A biografia da Rainha da Televisão escrita por um dos mais conhecidos jornalistas brasileiros. Hebe Camargo é um dos grandes nomes da história da televisão brasileira. A estrela, que começou sua carreira cantando no rádio, foi convidada para a primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira e nela ficou até sua ultima gravação, em 2012, sendo conhecida por sua irreverência e autenticidade. Nesta biografia, o jornalista Artur Xexéo se dedica a contar toda a trajetória da cantora e apresentadora que marcou a história do rádio e da televisão no Brasil. Com depoimentos de artistas que acompanharam de perto a carreira de Hebe e relatos dos familiares da apresentadora, este livro vai encantar tanto aos fãs dessa mulher que deixou sua marca na TV brasileira e os aficionados pela história da televisão e do rádio.
Que mulher incrível, eu nunca acompanhei de perto a Hebe mas sempre gostei do que vi. Lendo essa biografia, gostei mais ainda dela e minha admiração só aumentou. Sobre a escrita, eu achei boa mas um pouco repetitiva, alguns acontecimentos são contados mais de uma vez. Essa mulher foi uma das pioneiras na Tv, e já no seu tempo era uma feminista mas conservadora. Ela sempre falava que não tinha medo de morrer mas tinha peninha pq gostava de viver e curtir a vida.... isso me fez refletir muito sobre as nossas escolhas de viver a nossa vida, pois ela é curta. A partir dessa leitura, já vi várias entrevistas e alguns trechos de programas e me deu saudades do que eu não acompanhei. "Nós temos pouco tempo para ser feliz, então o tempo que eu tenho eu quero ser feliz e fazer as pessoas felizes" "Eu só penso coisa boa para atrair coisa boa".
Hebe era alguém que teve um origem humilde, não prosseguiu com os estudos - e não se orgulhava disso - mas não há qualquer indício de que tentou reverter isso. O livro é tão raso quanto a vida da biografada. A sua visão de mundo/vida já era limitado. Na condição de socialite paulistana que gostava de protestar contra as mazelas da sociedade e, principalmente as politicas, era amiga fiel e cabo eleitoral de Paulo Maluf e participou da Marcha por Deus, pela pátria e pela família em 1964. Os dois únicos momentos que relatam caridade sempre envolve transmissão via tv. Bandeirantes, que ela arrecadou dinheiro com amigos empresários para levar alimentos e "toneladas de pão francês" em áreas carentes e, que na época foi duramente criticado. E, depois, apresentou a ideia do Teleton para o Brasil ao Silvio Santos. Ele cedia espaço na programação (que vale milhões) e nós e empresas fazemos as doações. É uma biografia chapa branca, claramente orientada pelo filho e sobrinhos. Não há diferencial, aprendizado ou vivências. Tanto que o livro é recheado com o que acontecia nos programas de auditório que, se você for dos anos 70 em diante não há novidade nenhuma. No máximo uns relatos esporádicos de bastidores. É uma leitura que não acrescenta em nada. (Ouvi esse livro com a narração monótona e enfadonha do próprio autor. O que ajudou a expor os defeitos do livro).
A história da Hebe se confunde com a história da tv brasileira (literalmente ela estava presente quando os primeiros equipamentos de transmissão chegaram hahaha). Em um ambiente cercado de homens, ela se manteve relevante por décadas, sendo uma das primeiras mulheres a terem um programa de tv. O livro é fácil de ler e o autor mesclou bem a vida artística com a pessoal da Hebe. Ela foi uma mulher extremamente forte, alegre e talentosa. Quem dera eu chegar aos 80 anos com disposição pra desfilar na Sapucaí e algumas horas depois ir pra bloco em Salvador! #rainha
É um bom livro, mas um pouco confuso, vai e volta nos fatos repetidas vezes. E também tem algumas informações desnecessárias que não são parte da história da Hebe em si.