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A Era do capital improdutivo

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Como os bancos registram lucros bilionários em plena recessão e desemprego? Neste livro, Ladislau Dowbor investiga como a riqueza do mundo - minérios, petróleo, trabalho, alimentos -, produzida pelo trabalho, é capturada pelos bancos e seus intermediários financeiros. Com uma vasta pesquisa, Ladislau revela os mecanismos usados pelas corporações financeiras, com estruturas que muito se assemelham a governos, para exercer o poder político diretamente e influenciar as principais decisões dos poderes públicos.

O resultado não poderia ser diferente: esterilizam a riqueza produzida pela sociedade para multiplicá-la somente em seu próprio benefício, por meio de investimentos financeiros que não criam novas tecnologias nem geram novos empregos. Ladislau demonstra por que o mercado considera positiva qualquer atividade que gere lucro - ainda que trave a economia e produza prejuízos sociais e ambientais - para enviar seu recursos, a saldo de impostos, a paraísos fiscais.

O livro destrincha como a financeirização dilacera as economias no Brasil e no mundo afora ao forçar os governos eleitos a cumprir agendas refutadas pelas urnas. Sobretudo quando desviam grande parte do orçamento público para o pagamento de juros da dívida, engordando ainda mais as forças do capital financeiros em detrimento de políticas públicas de saúde, educação, previdência.

313 pages, Paperback

Published January 1, 2017

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About the author

Ladislau Dowbor

43 books31 followers
Ladislas Dowbor, conhecido como Ladislau Dowbor (Banyuls-sur-Mer, França, 1941), é um economista brasileiro, de origem polonesa. Filho de Ladislas Dowbor e de Sofia Denartevicz, nasceu na França, durante a Segunda Guerra Mundial, quando seus pais estavam a caminho da América, fugindo da guerra. A partir de 1951, a família se estabelece no Brasil. Depois de formar-se em Economia Política na Universidade de Lausanne, na Suíça, obteve seu mestrado e doutorado em Ciências Econômicas (1976) na Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia (atual Escola de Economia de Varsóvia; em polonês, Szkoła Główna Handlowa w Warszawie). Durante o regime militar de 1964, foi militante de esquerda e membro da direção da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Como líder da organização, participou, em março de 1970, do sequestro de Nobuo Okuchi, cônsul do Japão em São Paulo. Menos de um mês depois da libertação do diplomata (em troca da liberação de cinco presos políticos: Damaris de Oliveira Lucena, esposa do falecido Antonio Raimundo de Lucena, e seus três filhos; Shizuo Ozawa, Diógenes José de Carvalho Oliveira; Otávio Ângelo; Madre Maurina , do Lar Santana de Ribeirão Preto), Ladislau e os demais militantes envolvidos no sequestro foram presos pelos órgãos de segurança. Na prisão, Ladislau foi torturado até que, nos primeiros dias de 1971, foi incluído no grupo de 40 presos políticos libertados em troca do embaixador suíço Giovanni Bucher, também sequestrado, numa operação comandada por Carlos Lamarca. A companheira de Ladislau, a psicóloga Pauline Philipe Reichstul (1947 - 1973) também acabou sendo presa e foi torturada até a morte, juntamente com outros cinco membros da VPR, no episódio conhecido como "Chacina da Granja de São Bento", operação montada em 8 de janeiro de 1973, pelo delegado Sérgio Fleury, o infiltrado cabo Anselmo e o agente do DOPS Carlos Alberto Augusto, na cidade de Paulista, Região Metropolitana do Recife. No exílio, Ladislau Dowbor viveu inicialmente na Argélia. Ainda nos anos 1970, foi professor de finanças públicas na Universidade de Coimbra. A convite do ministro Vasco Cabral, tornou-se coordenador técnico do Ministério de Planejamento da Guiné-Bissau (1977-81). Também trabalhou como consultor na Nicarágua, Costa Rica, África do Sul e no Equador. Anistiado, regressou ao Brasil. Entre 1989 e 1992 foi Secretário de Negócios Extraordinários da Prefeitura de São Paulo (administração de Luiza Erundina), respondendo especialmente pelas áreas de meio ambiente e relações internacionais. Atualmente é professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, nas áreas de economia e administração. Continua a atuar como consultor de diversas agências das Nações Unidas, bem como de governos e municípios, além de várias organizações do sistema S. Atua como conselheiro no Instituto Polis, CENPEC, IDEC, Instituto Paulo Freire, Conselho da Cidade de São Paulo e outras instituições. Nos anos mais recentes, tem trabalhado no desenvolvimento de sistemas descentralizados de gestão, particularmente em administrações municipais.

