5 estrelas para o meu primeiro Dark Romance.
Por acreditar e gostar da escrita da Andy, me arrisquei no mundo dark dos livros, no lado escuro da vida, do amor, da mente humana.
O gênero Dark realmente não é para todos. Não sei se quero voltar a ler outros livros do estilo. Não que não tenha gostado de Cage, mas se todos me fizerem sentir como ele, vou acabar meio perturbada do juízo pois sempre me coloco no lugar das mocinhas quando leio. E me colocar no lugar das “mocinhas Dark” pode ser algo perigoso, pode ferrar minha mente tanto quanto a delas.
Enquanto lia, pensava ‘isso REALMENTE acontece, minha gente!’.
Os contos de fadas até existem, mas se pararmos para pensar neles vemos o quanto é difícil encontra-los na vida real; um ricão que caí de amores pela mocinha inocente e dá o céu se ela assim desejar.
Mas a violência psicológica e física está aí, presente no cotidiano de diversas mulheres - e homens -, infelizmente.
Maaaaas, vamos falar um pouco sobre o amor?!
O livro conta a história de Erin e dos irmãos gêmeos idênticos, Cage e Luke.
Erin e Cage formam o típico casal perfeito da escola, que fazem juras de “felizes para sempre” e tudo o mais.
Luke é o ‘vida loka’ que, diferente do irmão que quer se tornar um astro do futebol americano, quer ser médico. Ambos conseguem realizar seus sonhos, mas ao longo dessa jornada Erin se perde totalmente em uma onda de mentiras.
O romance perfeito acaba.
Outro ‘perfeito’ se inicia.
Mas tudo que parece ser perfeito...
‘[...] têm suas imperfeições, Cage. Se olharmos bem de perto, com a devida atenção, somos perfeitamente capazes de enxergá-las.’
Erin se casa com Luke. Sim, o outro irmão. Aquele que de antemão salva sua vida da escuridão... só para afunda-la em mais escuridão.
Mas os castelos de areia não resistem para sempre, não é mesmo?
11 anos depois, Cage está de volta e traz com ele um furacão capaz de derrubar os castelos de areia construídos com camadas e mais camadas de mentiras.
‘Não serei um pecador se apenas pegar de volta aquilo que me pertence.’
Os dois irmãos podem ser idênticos fisicamente, mas a mente brilhante demais de um dele é o diferencial. Tanto para as cirurgias como para construir fachadas capazes de enganar a todos. Mas sempre há pessoas que já viveram situações parecidas e reconhecem os menores sinais.
‘Todos somos capazes de conseguir o que queremos, Erin. Basta ter coragem. E não se esqueça, você não está mais sozinha.’
E como em todas as histórias, há sempre um herói (ou aquele que põe um fim em - quase - todo sofrimento, independente de quão longe tenha que ir).
‘Vim buscar de volta a vida que deixei para trás, junto com a minha paz e o meu coração.’
Foi impossível ler e não xingar: os personagens e a autora, lógico.
Porque para criar personagens tão f*didos, a pessoa também tem que ter uma mente diabólica, né não?!
Enfim, diante de tudo que aconteceu o desfecho foi sensacional. O livro é único e portanto tem um final digno de toda a história. Condizente com a realidade, como todo o livro foi.
A autora teve um cuidado precioso em descrever as cenas de violência, ela não precisou ser tão detalhista para conseguir passar todo o sofrimento infringido à personagem para o leitor. Foi tudo dosado, na medida certa.
A escrita da Andy é simples, fluida e direta. Gosto dos livros dela porque não têm enrolação. A cada capítulo temos uma nova surpresa e as coisas acontecem durante todo o livro, não só no final, por isso é impossível começar e não finalizar de uma tacada só.
E os personagens secundários? Não são menos importantes para a trama e é impossível não ficar curiosa pela história deles. A Estela é fofa demais e foi fundamental para o 360° da Erin, fora que tem muito pra contar sobre a vida dela, né?! Por isso já deixo aqui claro que quero a história da Estela e do Daniel, quero nem saber! #LoveÚEstela
Não vou dizer que amei esse estilo, que sou a mais nova viciada em romances dark. Não. O que vou dizer aqui é que gostei muito de Cage porque, e principalmente, ele retrata algo tão real que me peguei muitas vezes pensando ‘meu Deus, se um dia algo parecido me acontecer... não quero agir como a Erin e viver no medo’ ou ‘queria que todas as mulheres que passam por isso tivessem a força que a Estela teve’.
Porém, sabemos que falar é sempre mais fácil do que fazer. Mas devemos sempre ter esperanças, dar a volta por cima e sair da escuridão. Ir em busca da luz no fim do túnel porque ela existe, sim.