"Somos nós que construímos nossa consistência e reconhecemo-nos dentro dos limites impostos pelo ambiente e pelas relações sociais". (MELUCCI, 2004, p. 47)
Peguei esse livro para ler sobre identidade. Realmente, o capítulo que Melucci escreve sobre identidade, em si, como um conceito, é muito bom. Entretanto ele se propõe, na introdução de que o livro todo vai tratar sobre essa relação do eu com a identidade. Mas o livro não trata disso. Trata mais sobre as dificuldades do indivíduo no final do século vinte. Esse livro me lembrou muito outro livro que li este ano, O Instante Eterno, de Michel Mafessoli, em que o autor se propõe falar sobre tempo, mas desvia seu discursos paras as mais diversas áreas e assuntos. Assim, esses dois livros acabam sendo livros que falam tudo, mas não falam nada ao mesmo tempo. Pior do que isso, acabam repetindo discursos que estamos cansados de ler em jornais e revistas. Esses discursos, em pesquisa acadêmica, acabam não adicionando nem novos conceitos, muito menos uma reflexão sobre o tema proposto. Tema, esse, que ao chegar ao final do livro não se sabe mais qual ele é, de tão difuso que está o escopo do livro. Que pena, um livro que poderia ser um belo artigo. Hihihi. I'm mean.