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1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 16 of 16 reviews
Profile Image for Felipe Morillo.
10 reviews1 follower
February 14, 2019
Pra dar de presente praquele primo liberal que trabalha no mercado financeiro.
Profile Image for Diego Eis.
Author 6 books144 followers
May 17, 2020
Quando se lê livros como esse, com um tom bastante parecido com o do Picketty, aprendemos muito sobre como o processo das coisas funcionam. Como grandes fortunas são formadas. Sobre como um rico ultrapassa o limite do consumismo, não tendo mais onde gastar sua grana e criando um ciclo virtuoso de geração de mais riqueza. O discurso do livro beira o anti-capitalismo, mas é bastante sóbrio sobre os efeitos colaterais ruins que o capitalismo causa.

"O caos que progressivamente se instala no mundo está diretamente ligado ao esgotamento de um conjunto de instituições que já não respondem às nossas necessidades de convívio produtivo e civilizado." --- Dowbor, Ladislau. A era do capital improdutivo . Autonomia Literária. Kindle Edition.

O livro fala bastante que estamos vivendo uma época de riqueza improdutiva, onde é possível gerar riqueza sem gerar empregos, ou melhor: sem produzir absolutamente nada, uma economia improdutiva, com intermediários que encarecem o sistema e jogam um peso enorme nas costas de quem já não tem como se sustentar. Esse fenômeno acontece por exemplo, por causa dos investimentos de alto rendimento feitos pelos super ricos, que multiplicam sua riqueza sem a necessidade de empregar pessoas ou abrir negócios, ou pros modelos de negócios que se sustentam cobrando juros exorbitantes, ou pelos governos que vendem sua dívida.

“Lutar por condições decentes de vida, além de lutar por salários decentes, envolve hoje a luta pelo salário indireto por meio de políticas públicas, e a luta contra os juros extorsivos que drenam a nossa capacidade de compra.”

Embora pareça um discurso de esquerda, a ideia não é pregar o socialismo ou algo desse tipo, mas construir um capitalismo mais claro, inclusivo, honesto e sem tanta margens para a criação de desigualdades muito absurdas.

