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Câmera lenta
Depois de Teste de resistores, Marília Garcia dá continuidade à sua pesquisa sobre o processo poético. Na última parte de Câmera lenta, ela se dedica a uma profunda análise sobre as hélices do avião e sobre a vontade de decifração. O poema, aqui, é o lugar para experimentar, exercitar o pensamento “ao vivo” e testar procedimentos novos, sempre em aberto. Para Italo Moriconi, que assina a orelha, trata-se de uma “poética desbravadora, sofisticada, antenada”.
104 pages, Paperback
Published August 17, 2017
About the author
Marília Garcia
52 books43 followersMarília Garcia nasceu no Rio de Janeiro, em 1979. Graduou-se em letras na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde defendeu a dissertação Velocidades e vozes sobre o livro Galáxias, de Haroldo de Campos. Tradutora, também integra o conselho da revista de poesia Inimigo Rumor, da editora 7Letras. Seu primeiro livro foi Encontro às cegas (Moby Dick, 2001). Lançou, em 2007, 20 poemas para o seu walkman, uma coedição Cosac Naify e 7Letras. O livro integra a coleção Ás de Colete e concorreu ao Prêmio Portugal Telecom de 2008.
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Community Reviews
Displaying 1 - 18 of 18 reviews
November 27, 2021
Marília Garcia a mais diretora fotógrafa foquista cenógrafa figurinista produtora cineasta das nossas poetas fazendo aqui seu roteiro sobre manipular o tempo, o corte, rebobinar a imagem, voltar e avançar. Impecável.
December 28, 2020
mágico e arrebatador. sei lá, mas acho que poderia falar sobre esse livro por horas a fio.
August 19, 2022
Exercício de metalinguagem e experimentação de primeira! Simplesmente genial.
July 7, 2026
Un poco me colgué y un poco me olvidé de que lo había empezado. Lo retomé el finde y finalmente lo terminé.
Me gusta mucho todo lo que pasa alrededor de la idea de movimiento y acción, pero mucho más con la idea de el recorte, el de la fotografía y el de la cámara. Me gusta mucho pensar la imagen y la literatura, y este poemario me sirvió bastante para nuevas conclusiones incluso con otros textos narrativos, definitivamente haré relectura.
Cito una estrofa que me gustó mucho del poema "Diferencias" (y que me costó mucho elegir entre otras pares espectaculares):
"la realidad es lo que no
desaparece cuando
dejamos de creer en ella,
decías con los dedos abiertos
intentando apartar esa neblina de los ojos."
Me gusta mucho todo lo que pasa alrededor de la idea de movimiento y acción, pero mucho más con la idea de el recorte, el de la fotografía y el de la cámara. Me gusta mucho pensar la imagen y la literatura, y este poemario me sirvió bastante para nuevas conclusiones incluso con otros textos narrativos, definitivamente haré relectura.
Cito una estrofa que me gustó mucho del poema "Diferencias" (y que me costó mucho elegir entre otras pares espectaculares):
"la realidad es lo que no
desaparece cuando
dejamos de creer en ella,
decías con los dedos abiertos
intentando apartar esa neblina de los ojos."
September 27, 2025
ela é uma ótima tradutora (o “epílogo” dá um bom ensaio)
December 4, 2020
ai eu gostei tanto... diferente de muita coisa de poesia que eu já tinha lido e, como acontece sempre nesses casos, um dedo forçando meu olho a abrir pra outras coisas que eu nem imaginava que podiam ser feitas, e expandindo uma liberdade que eu achei que eu já tinha dominado para outra ligeiramente maior.
