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Luta Armada

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Isabel do Carmo foi uma das protagonistas de acções armadas contra o Estado Novo. Por exemplo, atacou a base da NATO em Fonte da Telha e assaltou um banco em Alhos Vedros. Neste livro conta pela primeira vez a história completa da sua clandestinidade e dos seus correligionários. Aborda ainda os movimentos similares na Europa dos anos 60 e 70.
«Escrevi este livro porque tem havido um défice de informação sobre os factos relacionados com acções armadas que ocorreram antes do 25 de Abril na luta contra a ditadura.»

720 pages, Paperback

Published January 1, 2017

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About the author

Isabel do Carmo

27 books4 followers
Doutorada pela Faculdade de Medicina de Lisboa, a Prof.ª Isabel do Carmo é médica, endocrinologista, e uma das maiores especialistas portuguesas em obesidade e comportamento alimentar. Foi fundadora da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade e da Sociedade Científica (Núcleo de Doenças do Comportamento Alimentar). Coordena a Endocrinologia da Consulta de Comportamento Alimentar do Hospital de Santa Maria e é responsável pela consulta de obesidade do mesmo hospital. Responsável pelo primeiro estudo sobre Prevalência da Obesidade em Portugal e do estudo actualmente em curso (Fundação para a Ciência e a Tecnologia).

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Profile Image for Nelson.
51 reviews
September 26, 2021
2021 foi um ano em que falou muito das FP-25, primeiro pelo livro de Gonçalo Poças, Presos Por Um Fio - Portugal e as FP-25 de Abril e depois invariavelmente pela morte de Otelo Saraiva de Carvalho o principal mentor desta organização terrorista. Li este livro de Gonçalo Poças e mesmo que já fosse nascido nos anos 80, não tinha perfeita noção de todo este debate muitas vezes irracional em torno desta organização e da complexidade do julgamento e posterior processo de amnistia.

Para mim deveria ser claro que as lutas armadas não têm lugar em democracias, existindo sim a arma do voto. No entanto queria entender como funciona a mente de quem pensa de forma distinta. O nosso país assistiu em 1995 a um dos debates televisivos mais surreais alguma vez ocorridos em qualquer lugar do mundo. O programa à Lei da Bomba da SIC permitiu ter numa sala grande todos os principais intervenientes no processo das FP-25 incluindo Otelo Saraiva de Carvalho e outros operacionais assumidos desta organização terrorista. O principal aspeto que notei neste debate foi que os elementos das FP-25 não se arrependeram das ações terroristas e que as consideravam justas, mesmo que implicassem o assassinato de alvos pré-definidos.

Nesse debate também estava Isabel do Carmo que foi dos principais dirigentes de uma organização armada, as Brigadas Revolucionárias, que no período marcelista fez alguns atentados. Chegou a estar presa já depois do 25 de Abril e sua organização posteriormente autoextinguiu-se. No debate recordo-me de ela dizer que embora compreendesse os motivos da “luta”, efetuar assassinatos era uma fronteira que nunca ultrapassaria. Esta discussão foi relevante pois vários elementos das Brigadas Revolucionárias estiveram na génese das FP-25. Descobri depois que Isabel do Carmo tinha um livro com o nome de “Luta Armada” e é neste contexto que decidi ler o livro.

Neste livro bastante extenso, Isabel do Carmo expõe a sua visão sobre os vários movimentos de luta armada ligadas à esquerda tanto nacionais como internacionais e procura expor as suas motivações, incluindo obviamente o seu percurso que a levou a um destes grupos. É claro que a sua opinião é enviesada por isto mesmo, mas tem clara noção de onde o extremismo pode levar e que o ultrapassar de algumas barreiras pode destruir a legitimidade dos movimentos. Embora grandes extensões do livro me digam pouco, o capítulo “Dois Filhos Adultos Fazem Perguntas a uma Mãe Militante” é um momento de especial revelação pois sintetiza a sua visão sobre os limites da luta armada, numa conversa com seus filhos.

No fim do livro fiquei com a clara noção que à esquerda é perfeitamente possível que a noção de “luta justa” possa degenerar em violência armada e mesmo assassinatos em regimes democráticos. Isabel do Carmo confirma esta mesma ideia ao não rejeitar totalmente a violência armada em democracia e neste aspeto este é um livro perigoso, mas que nos explica bem a forma como modelam a sua realidade. Talvez isto explique o paradoxo da morte de Otelo Saraiva de Carvalho ter dado origem a um voto de pesar na Assembleia da República e do Bloco de Esquerda ter continuamente ex-elementos das FP-25 nos seus candidatos, elementos esses que nunca se arrependeram dos seus atos terroristas e que nas circunstâncias certas provavelmente voltariam a fazê-los. Um alerta para estarmos sempre atentos.
Profile Image for misael.
398 reviews33 followers
December 24, 2025
[…] a força, a violência, as acções armadas, a luta armada são uma necessidade absoluta para derrubar ditaduras, sejam elas ditaduras políticas, como as que existiram em Portugal e Espanha, sejam os poderes coloniais, como as que existiam na França da Argélia, dos Estados Unidos e da França no Vietname, e em África nas colónias portuguesas.
Profile Image for Joao.
97 reviews
December 22, 2025
Que dizer deste livro.
Uma narrativa de auto comiseração, talvez possa parecer injustiça, mas torna-se o sentimento presente. Optar pela luta armada e esperar não causar morte e sofrimento é irreal mesmo que se repita esta crença e se procure justificá-la. Mais do que a herança de um passado autoritário Portugal é hoje o espelho da vontade de poder de muitos dos jovens cujo passado é narrado neste livro.
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