Recomendo bastante... Mas sugiro começar pelo Picketty. O legal desse livro é que você tem um cenário brasileiro, enquanto Picketty se foca bastante nos USA e no mundo.
Profile Image for Mauricio Martinez.
20 reviews
August 8, 2020
O terço final do livro é fantástico. Diagnósticos reveladores, muito bem assentados em dados. Destaque para o capítulo 12: A dimensão brasileira: os quatro motores da economia. Mostra o sequestro dos setores produtivos e do consumo das famílias pelos *intermediários financeiros*, que esterilizam os recursos necessários para o desenvolvimento econômico. Não por acaso, os quatro maiores conglomerados bancários do país obtiveram lucros recordes, mesmo em períodos de recessão ou de crise econômica.
O Anexo - Esboço de uma Agenda - é uma obra em si. Brilhante! Merecem ressalvas, contudo, os itens 11 e 12, no que diz respeito ao otimismo com acesso à tecnologia e com a democratização das comunicações. Mal desconfiavam os autores da onda negacionista e das redes de notícias falsas que infestariam os meios alternativos de comunicação. A sociedade do conhecimento, vislumbrada pelos autores, vai ter que ficar pra depois.
Profile Image for Carlos Barcelos.
8 reviews
May 21, 2020
Basicamente panfletagem política ideológica, com dados muito bem selecionados (e volta de meia distorcidos) para dar uma aparência de “científico” ou “factual”. A quantidade de lugares comuns (a culpa é dos “rentistas”, o dano dos “especuladores”, as grandes “corporações”) é incrível.
Parece esquecer alguns detalhes essenciais: que para seja possível remunerar um “papel” com o principal, acrescido de juros, é necessário que alguma atividade produtiva corresponda a este montante final em uma economia não manipulada por bancos centrais e poder político. Recebe duas estrelas ao invés de uma porque concordo em alguns pontos: reforma tributária deveria desonerar a produção e consumo e onerar as altas rendas e lucro final antes dos impostos(descontados os custos operacionais).
Mas o óbvio ululante que o autor se recusa a ver é que todas as distorções financeiras que são denunciadas tem justamente ORIGEM no controle exercido pelos aparatos estatais, que criam barreiras de entrada à concorrência com excessos de regulações, salvaguardam grandes bancos e favorecem grandes corporações (fenômeno bem acentuado nos governos esquerdistas Lula e Dilma aqui no Brasil, inclusive com o maior mecanismo escandaloso de corrupção da história do mundo junto a grandes empreiteiras historicamente oligopolistas, fato que Dowbor “en passan” tenta minimizar) . Parece esquecer também o sr Dowbor que é O PRÓPRIO GOVERNO que emite sua dívida, e não os compradores de títulos que obrigam o governo a emiti-los (e a desculpa esfarrapada de que os financiatas “capturaram a democracia” é mera bravata ideológica para eximir os políticos favoritos do autor de suas próprias falhas).
Ainda, o livro parece desenhar uma realidade mitológica em que, se não houver a maléfica influência das temíveis corporações transnacionais, os agentes políticos serão criaturas iluminadas, tomando sempre as melhores decisões para a humanidade, conduzindo a massa coletiva em direção a terra da abundância e de fontes de leite e de mel. Nada poderia ser mais falso. Se os financistas tem o dinheiro, os políticos detém em ultima análise o poder das armas. Não precisa ser nenhum gênio para saber com quem fica a última palavra.
Continuando sobre o contexto brasileiro:
O que diria o sr Dowbor sobre os campeões nacionais do governo petista para o qual ele passa um IMENSO pano? Ou qual seria a resposta ao ver que Paulo Guedes, agora em 2020, liberal, e frequentemente apontado como “defensor dos banqueiros”, é o ministro da economia justamente em uma fase em que temos uma das taxas básicas de juros mais baixas da nossa historia recente? (Hoje em 3%).
Em suma, um livro para ajudar a construir uma Narrativa para minimizar os crimes das Elites politicas dos partidos à esquerda que destruiram o país.
Profile Image for Guilherme Jorge.
10 reviews
May 9, 2023
Ninguém é capaz de votar bem sem ter o conhecimento que essa obra trás de uma forma tão simples e acessível. Ela escancara o "X da questão", o ponto que realmente atravanca o desenvolvimento do Brasil. Você vai entender o porquê do Brasil ser uma m£&@ (desculpe o linguajar). O problema é global, mas no Brasil ele se eleva a enésima potência. É muito fácil ter o foco desviado pra outras questões, algumas bem importantes, mas que nem arranham a superfície do mecanismo sistêmico que simplesmente impede o Brasil de ter um desenvolvimento sustentável e que alcance o grosso da população. O problema principal não é da corrupção do governo como muitos pensam - aliás, é da corrupção sim, mas da corrupção que é absolutamente legalizada. O Brasil é um país que suga nossos esforços, tira nosso poder de compra, e os entrega pra elite. Uma elite que não é formada por políticos, mas que tem os políticos nas mãos. Leitura fácil, instrutiva, interessante, cativante mas também... revoltante.
Profile Image for Rafael Rosa.
68 reviews11 followers
January 17, 2025
Um excelente livro para entender os mecanismos financeiros e econômicos que fazem nosso mundo girar mas não são óbvios ou conhecidos pelas massas, em especial porque os meios de comunicação e os governos são controlados pelo capital, que não tem nenhum interesse em mostrar as entranhas do sistema e deixar claro pq o capitalismo precisa ser destruído.

A parte ruim do livro, que o autor não esconde, é que ele simplesmente abre mão de uma discussão mais substantiva sobre política. Depois de mostrar o mecanismo e apontar soluções, o leitor fica com a pergunta: e pq nada disso é feito? O que precisa mudar? E nesse momento Dowbor não quer falar de nenhum "ismo", deixa para o leitor a procura de uma política que executará as mudanças, mas não quer se envolver.