November 26, 2022
gosto como os poemas se repetem, retornam, interferem uns aos outros
das leituras da marilia talvez tenha sido o que menos me pegou, ainda sim alguns poemas lidos aqui figuram na minha lista de favoritos
o último das hélices, o acidente da mãe e o fascínio do duchamp que decreta o fim dos quadros
o mais bonito pra mim é o sussurrar de darwin pros seus tomates
das leituras da marilia talvez tenha sido o que menos me pegou, ainda sim alguns poemas lidos aqui figuram na minha lista de favoritos
o último das hélices, o acidente da mãe e o fascínio do duchamp que decreta o fim dos quadros
o mais bonito pra mim é o sussurrar de darwin pros seus tomates
June 13, 2019
ouvi marília garcia lendo "hola, spleen" no youtube e fiquei fascinada, é um poema que volta e meia acho que dialoga com outras coisas que vejo/leio. e então fui ler câmera lenta e talvez dizer que se trata de uma leitura não seja suficiente: eu experimentei esse livro.
se você pegar ele nas mãos, numa livraria, e folhear rapidamente, já vai ver que a experiência com a página vai se alargando: de poemas mais concisos, com versos menores, ele vai se expandindo pela página, criando outros ritmos, outras leituras. essa expansão se dá também no campo da poesia, que se expande para o cinema, o ensaio, as narrativas.
há, então, vários deslocamentos.
no pensamento italiano (que é o que eu tenho estudado nos últimos tempos), tem sempre uma volta à origem (ou a uma origem), e eu não pude não encontrar isso aqui também: qual é a origem de um poema? de onde ele sai? e ainda, para onde ele vai? nos poemas da marília, as possibilidades são muitas. vemos as mesmas palavras, as mesmas construções, se repetindo, mas adquirindo sempre novos caminhos: a gente volta, mas nunca para o mesmo lugar.
se você pegar ele nas mãos, numa livraria, e folhear rapidamente, já vai ver que a experiência com a página vai se alargando: de poemas mais concisos, com versos menores, ele vai se expandindo pela página, criando outros ritmos, outras leituras. essa expansão se dá também no campo da poesia, que se expande para o cinema, o ensaio, as narrativas.
há, então, vários deslocamentos.
no pensamento italiano (que é o que eu tenho estudado nos últimos tempos), tem sempre uma volta à origem (ou a uma origem), e eu não pude não encontrar isso aqui também: qual é a origem de um poema? de onde ele sai? e ainda, para onde ele vai? nos poemas da marília, as possibilidades são muitas. vemos as mesmas palavras, as mesmas construções, se repetindo, mas adquirindo sempre novos caminhos: a gente volta, mas nunca para o mesmo lugar.
December 28, 2018
É preciso ler esse livro até o fim; o epílogo é uma espécie de manual de instruções do que foi lido até então. É uma coleção de fragmentos interligados e muitas vezes repetidos sobre o deslocamento; simultaneamente, é um texto que desloca a própria poesia do lugar tradicional.
November 27, 2022
Quando a Mayara Blasi me falou da Marília Garcia, eu pensei que eu seria arrebatada por ela. Lembrei que já tinha um livro dela na estante, mas não peguei na hora, adiando o encontro. Ontem, acabei cedendo.
Eu queria ser atravessada - e me frustrei um pouco. Talvez exatamente por ser essa a principal característica deste livro: ele confronta suas expectativas do que é um poema, do que é um livro de poemas. Ele te frustra.
Ele joga.
Bagunça um pouco as certezas porque você percebe que os poemas deste livro estão muito próximos assim da crônica, muito próximos assim do ensaio. Muito longe do que a gente imagina que seja um poema e de como a gente
espera
que soe um poema.
Ele não quer te arrebatar ou atravessar.
(Assim, ele me venceu)
Ele também é muito oral, e remete sempre a um tempo fluido e amplificado, quando ela diz, por exemplo, "apresentei este texto pela primeira vez/em 2014" no começo de um poema, e o "este texto" é o próprio poema. De repente, você se depara com uma escandalosa verdade: o poema tem um antes. Ele existe num antes fora do texto e fora
da nossa leitura
e isso é ridiculamente óbvio mas pra sempre impensável.
(ouroboros: a serpente morde a própria causa, o texto é metatexto, a mão desenha uma mão que desenha a mão primeira. É tudo cíclico e autorreferente)
Eu não fui arrebatada.
