Em quase cinquenta anos de atuação como jornalista, Juca Kfouri acompanhou de perto, como observador ou participante (e muitas vezes as duas coisas), experiências fundamentais do mundo da política, da cultura e do esporte. O saldo é uma inescapável sensação de derrota, compartilhada nas memórias que o autor registra em Confesso que perdi.
Leitura leve e agradável, com muitos causos bacanas. Dá quase a impressão de q Kfouri é um Forrest Gump nacional. Pra mim, o livro perde um pouco de fôlego do fim dos anos 90 em diante, quando Juca já vivia muito menos o dia a dia da reportagem. Enfim, livro vale pelas boas histórias de bastidores.
Particularmente, eu esperava mais do livro, mas admito sem pesar que muitos dos causos de Juca Kfouri sobre os bastidores do futebol e do jornalismo esportivo brasileiro são imperdíveis. Saio da leitura com um misto de alegria e desesperança, pelo futebol e pelo jornalismo.
Simplesmente saboroso. Acompanhar a vida de Juca Kfuri é acompanhar de perto a própria história do futebol brasileiro. Como ele mesmo diz, um Forest Gump do nosso esporte e política.
Sem muitas novidades, mas com muito leveza, "Confesso que Perdi" é uma das leituras mais agradáveis desse início de ano. O jeito simples como Juca escreve te faz ouvir a voz dele durante a leitura. Essas pequenas "derrotas" amarram a narrativa e mostram muito sobre o caráter de Juca. Altamente recomendado pra que gosta de futebol e bastidores do jornalismo.