Rosine Lefort trabalhou em uma instituição de internação em Paris para crianças dependentes dos serviços de assistência pública, esperando por adoção, ou por motivos de doença materna. Ela nos deixou a trajetória de seu trabalho clínico, realizado no início de sua formação psicanalítica, com quatro crianças: Nadia, uma menina de 13 meses; Marie-Françoise uma menina de 30 meses (ambos descritos no presente livro); Robert, também conhecido como “a criança do lobo” (caso encontrado nos Escritos de Lacan) e Marisa, uma menina de 26 meses (descrito no livro Marisa, disponível aqui no blog). Estes casos são localizados estruturalmente como neurose, autismo, e psicose, respectivamente. No caso Marisa, Rosine localiza e trata a questão da sua escolha sexual. Ao homenagear Rosine e Robert logo após suas passagens sucessivas em fevereiro de 2007, Jacques Alain Miller relembra o início de uma fecunda parceria de trabalho: “no início da Escola da Causa Freudiana, quando tínhamos, a cada quinze dias, durante vários anos, encontros [na residência dos Lefort] dos quais participaram igualmente, Judith Miller e Eric Laurent“. Destes encontros “surgiu uma pequena instituição, o CEREDA, que continua e que se espalhou através de nosso mundo. Ela se dedica ao estudo da criança no discurso analítico, a partir da obra dos Lefort” É a mesma lembrança que traz Eric Laurent em sua homenagem aos Lefort, no Blog da AMP, na época de sua morte.