, a resenha sairá daqui a pouco, aguardem.
Fora isso, é um livro importante dentro do cenário poético nacional e eu recomendo bastante.
Mais um livro de uma autora brasileira, meio que só pra dizer que eu li algo de literatura nacional esse ano. Mas, ao mesmo tempo preciso dizer que estava namorando esse livro desde a Bienal que aconteceu em setembro desse ano, e onde acabei não comprando o bendito porque o estande da editora estava cheio demais e eu já estava sem paciência.
Mas depois eu o vi novamente na Livraria Cultura e não resisti. Comecei a ler agora no final do ano, e como o livro é muito curtinho e as poesias dele funcionam quase que em bloco, ele foi devidamente lido rapidinho, mesmo no esquema de ler de manhã.
Angélica Freitas, autora do sul do país, caprichou na sua temática feminina, o livro é quase que um manifesto sobre o que se fala e pensa da mulher, com foco mais voltado para a parte complicada disso na sociedade brasileira e, por que não, mundial. Diversos textos não funcionam bem sozinhos, pois a obra foi feita meio em pedaços e em cada sessão as poesias são correlacionadas, funcionando muito melhor quando lidas seguidinhas.
De forma geral eu gostei muito do livro, mas como ele tem essa questão do conjunto da obra e não de cada poema em si, confesso que não marquei nenhum deles como excelente. Talvez isso também tenha acontecido por conta do incômodo que me pareceu proposital nos textos. Ou talvez eu tenha exagerado um pouco na temática feminista esse ano e o assunto esteja temporariamente carregado demais para mim. Afinal, tive um problema parecido com outro livro nesse final de ano, a resenha sairá daqui a pouco, aguardem.
Fora isso, é um livro importante dentro do cenário poético nacional e eu recomendo bastante.
September 18, 2026
mujer de posesiones
igual que el maestro zen
que rompió su taza
porque a ella se aferraba
esta mujer no tiene nada
si bien tiene
un juego de té completo
y cubiertos importados de solingen
nunca ofreció
ni un té que fuese
y en las cenas, cuando hubo
se usó siempre tramontina
pero nada pretende vender
y si es un arte perder
desolée, no lo domina
la mujer es una construcción
la mujer es una construcción
debe ser
la mujer básicamente debe ser
un conjunto habitacional
todo igual
todo pintado
solo cambia el color
yo particularmente soy una mujer
de ladrillos a la vista
en las reuniones sociales tiendo a ser
la peor vestida
digo que soy periodista
(la mujer es una construcción con muchos agujeros
filtra
la revista nueva es el ministerio
de los asuntos cloacales
perdón
no se habla de mierda en la revista nueva)
tú eres mujer
¿y si de repente te despiertas binaria y azul
y te pasas el día prendiendo y apagando la luz?
(¿te gusta ser brasileña?
¿lamarte virginia wolf?)
la mujer es una construcción
el maquillaje es camuflaje
toda mujer tiene un amigo gay
qué bueno es tener amigos
todos los amigos tienen un amigo gay
que tiene una mujer
que lo llama fred astaire
en este punto, ya es tarde
las psicólogas del café freud
se miran y sonrien
nada va a cambiar -
nada nunca va a cambiar -
la mujer es una construcción
igual que el maestro zen
que rompió su taza
porque a ella se aferraba
esta mujer no tiene nada
si bien tiene
un juego de té completo
y cubiertos importados de solingen
nunca ofreció
ni un té que fuese
y en las cenas, cuando hubo
se usó siempre tramontina
pero nada pretende vender
y si es un arte perder
desolée, no lo domina
la mujer es una construcción
la mujer es una construcción
debe ser
la mujer básicamente debe ser
un conjunto habitacional
todo igual
todo pintado
solo cambia el color
yo particularmente soy una mujer
de ladrillos a la vista
en las reuniones sociales tiendo a ser
la peor vestida
digo que soy periodista
(la mujer es una construcción con muchos agujeros
filtra
la revista nueva es el ministerio
de los asuntos cloacales
perdón
no se habla de mierda en la revista nueva)
tú eres mujer
¿y si de repente te despiertas binaria y azul
y te pasas el día prendiendo y apagando la luz?
(¿te gusta ser brasileña?
¿lamarte virginia wolf?)
la mujer es una construcción
el maquillaje es camuflaje
toda mujer tiene un amigo gay
qué bueno es tener amigos
todos los amigos tienen un amigo gay
que tiene una mujer
que lo llama fred astaire
en este punto, ya es tarde
las psicólogas del café freud
se miran y sonrien
nada va a cambiar -
nada nunca va a cambiar -
la mujer es una construcción
March 5, 2023
Ultimamente tenho sentido vontade de me aproximar mais de poemas e esse é o segundo que peguei esse ano para ler e foi um pouco desafiador, mas gostei bastante. Acho muito interessante o embate que fica implícito entre o que as pessoas esperam da mulher como um todo, o que a mulher quer e o que esperam da Angélica em si. Depois dessa, fiquei com ânimo para conhecer mais obras de poesia e me aventurar mais nesse tipo de leitura.
June 16, 2021
Nem sei como cheguei a esse livro, provavelmente o título chamou-me a atenção nalgum momento. Mas ainda bem que foi assim, porque estes poemas são muito bons. Têm humor, têm assertividade, são actuais e necessários.
Gostei muito!
Gostei muito!
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