Mas, de alguma forma, o livro moveu
placas tectônicas
dentro de mim.
-------
Nota: ⭐⭐⭐⭐
Eu queria ser atravessada - e me frustrei um pouco. Talvez exatamente por ser essa a principal característica deste livro: ele confronta suas expectativas do que é um poema, do que é um livro de poemas. Ele te frustra.
Ele joga.
Bagunça um pouco as certezas porque você percebe que os poemas deste livro estão muito próximos assim da crônica, muito próximos assim do ensaio. Muito longe do que a gente imagina que seja um poema e de como a gente
espera
que soe um poema.
Ele não quer te arrebatar ou atravessar.
(Assim, ele me venceu)
Ele também é muito oral, e remete sempre a um tempo fluido e amplificado, quando ela diz, por exemplo, "apresentei este texto pela primeira vez/em 2014" no começo de um poema, e o "este texto" é o próprio poema. De repente, você se depara com uma escandalosa verdade: o poema tem um antes. Ele existe num antes fora do texto e fora
da nossa leitura
e isso é ridiculamente óbvio mas pra sempre impensável.
(ouroboros: a serpente morde a própria causa, o texto é metatexto, a mão desenha uma mão que desenha a mão primeira. É tudo cíclico e autorreferente)
Eu não fui arrebatada.
Mas, de alguma forma, o livro moveu
placas tectônicas
dentro de mim.
-------
Nota: ⭐⭐⭐⭐
January 16, 2026
si prestamos atención y hacemos silencio
-si prestamos atención y hacemos
silencio-
puede ser que escuchemos
algún mensaje
perdido en el aire
se a gente prestar atenção e fizer silêncio
- se a gente prestar atenção e fizer
silêncio -
pode ser que ouça
alguma mensagem
perdida no ar.
-Pág. 14 de ‘Cámara lenta’(2020) de Marília García . Traducción de Rodrigo Álvarez. Publicado por Zindo & Gafuri.
Leí este poemario durante el vuelo Lima-Trujillo pensando en las hélices que obsesionan a García en el último poema de este libro. En ello y el desplazamiento del lenguaje y la realidad a través del mismo. En los terremotos que hacen temblar la lengua y toda la materia.
En el futuro que llega de golpe.
-si prestamos atención y hacemos
silencio-
puede ser que escuchemos
algún mensaje
perdido en el aire
se a gente prestar atenção e fizer silêncio
- se a gente prestar atenção e fizer
silêncio -
pode ser que ouça
alguma mensagem
perdida no ar.
-Pág. 14 de ‘Cámara lenta’(2020) de Marília García . Traducción de Rodrigo Álvarez. Publicado por Zindo & Gafuri.
Leí este poemario durante el vuelo Lima-Trujillo pensando en las hélices que obsesionan a García en el último poema de este libro. En ello y el desplazamiento del lenguaje y la realidad a través del mismo. En los terremotos que hacen temblar la lengua y toda la materia.
En el futuro que llega de golpe.
April 17, 2024
Esse livro de poesias marcou um término muito doloroso meu. Acho que isso temperou mais a angustia da incompreensibilidade da poesia. Não sei se especificamente a da Marilia, ou se num geral poesia tem um que de difícil apreensão. Não se lê como literatura. Acho que ngm aprende a ler poesia sem antes sentir alguma coisa que não consegue descrever. Daí parece que aprende a sustentar o que se frustra de diálogo entre o poema e leitor. Uma incomunicabilidade, que a gente entende por sermos duas pessoas (o poeta e o leitor) compartilhando dele.
July 13, 2019
Poemas lindos e reflexivos.
O epílogo é especialmente profundo.
O epílogo é especialmente profundo.
January 20, 2021
Fantástico.
June 7, 2024
Vai pra lista de favoritos
August 28, 2025
o epílogo é belíssimo.
September 30, 2026
Hermosoooo como viajar por Brasil con una cámara analógica y que de repente retumbe una terremoto
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