Poeta mineira, crítica e tradutora de poesia, Henriqueta Lisboa (1901-1985) é autora de uma obra poética que procura aliar ao diálogo crítico com a tradição lírica ocidental gestos próprios de inovação. Em sua poesia confluem tendências simbolistas e modernistas. Se a busca do ser, em Henriqueta Lisboa, corresponde à busca da verdade poética, nesse percurso aflora a presença da morte, com seu poder de negatividade. Dessa experiência dá testemunho um de seus melhores livros, "Flor da Morte", que reúne poemas escritos entre 1945 e 1949.
Henriqueta Lisboa (1901-1985), poeta mineira considerada pela crítica um dos grandes nomes da lírica modernista, dedicou-se à poesia, ensaios e traduções. Nasceu em Lambari, Minas Gerais, em 15 de julho de 1901, filha do farmacêutico e deputado federal João de Almeida Lisboa e de Maria Rita Vilhena Lisboa. Formou-se normalista pelo Colégio Sion de Campanha, MG, e, em 1924, mudou-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se à poesia desde muito jovem. Com Enternecimento, publicado em 1929, de forte caráter simbolista, recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Aderiu ao Modernisno por volta de 1945, fortemente influenciada pela amizade com Mário de Andrade, com quem trocou rica correspondência entre os anos de 1940 e 1945. Sua produção inclui, além da poesia, inúmeras traduções, ensaios e antologia