Quais são os projetos de Deus para cada um de nós? Com essa pergunta – que nenhum batizado pode deixar de fazer sua – começa o autor as páginas deste livro, hoje clássico, sobre o fim e o itinerário do homem que recebeu o dom da fé.
Impressiona, nas reflexões que se seguem, ver desenrolarem-se as maravilhosas conseqüências da vocação cristã: as de uma vida que, no meio dos seus afazeres, procura ser consciente do amor divino que a inunda e cerca, e retribuí-lo na medida das suas forças. Para isso, o homem conta com a graça santificante, que o eleva à condição de filho de Deus e o faz por assim dizer “sentar-se à mesa” com Deus e participar – já nesta vida e, depois, para sempre e em plenitude – do colóquio de amor que se estabelece sem cessar entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, numa suprema entrega mútua e felicidade que Deus quer estender aos homens.
São particularmente comoventes, entre muitas, as considerações do autor sobre o estado a que conduz o ato de oração – vida de amor a Deus e de amor ao próximo, fundidos num só, pois é um só o coração que ama –, bem como sobre o valor da assistência à Santa Missa, renovação incruenta do sacrifício desgostos, cansaços e sofrimentos de que ninguém está livre, mas cujo sentido e valor só ele entende.
Estas páginas não são para serem lidas, mas meditadas. Então se compreende que têm uma só idéia-mestra, uma só idéia-força, repetida e desdobrada ao longo dos diversos capítulos como fulgores distintos de uma única jóia: o infinito amor de Deus pelo ser humano.
Benedikt Baur OSB was born as Karl Borromäus Baur and died November 10, 1963, in Beuron. He was a German Benedictine monk and professor of theology. He served as the fifth Archabbot of Beuron Archabbey.
Baur joined the Benedictine community at Beuron in 1897; he made his solemn profession there on October 5, 1898, and was ordained to the priesthood on September 20, 1903. In 1904, he earned his doctorate in theology (Dr. theol.) in Rome. From 1905 to 1913, he taught dogmatic theology and canon law at the Theological College of Beuron. From 1907 to 1910, he also served as the Prefect of Clerics there.[1] From 1931 to 1938, he held a professorship in dogmatic theology at the Pontifical Athenaeum of Sant’Anselmo—the Benedictine order's institute of higher learning in Rome—as well as in Salzburg and Einsiedeln.
In 1938, he was appointed Subprior at Beuron and was subsequently named Abbot by Pope Pius XI.[4] From January 18, 1938, until 1955, he served as the fifth Archabbot of Beuron.[2] His abbatial blessing was conferred on February 24, 1938, by Archbishop Conrad Gröber.
Baur made significant contributions to both Beuron Archabbey and the Beuron Congregation. He was particularly dedicated to the study of liturgy and manuscript research, and was the founder of the *Vetus Latina* Institute. Benedikt Baur was regarded as an opponent of the Nazi regime.
He published numerous works and writings on spiritual themes, which have appeared in several languages.