Ils sont porteurs de valises, manutentionnaires, boxeurs, mais aussi avocats ou musiciens de jazz. Tous Noirs américains. Le 15e régiment d’infanterie de la garde nationale de New York, créé en 1916 à Harlem, est une équipée de choc, composée de 2 000 soldats et de quelques officiers noirs, menés par une poignée de hauts gradés blancs idéalistes. Par leur engagement dans la guerre mondiale, ils entendent briser la logique de ségrégation et prouver leur valeur humaine sur les champs de bataille. Le 1er janvier 1918, ils débarquent à Brest en entonnant une Marseillaise jazz, prêts à se battre. D’abord relégué aux travaux manuels, ce régiment atypique, rebaptisé 369e RIUS, combattra à une seule condition : sous commandement français, intégré aux poilus, évitant ainsi à l’US Army le mélange des couleurs dans ses rangs. Surnommés « Hellfi ghters » par les Allemands, ils multiplieront les faits d’armes dans les tranchées de la Marne. La Grande Guerre sera-t-elle le tremplin espéré vers leur reconnaissance ? Thomas Saintourens raconte pour la première fois en France la formidable épopée de ces oubliés de l’Histoire. James Europe, le grand chef d’orchestre, fait vibrer la France au rythme du jazz, le peintre Horace Pippin croque dans ses carnets de bord la vie dans les tranchées et Henry Johnson, le modeste porteur de valises d’Albany, gagne le surnom de « Black Death » après une bataille héroïque. Si le 369e reçoit les plus hautes décorations françaises, l’Amérique blanche, elle, oubliera ses héros, pourtant dignes d’un fi lm d’Hollywood.
Um recorte da primeira guerra mundial, que destaca a participação dos negros do Harlem. Riquíssimo em detalhes, chega a ser doloroso em alguns momentos. Soldados-músicos tocando em uma orquestra no intervalo das batalhas? Pra amantes da música e história: um prato cheio!
O livro é interessante mas o título é bastante inadequado e dá uma falsa impressão que o tema é o Jazz. O tradutor explica sobre a impossibilidade de traduzir o título do livro, devido a expressão "los poilus", mas o título seria bem mais adequado ao título original e ao livro se fosse Os bravos do Harlem, já que não há nenhuma menção ao estilo musical no livro. Senti-me enganado com o título e a sinopse e não considero que a introdução do Jazz na Europa seja o tema central do livro, que fala da luta contra o preconceito e a segregação racial representada pela história de um batalhão formado por soldados negros que acabou para frente de batalha na I Guerra Mundial e foram integrados ao Exército Francês. Como gosto de história, o livro acabou atendendo minhas expectativas.
O livro conta a história de um regimento do exército americano formado apenas por soldados negros oriundos do Harlem, NY. Esses soldados, porém, foram descriminados dentro da própria instituição e lutaram ao lado dos franceses. Escrito pelo jornalista Thomas Saintourens, o livro tem vários méritos. É bem escrito, problematiza bastante o racismo e traz uma importante história, ainda bem pouco conhecida. Deixa a desejar, porém, quando precisa expandir a história do envolvimento dos negros americanos na Grande Guerra e do racismo segregacionista no país. Merecia pelo menos mais um três capítulos. Ou mais umas 100 páginas para dar profundidade a narrativa. Mas é uma ótima leitura - recomendo a todo mundo
Très belle retranscription de l’épopée de ces poilus noir américains. Riche en description de la segregation raciale en vigueur à cette époque qui fut gommée un temps par l’enfer de la guerre, le livre ne tombe pas dans le piège de devenir un monument de colère. À nous de vibrer et de regarder l’histoire dans son contexte
Os temas gerais, tanto da guerra, quanto do racismo, são muito tristes, mas o livro é muito bom mesmo assim. A pesquisa é bem profunda e a forma com que a história é contada prende bastante a atenção.