Essa decisão é revoltante, mas foi a escolha dele, faltou coragem para abraçar o marxismo leninismo e o socialismo de vez, que são as únicas alternativas historicamente concretas de mudança, pesem os erros históricos. Esse medo dos erros do passado o impede de dar o passo adiante e apontar caminhos concretos, leitores menos informados vão terminar perdidos e paralisados.
Profile Image for Pedro Lira.
282 reviews
April 9, 2024
Com uma linguagem acessível e vários exemplos, até mesmo se referenciando, Dowbor consegue fazer esse raio-x de como o grande capital especulativo tomou de refém os Estados e, consequentemente, as sociedades num esquema sangue-suga de renda.
Neste livro é possível aprender sobre como as diversas partes do sistema financeiro global se interconectam: paraísos fiscais, taxas de juros, evasão fiscal, trustes e holdings, monopólios.
Acredito que, nesse aspecto, o livro é 5 estrelas e uma leitura fundamental para ler as notícias do mundo econômico com maior profundidade.

Por outro lado, apesar das excelentes sugestões, em especial para o caso brasileiro que é esmiuçado com esmero, falta "como fazer". Sugestões existem e provavelmente são boas soluções, entretanto, como conseguir aplicar isso? O que precisa acontecer para que isso seja possível?
Poderia ser mais curto mas com esse ponto.
Profile Image for Carlos Dillon.
3 reviews1 follower
November 25, 2020
Em uma linguagem bem acessível, o excelente e divertidíssimo Ladislau, o qual tive prazer de assistir uma de suas aulas, fala sobre os caminhos econômicos que a sociedade global percorreu e como opera nesse estado de acumulação de capital e de grande filhadaputagem que o modelo neoliberal de economia tem feito a nossa sociedade e perpetuado as mesmas estruturas de desigualdade que foram base de construção de muitas nações pelo globo. Ótima leitura para poder estar ciente de como o capitalismo opera.
Profile Image for Leonardo Oliveira.
Author 4 books4 followers
May 20, 2021
Um livro fundamental. Queria que se tornasse leitura obrigatória, por esclarecer tanto a economia mundial quanto a situação do Brasil e sua crise econômica e política, especialmente de 2013 para cá. O único motivo por que não dou 5 estrelas é a edição. A editora não parece ter dado o devido valor ao que publicou. Os erros (de digitação) e as repetições incomodam num livro, de resto, tão bom.
Profile Image for Leozineo.
24 reviews
March 31, 2025
Acho que se houvesse uma estante de "desistência" esse livro com certeza estaria nela.

Uma pena! Fui com sede ao livro esperando maior profundidade, mas senti que estava girando em círculos e círculos.....talvez eu releia futuramente. É um tema muito interessante, mas sabe quando falta um tempero na comida? É a sensação que tive.
25 reviews
June 14, 2025
Muito bom livro para esboçar as incongruência dentro do capitalismo, e como seu modelo é insustentável, sobretudo após da emergência do capital especulativo - embora o próprio autor n seja revolucionário, é um livro importante.
Profile Image for Hélio Pinto.
50 reviews
November 27, 2024
Bom diagnóstico e análise do imoral sistema financeiro atual. A leitura fica um pouquinho repetitiva no final.
3 reviews
August 25, 2020
O livro faz bem o papel de organizar as ideias de centralização de riquezas globais. Do meio para frente o livro piora muito.
Profile Image for Matheus.
15 reviews
June 13, 2024
Ladislau é primoroso ao tornar conceitos abstratos e complexos da economia compreensíveis ao leitor comum.
Esse livro é uma voz sussurrando em seu ouvindo, lhe contando como o ilusionista furta seu relógio enquanto te distrai com o discurso.
Isso é o arroz com feijão da consciência de um cidadão brasileiro!
Profile Image for Stephania.
40 reviews15 followers
July 7, 2022
É fundamental para compreender porque nosso Brasil tem crescimento tão pífio enquanto os bancos batem recordes de lucratividade anual.
Displaying 1 - 16 of 16 reviews

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