Paolo Rossi faz aqui uma reflexão sobre o tema alimentação para demonstrar que o simples ato de comer está muito mais carregado de significados, culturais e antropológicos, do que se pode imaginar quando se se pensa em assuntos como dietas saudáveis, desnutrição e gastronomia, muito em voga atualmente. Nesse estudo, ele investiga e descreve a inextricável mistura de sentimentos envolvidos no ato de alimentar-se – necessidade básica, desejo primal, obsessão patológica –, explorando as inúmeras nuances que o verbo comer assumiu na história da humanidade. A própria multiplicidade de metáforas alimentares empregadas no dia-a-dia de qualquer pessoa (“comer com os olhos”, “engolir um sapo”, devorar um livro”), sugere Rossi, é indicativa da miríade de desejos primários e emoções profundas que povoam o universo da alimentação. Com elementos pinçados da história das ideias, ele constrói um mosaico de cenários e situações em que esses sentimentos se revelam. E mostra como é profunda a ligação entre o comer e a condição humana, e como, para além de satisfações fisiológicas, existem elos de ordem psíquica que resvalam na fronteira do plano mítico. A pesquisa, atemporal, atravessa culturas e temas, como a fome em diferentes épocas e sociedades humanas, incluindo a contemporânea, aborda o jejum, a greve de fome, o canibalismo, o vampirismo, o serial killers, que transgride o maior dos tabus, ao devorar suas vítimas.
Livro raso, talvez tenha ido ler com uma expectativa grande por não conhecer o ator e pela temática. Mas o livro se mostrou como um compilado de textos muitas vezes desconexos e muitos sem fundamentos com apenas as opiniões pessoais do autor. Os capítulos que valem a pena uma leitura breve (II, III, IV e V; talvez XV), os mais perdidos (X, XI, XII e XIII) mais desconexos com a proposta do livro e sem nada contribuir. O resto por sua vez é apenas medíocre. Para uma leitura melhor sobre o tema indico (Cru e Cozido do Levi Strauss) que o autor pelo menos indica, e a respeito do (XVII - As doenças ao longo do tempo) indico o Doença como Metáfora de Susan Sontag, que faz o que Paolo Rossi tentou fazer no capitulo de forma extremamente mais competente.
achei interessantíssimo. um livro curto, de fácil leitura, e muito diverso. achei interessante a forma como ele aborda fome e cultura indo da moda à transtornos mentais. a proposta não parece ser aprofundar nos temas, mas paolo passa pelos assuntos, mesmo que rapidamente, com uma visão histórica e global bem interessante. italiano e filósofo, traz uma abordagem diferente ao comer.
"Comer" traz assuntos relacionados à comida que não imaginei encontrar: canibalismo, desnutrição, anorexia. O que dificultou a leitura em algumas partes foi o juízo de valor e discussões pessoais do autor. Mas é um bom livro sobre o tema.
Es bueno consumir reflexiones de algo cotidiano, un parentesis entre tanta novela. Sólo le faltó más referencia mundial y opiniones globales, muy nacionalista el caballero.